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Assunto: POEIRA AMEAA O FUTURO DA CHINA
País: Brasil
Fonte: Worldwatch Institute - WWI
Data: 8/2004
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
No dia 18 de abril, cientistas do laboratrio da NOAA [Administrao Ocenica e Atmosfrica Nacional] em Boulder, Colorado, informaram que uma gigantesca tempestade de poeira, oriunda do norte da China, atingira os Estados Unidos "cobrindo reas do Canad ao Arizona com uma camada de p." Informaram que a poeira da China cobria as montanhas rochosas.

A tempestade de poeira no foi uma surpresa. No dia 10 de maro de 2001, o jornal People's Daily relatava que a primeira tempestade de poeira da estao - que nunca chegou to cedo - havia atingido Beijing. Estas tempestades de p, juntamente com as do ano anterior, foram as piores j ocorridas indicando uma deteriorao generalizada das pradarias e reas cultivadas no vasto noroeste chins.

Essas gigantescas plumas de poeira normalmente percorrem centenas de milhas at as cidades populosas no nordeste da China, inclusive Beijing, obscurecendo o sol, reduzindo a visibilidade, congestionando o trnsito e fechando aeroportos. Os relatos sobre residentes das cidades do leste calafetando janelas com trapos para deter a entrada do p, lembram as tempestades de poeira nos Estados Unidos dos anos 30. Os ventos soprando em direo ao leste freqentemente carregam a terra do noroeste da china para a Coria do Norte, Coria do Sul e Japo, pases que constantemente reclamam das nuvens de poeira que ocultam o sol e cobrem tudo de p. Em resposta s presses de seus constituintes, um grupo de 15 congressistas do Japo e 8 da Coria do Sul est organizando um comit tri-nacional com legisladores chineses, para definir uma estratgia de combate poeira.

O noticirio caracteristicamente atribui as tempestades de poeira seca dos ltimos trs anos, porm a seca est simplesmente colocando em foco uma situao em rpida deteriorao. As presses humanas sobre a terra no noroeste da China so excessivas. H gente demais, gado demais e arados demais. Alimentar 1,3 bilhes de pessoas, uma populao quase cinco vezes a dos Estados Unidos, no uma tarefa fcil.

Alm das presses locais sobre os recursos, uma deciso de Beijing, em 1994, exigindo que toda a rea cultivvel utilizada para construo seja compensada com recuperao de outras terras, ajudou a criar o desastre ecolgico que agora se desenvolve. Num artigo em Land Use Policy, os gegrafos chineses Hong Yang e Xiubein Li, descrevem os efeitos ambientais desta poltica de compensao. As provncias costeiras em rpido desenvolvimento, como Guandong, Shandong, Xheijiang e Jiangsu, que esto cedendo terras cultivveis expanso urbana e construo industrial, esto pagando a outras provncias para cultivar novas terras e compensar suas perdas. Isto proporcionou uma vantagem econmica inicial para as provncias do noroeste, como a Monglia Central (que saiu na vanguarda com uma expanso de 22 porcento de sua terra cultivada), Gansu, Qinghai, Ningxia e Xinjiang.

Uma vez que as provncias do noroeste, que j sofriam de excesso de cultivo e pastagem, lavraram cada vez mais terras marginais, a eroso elica se intensificou. Agora, a acelerada eroso elica do solo e o conseqente abandono da terra esto forando a populao a migrar para o leste, semelhante migrao para o oeste, da regio das Grandes Plancies para a Califrnia, durante os anos ridos nos Estados Unidos.

Enquanto os arados lavram terras a pecuria em expanso desnuda a terra de sua vegetao. Em seguida s reformas econmicas de 1978 e a retirada de controles sobre o tamanho dos rebanhos que as fazendas coletivas podiam manter, o rebanho cresceu rapidamente. Hoje, a China tem 127 milhes de cabeas, em comparao a 98 milhes nos Estados Unidos. Seu rebanho de 279 milhes de carneiros e cabras contrasta com apenas 9 milhes nos Estados Unidos.

No Condado de Gonge, ao leste da Provncia de Quinghai, a quantidade de carneiros que as pastagens locais podem suportar de aproximadamente 3,7 milhes, porm no final de<