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Assunto: Garrafa retornvel, agora em verso PET
País: Brasil
Fonte: http://www.setorreciclagem.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=707
Data: 9/2008
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
A lembrana de colocar garrafas de vidro na sacola para ir ao supermercado comprar refrigerante est deixando de ser s uma recordao para voltar a ser um costume, no que depender do sistema Coca-Cola no Brasil. S que agora, em vez de vidro, a garrafa continua sendo de PET. A diferena que esta retornvel, ou seja: pode ser usada pelo consumidor e devolvida para a indstria at 25 vezes.

O chamado Ref Pet (do ingls "refillable pet", ou pet reutilizvel, numa traduo livre) comea a ser usado agora pela Spaipa, fabricante e distribuidora de produtos da Coca-Cola para o Paran e parte do interior de So Paulo, e pela Femsa, responsvel pelo engarrafamento e distribuio no restante de So Paulo e em Minas Gerais. Nesses mercados, incluindo a Grande So Paulo, embalagens de 1,5 litro ou de 2 litros do Pet retornvel vo chegar aos supermercados ainda este ms. A de 1,5 litro, por exemplo, vai custar R$ 2,49, mas s na primeira compra. As seguintes, custaro menos, por conta da troca do vasilhame: R$ 1,79 (valor sugerido). A empresa aposta que o produto atrair principalmente os consumidores de classes mais pobres, uma vez que a bebida, em Pet comum, custa em mdia R$ 2,10. Economia de quase 15%.

"A classe C est crescendo e j vnhamos trabalhando para que todos os consumidores tivessem acesso nossa linha", diz Neuri Pereira, superintendente de vendas e marketing da Spaipa, que comea a testar a nova embalagem por Bauru (SP), aps investimentos de R$ 15 milhes na linha de produo da unidade que possui em Marlia (SP). Com a iniciativa, a Spaipa traz de volta uma embalagem que usou em Curitiba de 1994 a 2004, mas que tirou do mercado por conta da onda de consumo de bebida em pet descartvel.

Outras engarrafadoras que fazem parte do sistema Coca-Cola no pas (so 17, incluindo Femsa e Spaipa) j usam o Ref Pet, que em algumas regies do pas no novidade. "No Distrito Federal essa garrafa usada h mais de dez anos", diz Sandra Medeiros, gerente de marketing da Brasal, a engarrafadora de Braslia. Em Campinas (SP), a Ref Pet vem sendo testada pela Femsa desde outubro. "Estamos ampliando agora a rea de teste para ver como o consumidor reage", diz Paulo Macedo, diretor de relaes externas da Femsa. "No podemos prever quanto do Pet comum ser substitudo pelo Ref Pet. Vai depender da aceitao do pblico em ter espao para guardar as garrafas em casa e de lembrar de lev-las ao mercado na hora da compra."

No Mxico, pas sede da Femsa, o Ref Pet j tem quase 60% do mercado. Se o consumidor no jogar a garrafa no lixo, h um ganho ecolgico, j que podero ser trituradas, ao final das 25 vezes, e voltar fbrica como matria-prima para novas pets ou outros produtos.

A garrafa mais cara que o Pet normal e que o vidro, segundo a Femsa. Mas ao ser usada vrias vezes, esse custo se paga logo nas primeiras vezes. H outros pontos a favor do Ref Pet, tambm em comparao com a embalagem de vidro: ela no quebra, mais leve e o transporte mais simples.

O segredo da Ref Pet (que no tem nada de moderna pois surgiu antes do Pet descartvel) est nas sete camadas que formam o plstico. Toda vez que volta fbrica (ver ilustrao) a garrafa passa por um processo que elimina as camadas interna e a externa, que so substitudas por outras, de "Pet virgem". "As cinco camadas internas vo e voltam. Mas a que fica em contato com o lquido e com o exterior so sempre novas", diz Macedo. Para garantir que Pets mal utilizadas no sejam usadas no processo, a Spaipa comprou um equipamento chamado "sniffer" (ou cheirador). Apelidado de Maradona pelos funcionrios, o "sniffer" detecta odores estranhos (lcool, produtos qumicos) e faz o descarte.

As embalagens que a Spaipa usar vm do Uruguai. As da Femsa so fabricadas no Brasil, pela Amcor Pet Packaging. "Mas no descartamos a possibilidade de montar uma fbrica aqui, nossa, como a que existe no Mxico, para fazer essas embalagens e reciclar outras", diz Macedo. "Tudo depende do consumidor aceitar ou no o vasilhame retornvel.

fonte: www.cajueventos.com.br