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Assunto: O lixo como questo estratgica
País: Brasil
Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=29055
Data: 3/2009
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Edenis Csar de Oliveira (*) e Maral Rogrio Rizzo (**) Culturalmente, no temos nenhuma preocupao com os resduos que originamos em nossas residncias ou local de trabalho todos os dias. S para exemplificarmos, no mundo se descarta 1 milho de sacos plsticos por minuto. Cada brasileiro descarta, em mdia, mais de 1 quilo de lixo por dia e se considerarmos somente o lixo que a cidade de So Paulo deposita nos aterros em uma semana o suficiente para encher o Estdio do Maracan no Rio de Janeiro (o maior estdio de futebol do mundo). O Aterro Bandeirantes (maior aterro em rea da Amrica Latina) recebe 5 mil toneladas de lixo por dia e isso s a metade do lixo que a cidade de So Paulo produz. Aparentemente e, para muitos, o problema est resolvido. Casa limpa, lixo recolhido e disposto em sacos plsticos na porta para ser coletado. Sequer imaginamos que a complexidade que envolve o lixo inicia-se exatamente neste ponto: a partir do momento em que disponibilizamos nosso lixo para a coleta. Para onde ele vai? Como transportado? O que feito com ele? Quais as formas corretas de deposio do lixo? Caso seja disposto de forma inadequada, quais as implicaes? So perguntas que dificilmente ocupam nossa mente. O presente texto pretende dar uma pequena contribuio a fim de despertar na sociedade um interesse maior por uma questo que afeta diretamente a todos ns: a questo do lixo urbano. Segundo o pesquisador e professor Jacques Demajorovic, o termo "lixo" foi substitudo por "resduos slidos" e estes que antes eram entendidos como meros subprodutos do sistema produtivo, passaram a ser encarados como responsveis por graves problemas de degradao ambiental. No Brasil, enquanto o crescimento populacional, no perodo entre 1992 e 2000, foi de 16,4%, a gerao de resduos slidos domiciliares foi de 49%, ou seja, trs vezes maior. A situao agravada pelo fato de que, segundo o IBGE, 70% desses resduos ainda so dispostos de forma inadequada. Indiferentemente, a maioria dos municpios brasileiros enfrenta o grande desafio do gerenciamento dos resduos slidos. A Constituio Federal no Art. 30, incisos I, II e V dispe que compete aos municpios: legislar sobre assuntos de interesse local; suplementar a legislao estadual e federal no que couber; organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concesso ou permisso, os servios pblicos de interesse local, includo o transporte coletivo que tem carter essencial. A Carta Magna deixa clara a responsabilidade e competncia do municpio no que se refere aos servios pblicos locais compreendidos nestes o correto gerenciamento dos resduos por ele gerados. No entanto, o que a maioria dos prefeitos municipais afirmam que existe uma limitao financeira para dar o fim adequado ao lixo. Cabe lembrar que, no obstante a responsabilidade do poder pblico, precisamos, sobretudo, compreender que todos somos responsveis e temos participao fundamental nessa questo. A populao, nesse processo, deve pressionar e exigir dos prefeitos e suas equipes solues criativas para o lixo, em especial apoiar a coleta seletiva, assim estaro diminuindo o volume de lixo dispostos nos aterros e lixes. Outro ponto que as prefeituras deveriam atuar na viabilizao e criao de cooperativas e associaes de catadores de material reciclvel. A contribuio que o muncipe deve dar est relacionada com a conscientizao ambiental, como por exemplo, no jogando seus resduos em locais imprprios e participando efetivamente do processo de separao do lixo (material reciclvel e orgnico). Dessa forma, estar facilitando o trabalho dos funcionrios da usina e, conseqentemente, o melhor aproveitamento do material que poder ser reutilizado. Em carter sugestivo, recomendamos ao setor municipal competente que desenvolva campanhas junto s escolas, envolvendo tambm associaes de bairro, ONGs, alm de outras instituies no sentido de desenvolver a conscientizao, alm de despertar o interesse da populao pela questo. Por fim, no basta saber o qu e como deve ser feito. preciso fazer, ter vontade poltica e, sobretudo, viso administrativa para que toda populao se beneficie e tenha maior qualidade de vida. H um ditado popular que os polticos deveriam lembrar: Palavras comovem, o exemplo arrasta! * administrador de Empresas, professor-pesquisador do GADIS (Grupo Acadmico de Gesto Ambiental e Dinmica Scio-Espacial) da Universidade Estadual Paulista Jlio de Mesquita Filho (UNESP de Presidente Prudente - SP) e Mestrando em Dinmica e Gesto Ambiental. edenis@netonne.com.br ** economista, professor universitrio, mestre em Desenvolvimento Econmico pelo Instituto de Economia da Unicamp e doutorando em Dinmica e Meio Ambiente pela Universidade Estadual Paulista Jlio de Mesquita Filho (UNESP de Presidente Prudente - SP). marcalprofessor@yahoo.com.br