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Assunto: Construo sustentvel respeita o ambiente
País: Brasil
Fonte: www.reciclaveis.com.br
Data: 3/2005
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Para muitas pessoas, a idia de construir de forma integrada ao meio ambiente pode remeter a casebres rsticos no meio do mato, com total renncia aos confortos da vida moderna. Nada que se aproxime de inovaes tecnolgicas em reciclagem de materiais, reutilizao de gua, sistemas combinados de eficincia energtica e outras solues criativas.

Pois essa imagem que o movimento da construo sustentvel quer reverter. E difundir maneiras de construir com menor impacto ambiental e maiores ganhos sociais, sem, contudo, ser invivel economicamente. "De forma geral, pode-se aumentar a sustentabilidade de qualquer empreendimento sem aumento de custos", avalia o professor e pesquisador Vanderley John, da Escola Politcnica da Universidade de So Paulo (Poli-USP), e um dos arautos do movimento no Brasil. "As construes planejadas com esse vis podem ser mais caras, por adotarem novas tecnologias que ainda no tm escala. Mas, mesmo assim, trazem benefcios em reduo dos custos de manuteno", frisa. John ressalta que o conceito abraa o tema da responsabilidade social e inclui o respeito s normas trabalhistas na contratao de mo-de-obra, a existncia de condies adequadas de segurana para os trabalhadores e o uso de materiais de construo produzidos dentro da legalidade. "Sabemos que no Brasil existe a concorrncia de uma indstria ilegal de materiais de construo que no paga impostos", observa.

O embrio da construo sustentvel foi o conceito de green building, que surgiu na Europa e nos Estados Unidos a partir da dcada de 1970. Com a crise energtica decorrente dos altos preos do petrleo no mercado internacional, os construtores passaram a pensar modos de se construir de forma mais amigvel ao ambiente, com uso de fontes alternativas de energia, como a solar. Nos anos 1980, houve o "boom" dos sistemas de avaliao da performance ambiental dos edifcios, o que fortaleceu o movimento.

Aps pesquisas de mercado que apontaram o nicho de mercado dos consumidores conscientes, a construtora Setin resolveu apostar num empreendimento com esse perfil. Lanou, em outubro do ano passado, o Mundo Apto, que agrega fundamentos da construo sustentvel a um conjunto de residenciais urbanos em So Paulo. Os dez edifcios que sero erguidos tero coleta seletiva dos resduos e aquecimento de gua misto (energia solar e gs), que, segundo a empresa, possibilita uma reduo de custos da ordem de 80%, se comparados aos gastos com energia eltrica.

Os edifcios tero ainda sistema de reuso de gua - a gua dos chuveiros e lavatrios, aps tratamento, volta para abastecer os sanitrios e as torneiras das reas comuns. Isso possibilita uma economia de gua da ordem de 35% e confirma uma tendncia ainda incipiente, mas j identificada em cidades que sofrem com problemas de abastecimento. E tudo isso no custa mais caro para o consumidor, garante Antonio Setin, presidente da Setin. "Um empreendimento com vis sustentvel tem investimento de 5% a mais, que acaba sendo amortizado com a economia nos custos operacionais", diz.

Para Setin, construir de modo sustentvel "tem um valor social muito grande", mas o consumidor no est disposto a pagar a mais por isso. No obstante o ganho ambiental, os apartamentos do Mundo Apto seguem as tabelas do mercado para dois e trs dormitrios e custam a partir de R$ 115 mil. " uma questo estratgica. Se o projeto sair mais caro, no sustentvel, pois precisa ser vivel em um mercado como o brasileiro", avalia o professor e pesquisador Vanderley John, da Poli-USP.

Com proposta diferente, mas conceito semelhante, as construtora Y.Takaoka e JAG lanaram os condomnios de lotes residenciais Gnesis I e II, localizados em uma rea remanescente de Mata Atlntica, em Santana do Parnaba. A boa aceitao do primeiro residencial, lanado em 2002 e entregue no ano passado, levou os constru