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Curiosidades


Assunto: Garrafas PET deixam de ser vils e j esto no carpete dos automveis
País: Brasil
Fonte: http://www.reciclaveis.com.br/noticias/00906/0090601vilas.htm
Data: 7/2009
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Consideradas inimigas do meio ambiente, as garrafas do tipo PET (polietileno tereftalato) esto aos poucos deixando a condio de vils. A reciclagem avana amparada pela criatividade e tecnologia, permitindo que o produto seja til at mesmo na fabricao dos automveis. A garrafa nos fornece o polister, um polmero com o qual feito o carpete que reveste o assoalho dos veculos. Ns utilizamos este material em todos os automveis feitos no Brasil, explica o engenheiro Vicente Moura, Chefe de Engenharia de Produto da Renault do Brasil. A matria-prima obtida das garrafas PET no usada apenas no assoalho, mas no forro do porta-malas e no tampo que separa o compartimento de bagagem da cabine (nos modelos hatch). Com este aproveitamento racional, milhes de toneladas de plstico j deixaram de poluir a natureza. Basta fazer as contas: para se obter 1kg de fibra reciclada, so usadas 22 PETs. O carpete que forra o Sandero, por exemplo, pesa de 2,5kg a 2,7 kg. Portanto, em um automvel de porte mdio so necessrias pouco mais de 60 garrafas de 2 litros, acrescenta Vicente, que aposta ser possvel num futuro prximo usar o material em outras partes do veculo, como forro das portas e do teto. Pesquisas nesse sentido j esto sendo feitas e acredito que ser possvel a aplicao do material em outros componentes , acrescenta. Os benefcios da reciclagem das garrafas PET, todavia, no se refletem apenas no meio ambiente, mas na economia, uma vez que existe uma cadeia produtiva na reciclagem que vai do catador de garrafas (muitos deles vinculados a cooperativas) a empresas que cortam, picam, processam e transformam a matria-prima at que ela chegue fbrica. a indstria da reciclagem gerando renda e emprego. Testes feitos pela Renault do Brasil atestam a eficincia e a qualidade do material. Para que o carpete seja instalado nos carros, so feitas avaliaes rigorosas, que incluem testes de calor, umidade, desgaste e at inspeo visual. Uma das provas, por exemplo, simula o atrito da sola de sapato diretamente no carpete, para ver se no h desgaste prematuro da pea. H ainda avaliao que a submete durante horas a temperaturas superiores a 90C. Como de hbito na indstria automobilstica, os testes so severos e sempre vo muito alm das condies normais de uso do componente sob avaliao, explica o engenheiro. O preferido para embalagens O PET um plstico de alta resistncia mecnica e qumica. Constitui-se numa excelente barreira para propagao de gases e odores, da ser usado em larga escala para embalagens, de refrigerante a remdios. O consumo no para de aumentar. Segundo a Associao Brasileira da Indstria do PET (Abipet), em 2007, foram consumidas no Brasil 432 mil toneladas do material. No ano anterior, haviam sido 378 mil. S que a reciclagem ainda no cresce no mesmo ritmo. O ndice de material reciclado em 2006 foi de 51,3%. Em 2007, passou a 53,5%. Veculos tero ndice de 95% de reaproveitamento O uso do PET apenas um exemplo do que a criatividade e a tecnologia so capazes. Graas a essa combinao, a Renault conseguiu estabelecer uma meta ambiciosa, impensvel em outras pocas: produzir um veculo com 95% de suas peas passveis de recuperao. Todas as empresas do Grupo Renault no mundo inteiro j trabalham para o alcance dessa marca em 2015. Atualmente, o ndice de aproveitamento - que inclui reciclagem e valorizao (reaproveitamento do material em uma outra funo) - j supera 91% nos produtos fabricados pela Renault do Brasil. A tarefa de encontrar novos materiais e ampliar o ndice de aproveitamento dos carros fica a cargo do Laboratrio de Engenharia de Materiais. A rea tambm responsvel pelo monitoramento ambiental dentro do Complexo Industrial em So Jos dos Pinhais e pela fiscalizao, em conjunto com os setores de Segurana e Medicina do Trabalho, dos produtos qumicos usados nas fbricas. Uma das principais misses do Laboratrio de Materiais da Renault eliminar a utilizao de metais pesados como o chumbo, cdmio e mercrio. At os fornecedores so avaliados. Caso algum componente adquirido pela fbrica apresente substncias de uso restrito ou proibido, existe uma diretiva para que seja providenciada a troca. Uma de nossas responsabilidades assegurar, por exemplo, a iseno de Cromo Hexavalente, o chamado Cromo VI, no desenvolvimento de uma nova pea com protees metlicas. Podemos assegurar que 100% das mesmas respeitem a preconizao de supresso dessa substncia, explica o engenheiro de materiais Adriano Kantoviscki, chefe do Laboratrio de Engenharia de Materiais da Renault do Brasil. O cromo VI largamente empregado nas indstrias, especialmente em tratamentos de superfcie e no revestimento de peas. Aproveitamento de isopor e espumas: novo desafio Atualmente, a equipe tcnica do Laboratrio de Materiais trabalha no estudo da reutilizao de espumas de poliuretano (PU), bem como no estudo de reutilizao de embalagens