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Assunto: Plstico e papel em disputa nas embalagens
País: Brasil
Fonte: www.reciclaveis.com.br
Data: 7/2005
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
A disputa entre plsticos e papel por espao no mercado de embalagens est motivando empresas como Rigesa , Suzano , Klabin , Braskem e Polibrasil a adotar estratgias agressivas e substituir materiais, principalmente no segmento alimentcio.

A Braskem fechou contrato com uma das maiores companhias do setor de alimentos para substituir cerca de 14 milhes de caixas de papelo ondulado por filme de polietileno anualmente, a serem utilizadas no transporte de produtos. Segundo Cesar Mendes, gerente de grupo de produto da Suzano Papel e Celulose, a troca de materiais para embalagem to comum na substituio do papel-carto pelo filme plstico quanto no inverso. "Existem tendncias internacionais de troca de materiais para embalagem que podem ser adotadas por questes de design, diminuio de custo, durabilidade, proteo ao alimento e qualidade. No caso do macarro, por exemplo, o filme plstico tem sido substitudo pela caixinha de papel-carto. Com a gelatina tem ocorrido o contrrio. Essas substituies ocorrem por causa de uma tendncia mundial de alterao do layout", diz Mendes.

Entre os mais recentes desenvolvimentos da indstria do plstico est uma resina de polipropileno da Polibrasil que ser utilizada na produo de caixas de sapato. Segundo Carlos Belli, diretor comercial, a companhia j est em contato com trs transformadores e empresas fabricantes de calados interessados em comercializar o produto. "Nesses trs clientes prevemos que exista potencial de fornecimento de 800 toneladas de resina para ocupar de 8% a 10% do mercado de caixas de sapato. Em at dois meses esses produtos estaro no mercado", diz Belli.

A Braskem prev uma demanda adicional de 60 mil toneladas de polietileno em trs anos com o novo negcio, o que representar faturamento adicional de US$ 50 milhes para a empresa no perodo, afirma Marcelo Mancini, diretor comercial da rea de polietileno. "Mostramos ao fabricante de alimentos que ao substituir ele tem ganhos de custo e performance. Montamos todo o projeto de migrao das caixas para o filme em parceria com um transformador e firmamos um contrato onde o fabricante de alimentos se compromete a comprar o filme exclusivamente do transformador por um perodo de cinco anos. Por sua vez, o transformador tem o mesmo compromisso com a Braskem para a compra da resina de polietileno", afirma Mancini.

Em 2004 o setor apresentou uma receita lquida de vendas de R$ 28,591 bilhes, com participao de 31,61% de plsticos e 30,91% de papelo, segundo dados da Associao Brasileira de Embalagens (Abre). No primeiro trimestre deste ano os plsticos ampliaram a liderana, crescendo 6,44% em produo, enquanto embalagens de papel, papelo e papel-carto tiveram alta de 2,16%. Segundo Mancini, nos ltimos anos o plstico avanou significativamente sobre outros materiais. "Essa uma tendncia que vem se confirmando porque o plstico muito competitivo", comenta.

Do lado dos fabricantes de embalagens de papel-carto e papelo, o ganho de mercado ocorre em segmentos como o de grandes volumes. Segundo Marcelo Perucci, especialista de novos produtos da Rigesa, contineres de papelo de grande porte esto substituindo similares de plstico, tambores plsticos e big bags. "As embalagens de papelo tem uma relao de custo/benefcio melhor do que aquelas feitas de outros materiais porque so descartveis. Com contineres de plstico, por exemplo, existe as despesas com frete de retorno da embalagem, custos para higienizar e manuteno", diz. Perucci afirma que outro apelo das embalagens de papelo o fato de serem 100% reciclveis e fabricadas com insumo renovvel.

As caixas de papelo tambm esto ganhando espao nas gndolas de supermercado, afirma Carlos Alberto Masili, diretor comercial da diviso de embalagens da Klabin, maior produtora integrada de papel para embalagem do Brasil. "A prpria embalagem que serve para o transporte tambm tem finalidade de d