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Curiosidades


Assunto: Plsticos: benefcios humanidade e riscos ao meio ambiente
País: Brasil
Fonte: AMDA
Data: 7/2004
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Atualmente os plsticos fazem parte do nosso cotidiano mais do que possamos imaginar. Inclusive, h quem diga que estamos na Era dos Plsticos. Para se ter uma idia, os plsticos esto presentes nas fibras txteis sintticas, nas embalagens me geral, na construo civil, nos utenslios domsticos, nos aparelhos eletrnicos, nos carros, na medicina, enfim, em tantos outros.

Nos ltimos anos, os plsticos vm preocupando alguns segmentos sociais. Isto porque de um lado os plsticos tm grande aplicabilidade na sociedade atual e de outro lado representam grandes problemas ambientais.

Em termos tcnicos, os plsticos fazem parte de um grupo de substncias (ou materiais) conhecido como polmeros, que inclui tambm as borrachas. Os polmeros so formados por unidades moleculares que se repetem muitas vezes formando cadeias moleculares longas (do grego, poli = muitos e meros = partes). Essa estrutura molecular confere aos materiais polimricos propriedades incrivelmente interessantes em termos de aplicabilidade.

Historicamente, os primeiros estudos com polmeros iniciaram-se na segunda metade do sculo XIX. O interesse nesta rea foi despertado pela necessidade de se obter materiais sintticos, mais economicamente viveis, que substitussem materiais naturais.

Tudo o que os polmeros ofereceram em termos de conforto e praticidade para a sociedade atual representa um custo ambiental elevado. Os problemas ambientais advm da produo da prpria matria prima e dos objetos plsticos, pois qualquer indstria tem seu grau de impacto ambiental e usa o petrleo, um recurso natural no-renovvel, como matria-prima inicial. Uma outra questo relevante a grande quantidade de plsticos na composio do lixo, como, tambm, o seu destino adequado (aterro sanitrio, incinerao). Para se ter uma idia, estima-se que o PET, um polmero utilizado na confeco de garrafas, compe, em mdia, 5% do total do lixo produzido nos grandes centros urbanos. Para a cidade de So Paulo, isso equivale a 714 toneladas! Alm da grande quantidade na composio do lixo, os polmeros tm um tempo de degradabilidade muitssimo alto. Inclusive sua alta aplicabilidade se deve sua resistncia s intempries do ambiente.

Entre as possveis opes praticadas para resolver os problemas ambientais causados pelos plsticos encontra-se a "reciclagem". A reciclagem torna-se praticvel quando o material reciclado representa vantagem financeira. Esse o caso das latas de alumnio, em que o ndice de reaproveitamento atingiu 78 %, em 2000, segundo a Associao Brasileira do Alumnio (Abal). Entretanto, concordo com a coordenao do grupo de estudos "Ecologia do Ambiente" do Centro de Ecologia Integral, Ana Monsoldo, ao dizer que "a reciclagem no a salvao da lavoura". De fato, se pensarmos nos 3 RS : reduzir, reutilizar e reciclar, reciclar a ltima ao. Talvez, reduzir seja uma ao difcil considerando a sociedade moderna atual, pois significa abdicar do conforto e da praticidade que os plsticos oferecem em muitas situaes do nosso cotidiano e, principalmente, mudanas no padro de consumo.

A reciclagem requer um gerenciamento municipal de resduos mais adequado. comum encontrarmos locais de coletas de diferentes materiais espalhados pela cidade para os quais as pessoas levam voluntariamente objetos reciclveis. Na realidade, h necessidade de coleta seletiva, ou seja, coleta de diferentes tipos de lixo: papel, vidro, plstico, latas e orgnicos, por exemplo. Isto pode significar ampliao da capacidade de reciclagem.

A questo dos plsticos de responsabilidade de todos! A sociedade tem sua parcela de responsabilidade como tambm o governo. Enfim, os plsticos representam um grande desafio para a humanidade atual. De um lado, no se pode negar os benefcios dos plsticos que vm atendendo s necessidades da vida moderna. De outro lado, no podemos ignorar os impactos ambientais que os mesmos c