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Assunto: Empresrio pleiteia formalizar reciclagem
País: Brasil
Fonte: http://www.reciclaveis.com.br/noticias/00906/0090601empresario.htm
Data: 7/2009
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Os recicladores de resinas termoplsticas precisam se organizar em associaes prprias em favor do atendimento de seus interesses especficos. Para o segmento se desenvolver no pas e deixar de ser percebido como uma indstria marginal, o governo deveria elevar a atividade dos recuperadores ao patamar de utilidade pblica, por uma simples razo. Eles ajudam a limpar o meio ambiente e devolvem como matria-prima milhares de toneladas de dejetos, que tinham como destino final, em tempos passados, os aterros sanitrios. Essa a opinio do empresrio gacho Rosalvo Prates, radicado desde o final dos anos oitenta no Paran, onde dirige a empresa de sua propriedade denominada Mennopar, em Pinheirais, na Grande Curitiba. Prates filiado e um dos diretores do Sindicato da Indstria de Material Plstico no Estado do Paran (Simpep). No entanto, lamenta o fato de que apenas cinco recicladores daquele estado estejam agrupados em torno do sindicato. Para Prates, a principal misso dos recicladores, agrupados em uma associao comum, conquistar o reconhecimento oficial, pois conforme ele, trata-se de uma indstria fundamental, porque pega passivo ambiental, transforma em matria-prima, gera imposto e emprego. Mas cobrada de maneira desproporcional. Ele revela estar imobilizando, neste comeo de 2009, mais de R$ 60 mil na instalao de equipamentos contra fogo, tais como hidrantes, mangueiras e reservatrio para gua. Somente o projeto de engenharia ficou em R$ 13 mil. Abrir uma usina de reciclagem em consonncia com a legislao ambiental do Paran, nos clculos de Prates, demanda hoje algo em torno de R$ 1,5 milho. A escavao de um poo pode ficar entre R$ 30 mil e R$ 50 mil. A estao de tratamento de efluentes, outros R$ 100 mil, para 2 mil m de galpes, mais equipamentos, como moinho extrusoras, lavadores e secadores. Todo esse maquinrio pode reciclar umas 2.400 toneladas/ano de resinas. Por conta da demanda, do investimento e das obrigaes ambientais, a principal queixa do mercado formal da reciclagem a presena na cadeia da figura do sucateiro, um comerciante muitas vezes informal, que compra o lixo seco por mixaria e repassa aos recicladores com at 100% de gio. No entendimento de Prates, cabe justamente aos empresrios formais moralizar o segmento, com base no atendimento das legislaes, pagamento de impostos, respeito ao emprego legal, entre outros quesitos. Ao cumprir esses encargos, os empresrios estariam aptos a exigir algum tipo de contrapartida. Uma das reivindicaes propostas por Prates seria a iseno do ICMS da energia eltrica como forma de beneficiar aqueles que abriram empresas legais e geram empregos. Hoje, no Paran, o ICMS da energia eltrica incidente para a atividade industrial j beira os 30%. No queremos ficar isentos de impostos porque todo empreendimento lucrativo deve cumprir suas obrigaes. Pedimos apenas algum reconhecimento, assinala Prates. A reciclagem compreende trs etapas: a terciria (segregao), a secundria (descontaminao-moagem, lavagem e secagem) e a primria, que a extruso da resina em granulados. A segregao fcil de fazer por tipo e cor. J a secundria exige estao de tratamento de efluente e poo artesiano, com gua para descontaminar; e, na maioria dos casos, ningum quer mexer com a chamada parte suja do processo. Na opinio de Prates, a reciclagem um mercado promissor porque uma atividade de soluo. De qualquer forma, ele defende uma maior profissionalizao dos catadores, que poderiam realizar a etapa terciria e a secundria, com o objetivo de eliminar a presena do sucateiro como elo da cadeia. O empresrio tem um custo de 30 centavos de real por quilo nas etapas terciria e secundria, porm est disposto a treinar os catadores para realizar o servio e repassar o valor. Contudo, enfrenta barreiras culturais. Eles no querem fazer. S querem separar o que ferroso do no-ferroso. Prates j props uma parceria com as cooperativas de catadores de Curitiba, mas lamenta no ter sido ouvido. Ele conta que a trajetria para montar a Mennopar comeou com um galpo h quinze anos. Depois, ele fez um segundo, perfurou o poo e construiu uma estao de tratamento de efluentes na cara e na coragem. Atualmente a usina pode reciclar at 50 toneladas por ms em resinas convertidas em sacos de lixo, embalagens secundrias para alimentos, ou seja, aquelas colocadas para proteger caixas de leite, latas e outros recipientes, sem risco de contaminao. Alm disso, ele recicla bombonas convertidas posteriormente em frascos de leo lubrificante. Segundo o empreendedor, toda a indstria de alimento usa o reciclado para a embalagem secundria. De acordo com a organizao no-governamental Plastivida, a reciclagem de resinas termoplsticas est dividida em trs processos. O primeiro denominado reciclagem qumica e consiste na decomposio qumica dos polmeros para retornarem indstria na forma de petroqumicos bsicos, monmeros ou misturas de hidrocarbonetos, os quais voltam s refinarias ou centrais petroqumicas para a obteno de produtos nobres de elevada qualidade. O objetivo da reciclagem qumica a recuperao dos componentes qumicos individuais para serem reutilizados como produtos qumicos ou para a produo de novos plsticos. Essa reciclagem permite tratar a mistura de plsticos e reduzir custos de pr-tratamento, de coleta e seleo. Alm disso, permite produzir plsticos novos com a mesma qualidade de um polmero original. A reciclagem mecnica consiste na converso dos descartes plsticos ps-industriais ou ps-consumo em grnulos que podem ser reutilizados na produo de outros produtos, como sacos de lixo, solados, pisos, condutes, mangueiras, componentes de automveis, fibras, embalagens no alimentcias e muitos outros e possibilita a obteno de produtos compostos por um nico tipo de plstico ou produtos derivados de misturas de diferentes plsticos em determinadas propores. Estima-se que no Brasil sejam reciclados mecanicamente 15% dos resduos plsticos ps-consumo. A reciclagem energtica a queima dos polmeros, mas se diferencia da incinerao por utilizar os resduos plsticos como combustveis em gerao de energia eltrica, como ocorre principalmente no Japo, onde j existem mais de mil usinas de reconverso de lixo seco em eletricidade. A usina de Saint-Queen, na Frana, assegura o suprimento de eletricidade para 70 mil pessoas com 15 mil e 400 megawatts/ano, obtidos por reciclagem energtica, sinaliza o site da Plastivida. O documento da Plastivida diz ainda que junto com a economia e recuperao de energia ocorre tambm uma reduo de 70% a 90% da massa do material. Ao final da queima resta apenas um resduo inerte esterilizado. Conforme a Plastivida, a energia contida em um quilograma de plsticos igual energia existente no mesmo volume de leo combustvel. Fonte: Revista Plstico Moderno