e insonorizantes em EPS (isopor) para aplicao na construo civil. A proposta de reciclagem do isopor surgiu devido preocupao ambiental ligada aos novos projetos que necessitavam de importao direta de peas de outros pases, j que as embalagens destas peas vm recheadas de isopor. Alm disso, existem limitaes internas de rea relativas estocagem de resduos, pois o EPS (poliestireno expandido) possui uma densidade de 16 kg/m sendo composto de 98% de ar e apenas 2% de material polimrico (EPS). Ou seja, requer muito espao para ser estocado, explica Adriano. Ele informa que ser usada uma tecnologia de processamento chamada de termocompresso, para reduzir o volume do EPS na proporo de 10:1, fornecendo o EPS processado como matria-prima para empresas de construo civil. O material poder ser utilizado em peas de isolamento trmico e acstico e que so aplicadas amplamente por este tipo de indstria. Alm do ganho ambiental, vamos necessitar de menores reas internas para estocagem, acrescenta. Outra frente de trabalho importante permitir a reciclagem de bancos de veculos sucateados internamente. O objetivo recuperar e reutilizar este resduo de PU (poliuretano), que atualmente disposto em aterros controlados, como resduo de classe I (perigoso). A Renault a responsvel direta pelo mesmo, at o fim de vida desse material. A proposta utilizar o resduo de PU na fabricao de recheios de colches, onde a parceira com uma empresa recicladora facilitar o processo de aproveitamento do componente. Existe um ganho ambiental direto neste processo, j que o material ser reutilizado em outras aplicaes, no necessitando de disposio em aterros especiais, afirma o chefe do Laboratrio de Materiais. Ciclo da preservao O Laboratrio tambm o responsvel por cuidar do Programa de Gesto de Ciclo de Vida do Veculo. Iniciado pela Renault em 2004, o programa abrange desde o sistema de coleta de informaes dos fornecedores at o controle de substncias regulamentadas. Existem listas (negra, cinza e laranja), baseadas no ndice de toxidade dos componentes de suas formulaes. E h tambm ndices de reciclabilidade de todas as partes do veculo. Todas as peas plsticas usadas no Clio, Logan, Sandero e demais modelos da Renault, por exemplo, tm uma marca que identifica o principal material que as compe. Essa marcao permite uma triagem das peas desmontadas, o que otimiza o trabalho de reciclagem. Vidros laminados, espumas de poliuretano, graxas e vedantes de carroceria so os materiais que apresentam mais dificuldades para reciclagem, conforme Adriano Kantoviscki. Com a tecnologia atual, entretanto, quase nada escapa da reciclagem ou de reaproveitamento: Trata-se de uma espcie de linha de desmontagem, onde possvel separar ao, alumnio, plstico, pneus, fluidos, borracha e fibras. O ciclo de vida de um automvel dividido em quatro etapas: 1) Concepo: A Renault leva em conta que um automvel causa impacto na natureza ao longo de toda sua existncia. Da a busca de materiais renovveis, menos agressivos e com possibilidade de reaproveitamento. Estudos apontam para o uso cada vez maior do alumnio e do plstico. No por acaso, na Europa, a Renault lder no uso de plstico reciclado na fabricao de seus veculos. O objetivo que at 2015 cerca de 20% do total de materiais plsticos utilizados para a fabricao sejam de origem reciclada. 2) Fabricao: Nesta etapa, a meta a reduo do consumo de recursos como gua, energia eltrica e gs natural nos processos industriais. Inclui ainda o reaproveitamento e a reciclagem de materiais, como plstico, madeira, papel e metais. Isso s possvel com investimentos, com adoo de polticas dirigidas aos colaboradores, assim como a adoo de tcnicas de fabricao mais avanadas. 3) Vida til: A preocupao nesta fase de uso com o consumo de combustvel e as emisses de poluentes, especialmente relacionadas produo de CO2 (dixido de carbono), um dos gases responsveis pelo efeito estufa. No Brasil, a Renault cumpre rigorosamente a legislao ambiental e oferece aos consumidores uma ampla linha de veculos bicombustveis. 4) Fim de vida e reciclagem: Ao fim do perodo de utilizao, um carro pode ter seus componentes desmontados e transformados em novos produtos. Para isso, existe um Centro de Descaracterizao de Veculos, responsvel por desmontar os veculos fora de uso, separar os componentes de acordo com o material fabricado e destin-los a empresas de reciclagem homologadas. No Brasil, automveis importados ou fabricados para testes e veculos recolhidos do mercado por seguradoras, entre outros, so desmontados e reciclados pela Renault. Aes em nmeros 60 Garrafas PET de 2 litros so recicladas para a produo do carpete que reveste cada Sandero feito pela Renault. 22 Garrafas PET so necessrias para se obter 1 kg de fibra reciclada. 95% Das peas dos veculos produzidos pela Renault sero passveis de recuperao at 2015. Hoje, o ndice j supera 91%. 20% Do total de materiais plsticos adotados nos veculos da marca sero de origem reciclada. a meta proposta pela Renault na Europa at 2015. 700 Kg a quantidade de ao presente num carro de pouco mais de 1.000 kg. Fonte: Assessoria de Imprensa - Renault do Brasil