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Assunto: Reciclagem de pneus avana
País: Brasil
Fonte: USP
Data: 12/2004
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Pesquisa indita no mundo descobre formas de reduzir a fuligem e eliminar a fumaa preta da queima de pneus, alm de extrair desse procedimento combustvel para a indstria
Yeda S. Santos

As indstrias qumica, de cimento e de papel e celulose podem economizar energia, durante o processo produtivo, se forem utilizados mtodos resultantes da reciclagem de pneus, desenvolvidos pelo Laboratrio de Anlise Trmica, do Departamento de Metalurgia e de Materiais, da Escola Politcnica da USP. A partir desses experimentos, possvel extrair gs, leo e carvo, que servem como combustveis.

Jefferson Caponero, doutorando da Poli, pesquisa o assunto sob a orientao do professor Jorge Tenrio. Foram verificados avanos, nesse tema, aps estudos realizados em Boston, nos Estados Unidos. Ali Caponero concluiu que a queima pode ser a mais completa possvel, evitando danos ao meio ambiente. Estes ocorrem porque a combusto gera muito material que no se degrada totalmente em curto espao de tempo. O pesquisador estudou variaes de temperatura de fornos, composio de gases ali introduzidos, tempo de residncia do material e tamanho de partculas, para entender melhor o processo de combusto. O carvo, segundo ele, um dos insumos mais caros que existem. "Seu preo unitrio baixo mas, por ser utilizado em grande quantidade, sai quase to caro quanto a energia eltrica", explica. O pneu velho resduo, portanto, um problema. Se este problema for resolvido, transformando resduo em produto (carvo), ele ser mais barato devido sua origem. A se verifica o lucro. Mas, ainda que tivesse o mesmo preo do carvo, o maior poder calorfico do pneu economiza energia.

"Se conseguirmos um processo de queima do pneu que se equipare em emisses ao carvo, ele ganha o mercado", deduz Caponero. O trabalho est sendo finalizado e estar concludo no incio do prximo ano mas informaes para empresas e interessados j esto disponveis. Resultados da pesquisa sero publicados em revistas internacionais e disponibilizados para o mundo todo.

Caponero empreendeu pesquisa indita. "Muitas pessoas trabalham com pneus mas a utilizao de filtro cermico com variaes de temperatura na emisso de poluentes durante o processo de combusto nica no mundo", esclarece.

A extrao de produtos se d por pirlise e no por queima. Pirlise o processo atravs do qual ocorre degradao trmica com ausncia de oxignio. ' medida em que a temperatura aumenta, o material vai se tornando gasoso, semelhante ao aquecimento de gua; parte dela vai-se transformando em vapor. "Uso normalmente o nitrognio, para chegar ' volatizao do material, que pode ser condensado em outro local: isso pirlise". Da, extraem-se leo, carvo e gs para serem utilizados como combustvel, em processos industriais. O leo usado na indstria qumica , obtido aps condensao e decantao, utilizvel na liquefao de carvo coque. Por ter hidrocarbonetos, pode ser usado como substituto do petrleo em algumas indstrias petroqumicas, j que rico em compostos orgnicos. O gs, combustvel por excelncia, consumido dentro da prpria empresa, na produo de leo e carvo. Serve internamente e no sai do processo. "Uma vez gerado, aquece a caldeira onde ser feita a pirlise de mais pneus e este pneu gera mais gs que volta para reaquecer".

Quanto mais completa a queima de pneus, menor a quantidade de poluentes gerada. E ser mais rpida e completa, quanto maior for a temperatura do forno. Situao que conserva um problema e uma soluo, pois "quanto maior a temperatura mais fuligem gerada", enquanto a quantidade de poluentes, de modo geral, diminui, devido rapidez da queima.

Os estudos de Caponero chegaram a 99% da diminuio da quantidade de fuligem, a partir da utilizao de filtro de carbonito de silcio, japons, opo no muito barata, mas efi