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Assunto: Lmpadas: Processo de reciclagem de lmpadas
País: Brasil
Fonte: http://www.setorreciclagem.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=90
Data: 4/2008
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
O termo reciclagem de lmpadas refere-se recuperao de alguns de seus materiais constituintes e a sua introduo nas indstrias ou nas prprias fbricas de lmpadas.

Existem vrios sistemas de reciclagem em operao em diversos pases da Europa, EUA, Japo e Brasil.

Um processo tpico de reciclagem inclui desde um competente servio de informao e esclarecimentos junto aos geradores de resduos, explicitando como estes devem ser transportados para que no ocorra a quebra dos bulbos durante o seu transporte, at a garantia final de que o mercrio seja removido dos componentes reciclveis e que os vapores de mercrio sero contidos durante o processo de reciclagem. Analisadores portteis devem monitorar a concentrao de vapor de mercrio no ambiente para assegurar a operao dentro dos limites de exposio ocupacional (0,05 mg.m~3, de acordo com a Occupational Safety and Health Administration -OSHA).

O processo de reciclagem mais usado e em operao em vrias partes do mundo envolve basicamente duas fases:

a) Fase de esmagamento:
As lmpadas usadas so introduzidas em processadores especiais para esmagamento, quando, ento, os materiais constituintes so separados por peneiramento, separao eletrosttica e ciclonagem, em cinco classes distintas:
- terminais de alumnio - pinos de lato; - componentes ferro-metlicos; - vidro, - poeira fosforosa rica em Hg; - isolamento baqueltico.

No incio do processo, as lmpadas so implodidas e/ou quebradas em pequenos fragmentos, por meio de um processador (britador e/ou moinho). Isto permite separar a poeira de fsforo contendo mercrio dos outros elementos constituintes. As partculas esmagadas restantes so, posteriormente, conduzidas a um ciclone por um sistema de exausto, onde as partculas maiores, tais como vidro quebrado, terminais de alumnio e pinos de lato so separadas e ejetadas do ciclone e separadas por diferena gravimtrica e por processos eletrostticos.

A poeira fosforosa e demais particulados so coletados em um filtro no interior do ciclone. Posteriormente, por um mecanismo de pulso reverso, a poeira retirada desse filtro e transferida para uma unidade de destilao para recuperao do mercrio.

O vidro, em pedaos de 15 mm, limpo, testado e enviado para reciclagem. A concentrao mdia de mercrio no vidro no deve exceder a 1,3mg/kg. O vidro nessa circunstncia pode ser reciclado, por exemplo, para a fabricao de produtos para aplicao no alimentar.

O alumnio e pinos de lato, depois de limpos, podem ser enviados para reciclagem em uma fundio. A concentrao mdia de mercrio nesses materiais no deve exceder o limite de 20 mg/kg. A poeira de fsforo normalmente enviada a uma unidade de destilao, onde o mercrio extrado. O mercrio , ento, recuperado e pode ser reutilizado. A poeira fosforosa resultante pode ser reciclada e reutilizada, por exemplo, na indstria de tintas.

O nico componente da lmpada que no reciclado o isolamento baqueltico existente nas extremidades da lmpada.

No que se refere tecnologia para a reciclagem de lmpadas, a de maior avano tecnolgico apresentada pela empresa Mercury Recovery Technology - MRT, estabelecida em Karlskrona Sucia. O processador da MRT trabalha a seco, em sistema fechado, incorporado em um "container" de 20 ps de comprimento (6,10m). Todo o sistema opera sob presso negativa (vcuo) para evitar a fuga de mercrio para o ambiente externo (emisses fugitivas).

b) Fase de destilao de mercrio
A fase subseqente nesse processo de reciclagem a recuperao do mercrio contido na poeira de fsforo. A recuperao obtida pelo processo de reportagem, onde o material aquecido at a vaporizao do mercrio (temperaturas acima do ponto de ebulio do mercrio, 357 C). O material vaporizado a partir desse processo condensado e coletado em recipientes especi