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Assunto: Utilizao de Resduos nos Fornos de Cimento
País: Brasil
Fonte: http://www.dynamismecanica.com.br/artigo009.php
Data: 11/2007
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Os mtodos de fabricao de cimento passaram por grandes modificaes durante a histria, passando de fornos verticais de via mida, para fornos horizontais dotados de torres de ciclones, pr-calcinadores com ar tercirio, e resfriadores de alta eficincia. Entre as mudanas mais drsticas pode-se citar o uso de combustveis.

Hoje em dia, com os resfriadores de clnquer de alta eficincia que conseguem recuperar boa parte da energia trmica no resfriamento, pr-aquecendo o ar secundrio, os fornos consomem em mdia cerca de 750 kcal/kg de clnquer produzido. Para um forno com produo de 3500 tpd (toneladas por dia) de clnquer, isto representa um consumo energtico de aproximadamente 110 Gcal/h, cerca de 13.500 kg/h de coque de petrleo, ou 94.500 t/ano deste combustvel. Com o preo do coque na faixa de 150 R$/t, atualmente, os custos com combustvel so da ordem de 14.200.000 R$/ano, representando uma grande parcela nos custos de produo.

Caso operasse com leo combustvel, esta mesma planta gastaria cerca de 11.600 kg/h de leo, ou 81.000 t/ano deste combustvel. A um custo de 710 R$/t, isto representaria 57.550.000 R$/ano. Os choques do petrleo, em 1973 e 1979, foraram as indstrias a utilizar outros combustveis, como forma de se cortar gastos, voltando-se para a utilizao de carvo. Na dcada de 1990, o coque de petrleo entrou em cena, como uma alternativa mais barata. Antes utilizado como combustvel apenas nas prprias refinarias, agora utilizado em larga escala, devido ao seu baixo custo.

Atualmente, as plantas esto utilizando cada vez mais resduos no s como insumo trmico, mas como forma de receita, j que alguns fornecedores de resduos pagam fbrica para destru-lo, alm de substituir parte do custo do combustvel tradicional. Esta opo, antes restrita s unidades da Europa e Estados Unidos, est sendo aplicada no Brasil, basicamente devido a regulamentaes ambientais mais restritas dos rgos competentes, que probem os aterros como destino, mas tambm da aproximao tecnolgica das plantas nacionais com as internacionais, possibilitando a destruio de resduos, sem a emisso de mais poluentes para a atmosfera.

A destruio de resduos, antes feita quase que em sua maioria em incineradores, est passando para fornos de cimento por quatro razes bsicas:


Tempo: O forno de cimento possui tempo de residncia suficiente para a destruio completa de resduos;


Temperatura: A temperatura do processo de fabricao do cimento propicia condies adequadas para a destruio de resduos, especialmente no queimador principal;


Turbulncia: Para a queima de combustveis slidos e resduos, a turbulncia fundamental. Tal caracterstica j bem intensa nos fornos atuais, permitindo a queima de resduos;


Custo: Os incineradores quase sempre cobram valores elevados para a destruio de resduos, pois o foco do processo est nos resduos, enquanto que nas cimenteiras o foco est na reduo do consumo de combustvel tradicional, e por isso possvel pagar a elas valores mais reduzidos para a destruio dos resduos.

Os resduos no devem ser utilizados, porm, sem alguns cuidados. H contaminantes que podem ser extremamente prejudiciais operao do forno, como Cloro, Flor e a umidade. O cloro um forte agente oxidante, podendo corroer chapas, alm de ocasionar bloqueios no circuito de gases, especialmente nos ciclones e na caixa de fumaa. J o Flor um poderoso fundente, podendo derrubar colagens. J a gua evaporada dos resduos eleva consideravelmente o volume de gases da exausto, e poder haver uma perda de produo, para manter-se o nvel de O2 na caixa de fumaa e na sada da torre de ciclones.