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Assunto: Radiociclagem
País: Brasil
Fonte: www.reciclaveis.com.br
Data: 2/2005
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Radiografias velhas. A grande maioria das pessoas tem pelo menos uma dessas chapas de acetato em casa. Porm, poucos sabem que elas fazem parte de um mercado bastante competitivo.

Para se ter uma idia do volume que esse tipo de ‘‘resduo‘‘ dos servios de sade representa na sociedade, basta dizer que um nico hospital da Baixada Santista gera, todo ms, mais de cinco mil desses exames. Inclua nesse universo todas as unidades de sade, pblicas e privadas da regio, e possvel imaginar uma parte do bolo.

A outra fica por conta das indstrias, pois elas tambm utilizam esse artifcio, tal como nas gamagrafias, tcnica usada para uma melhor anlise de processos de soldagem, por exemplo.

Todas essas chapas poderiam ir para o lixo. Mas seria como jogar dinheiro pela janela. Cada quilo de radiografias, equivalente a cerca de 40 exames, vale hoje cerca de R$ 2,50 (sem o custo de frete) no mercado de reciclagem. Sim, as chapas radiogrficas so reciclveis e reaproveitveis. Tudo graas prata contida nelas.

Prata
Esse metal parte importante no processo de fixao das imagens. Nas indstrias recicladoras, ele retirado da chapa e dos produtos qumicos usados na revelao. Em seguida, revendido para diversos fins.

Graas aos mtodos atuais, possvel obter um grau de pureza final de prata reciclada da ordem de 99,9%. Isso diminui a necessidade de importao do minrio, do qual o Brasil possui uma reserva estimada em 0,2% do mercado mundial.

"J o acetato, aps a descontaminao, aproveitado em artigos de papelaria e artesanato", explica Mrcio Costa Santana, representante de uma usina de reciclagem em So Paulo (no existem similares na Baixada Santista).

Nos prximos dias, s essa empresa se prepara para retirar mais de 40 toneladas de exames velhos de um arquivo hospitalar em So Paulo. Essa carga, a preos de mercado, est avaliada em R$ 100 mil. O dinheiro fica com o fornecedor, no caso o hospital, e a natureza se livra de uma fonte de contaminao.

E o consumidor, o que fazer? "Eu tenho vrias dessas chapas em casa e no gostaria de simplesmente jogar no lixo, no acho isso correto. Porm, j levei essa dvida para outras pessoas, ou seja, o que fazer com esse material, e nunca souberam me responder", afirma a dona-de-casa Odete Gonalves Sneges.

Brecha na lei
Para Albert C. Reuben, dono de outra recicladora e h 25 anos no mercado, a alternativa para dona Odete e outros bem que poderia vir da nova norma da Anvisa (Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria), a RDC 306, que entra em vigor em maio deste ano.

Esse novo conjunto de regras disciplina o descarte de todos os resduos gerados pelos servios de sade - incluindo os produtos qumicos usados na revelao dos exames.

De acordo com Reuben, as chapas tambm poderiam fazer parte desses resduos. Se assim fosse, a partir de maio todos as clnicas, hospitais, farmcias ou mesmo instituies de pesquisa mdica se transformariam, automaticamente, em postos de coleta de chapas radiolgicas usadas.

O empresrio fundamenta essa sua viso da norma usando como comparao o caso das pilhas e baterias. "Quem fabrica, importa ou comercializa obrigado a recolher e destinar corretamente esse material. O mesmo raciocnio serve para as radiografias", afirma.

Porm, no assim que a Anvisa v a questo. Para a Agncia, as chapas, mesmo tendo resduos txicos e sendo fabricadas com matria plstica oriunda do petrleo, no so consideradas resduos do setor sade.

Ento, como que fica a ‘‘dona‘‘ Odete? At que os legisladores percebam essa lacuna, a nica sada correta continuar armazenando esse material. A no ser que voc se mude para Portugal. L, radiografias velhas se transformaram em cidadania.

Livro para condomnios

O Compromisso Empresarial par