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Curiosidades


Assunto: Questionando o mito da reciclagem de alumnio
País: Brasil
Fonte: http://www.setorreciclagem.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=654
Data: 5/2008
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
A reciclagem pauta permanente nas teses ambientalistas e sempre comemoramos os ndices crescentes de reciclagem. Mas, no que se refere reciclagem de alumnio, camos na armadilha da mentira de boa-f, se que isto existe
Por Henrique Cortez


Explico melhor - Sempre dizemos e ouvimos dizer a importncia da reciclagem do alumnio para o meio ambiente, porque a reciclagem reduz a demanda pela extrao de bauxita, reduz a demanda por energia eltrica e minimiza a gerao de resduos txicos.

A ABAL (Associao Brasileira do Alumnio) afirma que "A reciclagem do alumnio representa uma combinao nica de vantagens. Economiza recursos naturais, energia eltrica - no processo, consome-se apenas 5% da energia necessria para produo do alumnio primrio -, alm de oferecer ganhos sociais e econmicos".

Seria timo se fosse verdade, mas infelizmente no . O Brasil recordista mundial na reciclagem de alumnio, com a marca de 96,2%. Somos os maiores recicladores de alumnio, seguidos de perto pelo Japo com pouco mais de 92%. Os EUA, por exemplo, reciclam "apenas" 52%. Somos mais conscientes do que eles? pouco provvel.

Se o mito fosse verdadeiro j teramos reduzindo drasticamente a extrao de bauxita, a demanda de energia e a gerao de resduos. o que seria lgico diante de seguidos recordes de reciclagem. No entanto, nos ltimos 10 anos, tivemos crescentes recordes anuais de extrao bauxita, de demanda de energia na produo de alumnio e na gerao de resduos do processo de produo.

A produo brasileira de alumnio primrio cresce, h mais de 10 anos, acima de 3% ao ano. Reciclamos cada vez mais e, ao mesmo tempo, produzimos cada vez mais alumnio primrio. Como possvel?

Simples. A reciclagem de alumnio permite atender ao mercado interno, facilitando a crescente exportao de alumnio plano, semi-acabado. Assim o atendimento ao mercado interno pela reciclagem, aumenta o potencial de exportao.

No caso brasileiro, a reciclagem socialmente importante (mais de 150 mil pessoas dependem disto, dos catadores s cooperativas de reciclagem), mas em nada reduz o impacto ambiental, exceto no que se refere reduo de carga nos aterros sanitrios e lixes.

A enorme demanda de energia eltrica para a produo do alumnio plano a real razo para o rolo compressor ativado para a construo das hidreltricas na Amaznia. Imensas reas de floresta alagadas, milhares de pessoas removidas, gigantescos financiamentos pblicos, tarifas subsidiadas, e todas as demais benesses que esta indstria sempre recebeu.

Ancorado no argumento do risco de apago, o governo continua investindo no aumento da gerao de energia eltrica para atendimento indstria eletro-intensiva, que sozinha consome 1/5 de toda a gerao brasileira.

o caso da usina de Estreito, no Maranho, que ser construda especificamente para atender a indstria de alumnio no Maranho e a minerao no Par.

Alis, depois de dcadas de pesados subsdios, no so perceptveis os reais resultados sociais e econmicos para a populao do Par e Maranho.

Assim podemos inferir que a reciclagem extremamente importante para o meio ambiente do Canad ou dos EUA, onde as grandes produtoras de alumnio, por exemplo, fazem o beneficiamento do alumnio plano, com pouca demanda de energia eltrica e reduzida gerao de resduos, obtendo, com baixos impactos scio-ambientais, produtos com elevado valor agregado.

Como em outras reas, a verso sculo XXI do modelo colonial, no qual as colnias exportavam produtos primrios (com pequeno valor agregado) para beneficiamento pelas metrpoles, as quais reexportavam (com grande valor agregado). Foi assim que as colnias financiaram o desenvolvimento dos pases colonialistas e ainda assim que o terceiro mundo financia os pases que se dizem desenvolvidos.

Portanto, dizer qu