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Curiosidades


Assunto: Montadoras idealizam ‘carros reciclveis‘
País: Brasil
Fonte: www.reciclaveis.com.br
Data: 2/2005
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Quando se pensa na agresso ao ambiente provocada pelos carros, a poluio do ar o primeiro problema que vem cabea. Mas a sucata e os restos de materiais, como plstico, ferro fundido e borracha, so igualmente nocivos.

Segundo organizaes ambientais, um veculo "aposentado" equivale a uma tonelada de sucata, e depositar o material em lugar inapropriado uma ameaa.

No Brasil, a preocupao com a reciclagem de veculos incipiente. Pipocam resolues que obrigam as indstrias a dar uma destinao final a quatro de cada cinco pneus fabricados e a refinar de novo 30% do leo vendido.

Agora, as montadoras, seguindo orientao das matrizes, comeam a produzir veculos ecologicamente corretos. A Mercedes-Benz e a Volkswagen investem em materiais naturais, a Ford usa garrafas PET, e as outras focam na reciclagem "tradicional".

No Par, as alems encontraram substitutos de produtos industrializados. A VW usa a fibra do carau -que, em tupi, significa talo com espinho- no forro do teto do Fox. O material amaznico, mais resistente, substitui com vantagem a fibra de vidro.

Depois de seca, a fibra viaja em fardos at So Jos dos Pinhais (PR), onde funcionrios da linha de montagem do Fox a picam e a misturam com polipropileno.

O recheio do encosto de cabea do Classe A fibra de coco. E h um trabalho social por trs do projeto: a empresa fomentou uma cooperativa com famlias da ilha de Maraj para extrair a fibra.

Reso
Enquanto a explorao sustentvel no decola, grande parte das fbricas aposta mesmo na reciclagem. A Ford utiliza garrafas PET na fabricao de carpete e diz que 85% das peas de seus modelos podem ser reaproveitadas.

At 2010, a Renault pretende equipar seus carros com 95% de peas reciclveis. A marca diz tambm que vem diminuindo o uso de metais pesados, como o mercrio e o chumbo.

A Honda informa que aumentou a aplicao de plstico reciclado em seus veculos. A Chevrolet segue a concorrncia: "Grande parte do plstico do acabamento interno novamente utilizada", afirma Gerson Pagnotta, diretor de engenharia de carrocerias.

A Fiat a menos ativa. No reutiliza materiais em seus modelos, apenas identifica peas plsticas com mais de 50 g. "Essa medida facilita o reaproveitamento", explica Carlos Henrique Ferreira, assessor tcnico da fbrica.

Em conjunto com a GM e a siderrgica Gerdau, a Fiat estuda abrir uma usina de reciclagem. Para o projeto sair do papel, Pagnotta diz que necessria a implementao da inspeo veicular. O objetivo aproveitar a sucata dos "velhinhos" que, com um exame mais severo, deixariam as ruas.

Realidade
O plano de governo do ento candidato Luiz Incio Lula da Silva propunha a criao de centros de reciclagem. Eles se encarregariam de aproveitar as peas dos carros que sassem de circulao. Segundo o Ministrio do Meio Ambiente, nada foi construdo.

Enquanto isso, pases como a Sucia j tm formas de amenizar o problema. L o comprador de um zero-quilmetro paga uma taxa de reaproveitamento, e o valor devolvido ao ltimo proprietrio quando o veculo reciclado.

Na Alemanha, uma parceria entre a VW e a Bayer resultou numa fbrica para desmonte e recuperao de peas.

Pneu e plstico tm "verso limpa"

Visto como um dos viles do ambiente, o plstico est mudando sua imagem. Seu lado ecolgico aparece desde sua obteno, pois o custo energtico menor que o de fazer metal. Alm disso, o termoplstico, comum no acabamento interno dos carros, pode ser triturado e fundido inmeras vezes.

Ricardo Duarte Souza, gerente comercial de compostos da Polibrasil, aponta outra vantagem: "Como menos denso, o plstico permite produzir peas mais leves. Assim, o carro pesa menos, e o consumo diminui".

Mas o policarbonato, o novo "vidro"<