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Assunto: Lixo plstico no lugar da madeira
País: Brasil
Fonte: http://www.oeco.com.br/index.php/ana-claudia-nioac/52-ana-claudia-nioac/19114-oecod228748
Data: 8/2008
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Ana Cludia Nioac
29 de Julho de 2008, 14:04
Se voc mora no Rio de Janeiro ou em So Paulo e gostaria de ajudar a combater o desmatamento na Floresta Amaznica mas no sabe o que fazer porque mora longe, a idia dessa coluna justamente lhe trazer uma opo: incentivar a produo de madeira plstica usando o nosso prprio lixo plstico.

Mas o que vem a ser madeira plstica?

A madeira plstica um produto que apresenta propriedades semelhantes s da madeira natural. Ela fabricada com contedo de plstico (de preferncia reciclado) de pelo menos 50% em massa e possui dimenses tpicas dos produtos de madeira natural industrializada. Isso quer dizer que ela pode ser utilizada para fazer tbuas, perfis, ripas e praticamente qualquer forma que se encontre por a em madeira natural.

Alm disso, oferece diversas vantagens em relao madeira natural. Ela apresenta, por exemplo, maior durabilidade e no requer o uso de pesticidas; fcil de limpar com gua e sabo, moldvel e impermevel e pode ser furada, aparafusada e serrada. Ela pode ser feita a partir de diversos tipos de plstico e levar na composio cargas minerais e fibras naturais ou de vidro para aumentar a sua resistncia e estabilidade, dependendo do que se queira atingir.

Nos Estados Unidos, o uso de resduos plsticos como matria-prima para a fabricao de mesas de piquenique, bancos de jardim, tampas de lixo, cercas, moures e outras aplicaes destinadas a ficar ao ar livre cresce vertiginosamente a cada ano. No Brasil, embora incipiente, esse mercado de reciclagem de plstico aparenta ser promissor, impulsionado pelo momento favorvel que as questes ambientais desfrutam.

Em So Paulo, a recicladora Wisewood acaba de acionar suas mquinas para a produo de cruzetas de poste eltrico (aquelas madeirinhas sobre as quais os fios e cabos se apiam), pallets e dormentes de ferrovia, usando como matria prima a madeira plstica.

O presidente da empresa, Vladimir Kudrjawzew, engenheiro formado no ITA, conta que o grande diferencial do seu negcio est no desenvolvimento tecnolgico do seu processo produtivo e na composio do material para garantir a qualidade dos seus produtos. Para isso, a Wisewood selou uma parceria com a professora len Vasques Pacheco, do Instituto de Macromolculas da UFRJ, na busca da maior variedade possvel de misturas de materiais reciclveis que possam ser comprados num raio de, no mximo, 100km da fbrica e que, ao mesmo tempo, atendam s exigncias dos seus produtos.

Vladimir refora que embora os resduos de ps-consumo industrial (como aparas e peas deformadas) sejam, na maioria das vezes, mais baratos que os materiais reciclveis vendidos pelas cooperativas, a recicladora garante o mnimo de 50% de sua compra para cooperativas. Com isso, a empresa contribui para garantir o emprego e a renda da populao que encontrou no lixo uma oportunidade de trabalho.

Luz, cmera e ao

E onde que voc, consumidor, entra em ao?

Um dos maiores desafios enfrentados no dia-a-dia de uma usina de reciclagem a compra das suas matrias-primas. Suas maiores preocupaes esto ligadas garantia da freqncia de entrega, homogeneidade do material (j que existem diversos tipos e cores de plstico) e ao estado dos resduos (secos, molhados, limpos ou imundos). Esse problema acontece em virtude da falta ou a m gesto do sistema de coleta dos resduos e da falta de recursos financeiros destinados para esse fim.

Portanto, o primeiro passo para contribuir procurar saber se no seu bairro, ou em algum lugar prximo sua residncia e/ou local de trabalho, existe um sistema de coleta seletiva da prefeitura local ou por meio de cooperativas e sucateiros. Se no, existem alguns sites de cooperativas que coletam em domiclio, basta que voc entre em contato com eles solicitando o servio.

Mas lembre-se que para os catadores sempre mais interessante coletar a maior quantidade possvel de material reciclvel de cada vez. Por isso, vale a pena organizar no prdio ou no condomnio a sua separao. A pea-chave nessa etapa o porteiro ou o responsvel pelo lixo. Ele deve estar bem instrudo e treinado para garantir a eficincia na separao. A pior coisa se dar ao trabalho de separar todo o material reciclvel e ver que depois tudo se mistura no caminho. preciso saber tambm quais e como os materiais devem ser separados para serem coletados.

Cuidar do nosso prprio lixo d trabalho. Na hora de separar o lixo reciclvel, principalmente os plsticos, o ideal que esses resduos estejam lavados (de preferncia reutilizando gua de outras lavagens) e secos, o que agrega valor a esses materiais, tornando-os economicamente mais atrativos para as cooperativas. J para os recicladores o importante no deixar o material reciclvel ser misturados com restos de alimentos ou lixos no higinicos.

O segundo passo , na compra de um produto feito de madeira, se informar sobre a sua procedncia e, se possvel, verificar se existe esse produto feito de outros materiais, como madeira plstica. J passou da hora do consumidor brasileiro aprender a comprar e a exigir a sustentabilidade ambiental dos produtos nacionais.

Ento, que tal fazer parte desse movimento e ajudar a preservar a nossa floresta e, ao mesmo tempo contribuir para destinao adequada do nosso lixo?