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Curiosidades


Assunto: O lixo eletrnico e a sustentabilidade da reciclagem
País: Brasil
Fonte: http://www.reciclaveis.com.br/noticias/00904/0090428eletronico.htm
Data: 5/2009
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Na sociedade contempornea, o consumo elevado, o ritmo acelerado da inovao e a chamada obsolescncia programada fazem com que os equipamentos eletrnicos se transformem em sucata tecnolgica em pouco tempo. Nos ltimos anos, a exportao desse tipo de resduo dos pases desenvolvidos para o terceiro mundo aumentou de forma considervel. Isso ocorreu por diversas razes, dentre elas os custos elevados para o descarte adequado ou para a desmontagem com fins de reciclagem. A exportao dos resduos eletroeletrnicos aos pases no-membros da Organization for Economic Co-operation and Development (OECD) sob a emenda da Conveno de Basilia - que permite a exportao de equipamentos em funcionamento para reutilizao - ocorreu, em sua maioria, de forma ilegal devido ao abuso por parte dos exportadores, que misturam os equipamentos em funcionamento com outros sem menor condio de uso. Organizaes ambientais internacionais, tais como o Greenpeace e a Rede de Ao da Basilia, esto fazendo campanhas de conscientizao quanto s grandes quantidades de resduos eletroeletrnicos que so despejados em pases subdesenvolvidos. De acordo com a Waste (ONG Holandesa), frequentemente no se levam em considerao as pessoas que realmente esto desmontando o lixo eletroeletrnico por motivos de subsistncia. Os equipamentos fora de funcionamento geralmente so reciclados por empresas em pequena escala. Embora a maioria dessas prticas de reciclagem oferea ameaas sade humana e ao meio ambiente, ainda trabalho dirio e fonte de renda para milhares de pessoas no mundo todo. A Waste certamente reconhece que os pases mais pobres e, especialmente, as pessoas com menor renda que vivem nesses pases, esto frequentemente sobrecarregados com os objetos rejeitados por pases desenvolvidos, mas concorda que diversas questes precisam ser consideradas. Resduos slidos no Brasil e a sustentabilidade da reciclagem O crescimento da populao gera um excedente de subprodutos de suas atividades que supera a capacidade de adaptao do meio ambiente, o que pode representar uma real ameaa biosfera. O potencial de reaproveitamento que os resduos representam, somado a um fator de interesse mundial que a preservao ambiental e promoo do desenvolvimento ecologicamente sustentvel, impulsiona a necessidade de reverter essa situao. O rpido processo de urbanizao ocorrido no Brasil se deparou com uma falta de preparo e estrutura, principalmente nessa questo. As poucas experincias realizadas at o momento, relacionadas ao aproveitamento energtico e outras formas de processamento e destinao final, so iniciativas restritas a algumas regies e de abrangncia limitada, o que refora a ausncia de incentivos materiais e fiscalizao no cumprimento da legislao ambiental do pas. Sequer temos um marco regulatrio na questo do tratamento dos resduos slidos em geral. Podemos avaliar essa situao a partir da dificuldade de obteno de informaes confiveis e com mais detalhes sobre o tema. Ao consultar diversas fontes seguras, percebemos que os dados existentes so escassos, falhos e conflitantes, a comear pelas estimativas acerca da quantidade de resduos gerados. Segundo o Manual do Gerenciamento Integrado (IPT/CEMPRE), so produzidas diariamente no pas cerca de 241 mil toneladas de lixo, das quais 90 mil so de origem domiciliar. A mdia nacional de produo de resduos por habitante estaria em torno de 600 g/dia. Uma cidade como So Paulo, no entanto, produz em mdia 1 kg/dia de lixo por habitante. Dos 5.507 municpios brasileiros, somente 192, situados principalmente nas regies sudeste e sul, realizam a coleta seletiva. Em 1989, na PNSB (Pesquisa Nacional de Saneamento Bsico) publicada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica), apurou-se que da quantidade total de lixo produzido diariamente no pas, 75% so lanados a cu aberto e 0,7% em vazadouros de reas alagadas. Somente 23,3% recebem tratamento mais adequado e cerca de 1% tem destino desconhecido. O lixo industrial, por sua vez, era coletado em 1.505 Municpios dos 4.425 pesquisados. Desse total, 66% no tinham coleta especial e os resduos industriais eram misturados ao lixo comum. No caso da indstria de eletroeletrnicos, os resduos podem causar danos ainda mais srios sade da populao e grave impacto ao meio ambiente. Computadores se tornam obsoletos, dentro da lgica comercial, a cada dois anos. Assim, neste prazo, mquinas so trocadas, baterias de celulares, equipamentos de impresso e conexo, cabos, infraestrutura de rede, entre outros materiais, so descartados. Portanto, o problema srio e grave. Medidas como a definio de regulamentaes e polticas pblicas que busquem orientar e apoiar o tratamento adequado do lixo se faz mais do que necessrio. Fonte: Dalton Martins (Farol Comunitrio)