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Assunto: Reciclagem, um bom negcio
País: Brasil
Fonte: www.abrelpe.com.br
Data: 4/2005
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Como o Brasil conseguiu fazer da reciclagem de latinhas de alumnio um case de sucesso que levou o Pas a ocupar, pelo quarto ano consecutivo, a liderana mundial no ranking de recicladores, com ndice de 95,7% de toda a produo do ano passado
Especialistas afirmam que at transformar em novos produtos 121,3 mil toneladas ou 9,3 bilhes de unidades - volume reciclado em 2004 - ocorreram vrias alteraes na cadeia produtiva e no comportamento do consumidor. O coordenador de Reciclagem da Associao Brasileira do Alumnio (Abal), Jos Roberto Giosa, aponta o engajamento da classe mdia e o crescimento da quantidade de cooperativas como fatores que contriburam para que a matria-prima conquistasse cada vez mais valor de mercado.

O incremento de pontos de coleta em todas as regies por parte de empresas, ONGs e rgos pblicos tambm encurtou a distncia entre quem compra e quem vende, eliminando em grande parte a figura do atravessador, explica Giosa, considerado um dos maiores conhecedores do comportamento do mercado brasileiro de reciclagem. Segundo afirmou no somente a questo social que est fazendo com que, ano a ano, o mercado consiga aumentar o volume de latinhas de alumnio recicladas.

- Houve uma mudana de perfil na coleta, que deixou de ser feita exclusivamente pelos catadores. Condomnios de classe mdia esto selecionando as latas e vendendo-as para ajudar a cobrir os custos mensais. Garons, balconistas e outros profissionais de bares e restaurantes tambm separam e vendem esse material. Outro segmento que aderiu iniciativa foi o dos aposentados, em busca de uma complementao de renda. Tudo isso contribui para que a matria-prima chegue cada vez mais limpa ao destino final e seja a mais valorizada do mercado de reciclagem no Brasil - afirma Giosa. Ele acrescentou que o quilo de latinhas varia entre R$ 3,20 e R$ 3,70.

Segundo Giosa, as suas concluses so amparadas no-somente na observao, como profissional ligado ao setor, mas tambm em um levantamento estatstico que demonstrou que, de 2001 a 2004, a participao de condomnios e clubes de classe mdia na coleta de latinhas passou de 10% para 19%. No perodo houve tambm incremento de 43% para 52% na contribuio das cooperativas e associaes de catadores no processo de recolhimento.

- Sem dvida, o Brasil conquistou grandes avanos nesse segmento, dos anos 90 at agora. Na primeira fase tivemos como grande desafio a implantao da iniciativa da reciclagem, em seguida foi necessrio consolid-la e agora precisamos manter os ndices alcanados - refora Giosa. Ele acrescentou que o Pas chegou ao auge da sua capacidade de reciclar as latas de alumnio e que qualquer incremento a partir de agora ser pequeno.



Ganham todos os segmentos envolvidos

O coordenador concluiu que saem ganhando o Governo, a populao, as ONGs e todos os segmentos envolvidos com a reciclagem das latas, j que o Pas economiza energia, deixa de tratar matria-prima como lixo e aumenta o tempo de vida til dos aterros sanitrios, alm de gerar renda e de poupar as reservas de bauxita - mineral utilizado na produo do alumnio. Para Giosa esse bom exemplo brasileiro poderia servir de base para nortear uma legislao no setor, e lamenta que o projeto de Poltica Nacional de Resduos Slidos esteja emperrado desde a dcada passada.

O diretor-executivo da Associao Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), Paulo Camillo Penna, tambm destacou que os catadores, o primeiro elo da cadeia da reciclagem de latas de alumnio, esto se organizando em cooperativas e conseguindo melhores preos no mercado por causa do ganho de escala e da qualidade do material.

- Antigamente a cadeia de reciclagem envolvia o catador e at trs depsitos, que agiam como intermedirios, a indstria recicladora de alumnio e a fabricante de novas chapas. Agora esse percurso foi encurtado e quem co