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Curiosidades


Assunto: LIXO ELETROELETRNICO - O que fazer com ele?
País: Brasil
Fonte: Universidade da gua - UNIAGUA
Data: 6/2004
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Com um mercado nacional que, anualmente, consome 800 milhes de pilhas, descarta 40 milhes de lmpadas fluorescentes e utiliza mais de 35 milhes de telefones celulares, o Brasil discute a reciclagem de tais produtos.

Usar diariamente o telefone celular, ouvir msica num walkman, ver na TV seu programa favorito, deixando o ambiente iluminado apenas por uma lmpada fluorescente. Esses hbitos da vida cotidiana, tpicos de um cidado brasileiro que mora em centros urbanos, tm tratamento especial na cidade de Americana, no interior de So Paulo. Uma lei Municipal (3.570/2001), de autoria do vereador Antonio Carlos Sacilotto, aborda a responsabilidade da destinao de pilhas, baterias e lmpadas usadas. "O principal objetivo dessa lei a preservao do meio ambiente", afirma Sacilotto. "A legislao obriga que seja feita uma coleta seletiva destes materiais. Os locais de recebimento so os prprios pontos de venda", acrescenta.

A iniciativa do legislativo de Americana foi reconhecida como pioneira no Brasil pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente - Conama, que, nos ltimos anos, apresentou estudos, propostas e resolues sobre a destinao desse tipo de material, comumente despejado em aterros e lixes.

Preocupao ambiental semelhante permeou vrias reunies no campus da Universidade de So Paulo, em Ribeiro Preto. O resultado foi a adoo de um sistema de coleta seletiva de lmpadas fluorescentes em toda a rea universitria. O motivo da preocupao com a destinao desse produto que, apesar de mais econmica em termos energticos, a lmpada fluorescente contm mercrio metlico, material txico e nocivo ao ser humano e ao meio ambiente. Quando quebrada, ela libera vapor de mercrio que, dependendo das condies, pode ficar em suspenso no ar por vrias semanas e ser absorvido pelos organismos vivos. Ainda que uma s lmpada tenha um pequeno efeito no ambiente, as cerca de 40 milhes de unidades descartadas anualmente no Brasil provocam um impacto sensvel. Por serem resduos perigosos, as lmpadas devem ter um destino alternativo aos aterros e lixes.



AES PREVENTIVAS

As Resolues 257/99 e 263/99 do Conama no tocam no problema da reciclagem de lmpadas, mas disciplinam o descarte de outros materiais: pilhas e baterias usadas. Desde sua publicao, gerou-se muita informao desencontrada no mercado. A origem da celeuma est na generalizao de que todas as pilhas e baterias no podem ser jogadas no lixo domstico. No bem assim. Tudo depende do material utilizado na sua composio qumica, como est claro na nova legislao.

A populao em geral deve prestar ateno em trs tipos de baterias: as que tm chumbo-cido, nquel-cdmio e xido de mercrio. So essas que devem ser recolhidas pelas lojas que as comercializam, pois se jogados de maneira aleatria no meio ambiente podem causar contaminao. A Resoluo 257/99 especifica para as indstrias o percentual de metais pesados nas baterias e pilhas. Hoje, as pilhas fabricadas e importadas j possuem teor de metais ambientalmente aceitvel. Por outro lado, a Resoluo cita, mas no obriga os vendedores a receberem os resduos e devolv-los para a indstria.

De acordo com a coordenadora de Qualidade Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - Ibama, Zilda Veloso, esse ponto uma falha da lei detectada ao longo dos anos. A Resoluo no obriga o fabricante nem o importador a espacializar o recolhimento. "Depois de usar a pilha ou bateria, o consumidor fica pesquisando para saber aonde entreg-la. Isso um entrave para a implementao completa da Resoluo", afirma.

No toa, ento, que apenas 30% das baterias de celulares usadas tm destino correto. "Uma medida nova a ser implementada determinar a destinao adequada tambm para baterias de telefone sem fio e de automveis", explica Zilda Veloso.

Outra medida importante citada pela dirigente seria a aprovao do Pro