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Curiosidades


Assunto: Ponto e contra ponto sobre sacolas degradveis
País: Brasil
Fonte: http://www.setorreciclagem.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=799
Data: 12/2009
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Uma prova da falta de seriedade com que o Brasil encara a questo da reciclagem e do meio ambiente a guerra das sacolas plsticas degradveis. Atualmente, uma pessoa bem informada no tem condies de decidir entre uma sacola oxidegradvel, uma de plstico comum ou uma biodegradvel. Os artigos abaixo mostram os interessados defendendo suas posies de uma forma que deixa consumidores e o comrcio sem saber o que fazer. O engodo dos plsticos oxidegradveis Deputados estaduais, vereadores e secretrios de governo bem-intencionados em relao ao meio ambiente tm proposto projetos de leis para obrigar o comrcio a substituir sacolinhas plsticas por sacolas supostamente biodegradveis. Na imaginao das pessoas, essas embalagens poderiam ser jogadas fora sem causar maiores danos ambientais. Isto no verdade. E os projetos de lei nessa direo, embora louvveis na sua inteno, padecem de um grave engano tcnico. Se aprovados, tero o efeito contrrio e ocasionaro graves transtornos ao ecossistema. Os plsticos que essas autoridades imaginam biodegradveis na verdade no o so. Trata-se de plsticos meramente oxidegradveis ou fragmentveis, que apenas se esfarelam. Eles recebem um aditivo que acelera seu processo de degradao. Contudo, no se biodegradam, porque no se decompem em at seis meses, como prescrevem as Normas tcnicas nacionais e internacionais de biodegradao. As sacolas feitas com esses plsticos aditivados so incorretamente denominados de oxibiodegradveis, caracterizando o apelo a um falso ecomarketing. Os plsticos oxidegradveis, quando comeam a se degradar, dividem-se em milhares de pedacinhos. No fim do processo no vo desaparecer, e sim virar um p que facilmente ir parar nos crregos, rios, represas, lagos e mares, etc.. Tal fato foi amplamente comprovado por universidades e centros de pesquisa como Cetea (Centro de Tecnologia de Alimentos) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Ulbra (Universidade Luterana do Brasil), Univille (Universidade de Joinville, Santa Catarina), Universidades de Michigan e da Califrnia nos Estados Unidos, dentre vrios outros institutos acadmicos. Todas estas entidades constataram que as sacolas plsticas aditivadas no se biodegradam nem na superfcie de aterros; liberam substncias orgnicas; depois de fragmentadas no podem ser coletadas, nem recicladas mecanicamente e nem recuperadas energeticamente, pois o aditivo que recebem para acelerar o tempo de sua degradao pode ser prejudicial ao meio ambiente. O que a populao pode e deve fazer praticar os 3 Rs: Reduzir o excesso de sacolas que so usadas para transportar compras. Reutiliz-las dando-lhes uma infinidade de novos usos, promover a coleta seletiva e Recicl-las. Os plsticos so 100% reciclveis e a indstria da reciclagem no Brasil tem crescido ano a ano. Hoje, o Pas recicla 20% de sua produo de plsticos. O poder pblico pode ajudar de duas formas, aumentando a coleta seletiva municipal dos resduos urbanos uma vez que somente 7% das cidades brasileiras tm esse tipo de servio e estimulando a populao a separar o lixo orgnico do reciclvel dentro de suas casas. As prefeituras tambm poderiam parar de jogar milhes de reais no lixo se, em vez de fazer aterros sanitrios, construssem Usinas de Recuperao Energtica para gerar energia trmica e eltrica. Em todo o mundo, cerca de 150 milhes de toneladas/ano de lixo urbano vo para mais de 750 instalaes para essas usinas, todas perfeitamente adequadas s mais rgidas normas ambientais. As embalagens e sacolinhas plsticas que todos utilizamos para embalar o lixo ajudam nesse processo, economizando combustvel. Isso possvel devido ao elevado contedo energtico dos plsticos, equivalente ao do leo combustvel e diesel. As sacolinhas plsticas no foram desenvolvidas para permanecerem na natureza. A educao do consumidor sobre os benefcios dos produtos plsticos uma parte importante da mensagem que a indstria de plsticos vem passando para toda a populao. A cada um - indstria, consumidor e a gesto pblica - todos tm seu papel fundamental no que diz respeito questo do lixo. Os plsticos so durveis, leves, impermeveis, resistentes, seguros, atxicos, inertes, no mofam nem enferrujam. Da porque os plsticos se tornaram indispensveis vida moderna. Se o material to bom e provm do petrleo (um recurso finito), ele jamais deveria receber um aditivo que acelere sua fragmentao, impedindo seu reso! Isso estimular o desperdcio, o que vai contra as sociedades que pretendem ser ambientalmente corretas. Francisco de Assis Esmeraldo engenheiro qumico, presidente da Plastivida - Instituto Socioambiental dos Plsticos, membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp, do Conselho Empresarial de Meio Ambiente da Firjan (RJ) e do Conselho Executivo da Associao Brasileira de Embalagens (Abre) Plstico Ecolgico, sim! O mercado de embalagens plsticas degradveis apresenta crescimento considervel no Brasil e no mundo. O uso de sacolas e outras embalagens plsticas que se decompem com rapidez na natureza ganham cada vez mais adeptos. uma tendncia mundial, resultado da necessidade de solucionar problemas reais, tal como o acmulo de embalagens plsticas no meio ambiente. O aumento da procura por essas embalagens sustenta-se por estudos e testes cientficos que comprovam a eficincia das tecnologias e a necessidade por produtos eco-responsveis. O debate em torno do uso dos plsticos oxi-biodegradveis sofre com informaes distorcidas, que o colocam como material que se degrada em pedaos e que no biodegradvel. Infelizmente, esse posicionamento contrrio por parte das petroqumicas caso singular no Brasil. Em todo o mundo, novas e comprovadas tecnologias so aceitas e atestadas por universidades de renome internacional como Pisa (Itlia), Universidade Blaise Pascal - Clermont Ferrant (Frana) e Aston (Reino Unido). Segundo esses laudos, plsticos oxi-biodegradveis d2w desaparecem por completo. Aps sua decomposio, resta apenas gua, pequena quantidade de CO2 e biomassa, resultantes da biodegradao. O posicionamento dessas instituies respeitadas serve como atestado de bons antecedentes para centenas de empresas ao redor do mundo. Exemplo disso a inglesa Roberts Bakery que utiliza as embalagens d2w para guardar os pes de forma, com contato direto. O mercado oferece dezenas de solues para diminuir o impacto dos plsticos convencionais incorretamente descartados no meio ambiente: materiais biodegradveis e compostveis (feitos base de amido de batata e milho, por exemplo) de origem renovvel ou no, oxi-biodegradveis (que aceleram a degradao e posterior biodegradao do plstico convencional por meio de aditivos), hidro-biodegradveis e tambm os hidro-solveis. Plsticos oxi-biodegradveis d2w se degradam e posteriormente se biodegradam, sim. Da mesma forma que os plsticos convencionais. A nica diferena est no tempo que o processo vai levar, muito mais curto nos plsticos d2w. Assim sendo, tudo o que se fala contra os plsticos oxi-biodegradveis tambm vlido em relao aos plsticos convencionais. A indstria plstica est diante de uma nova realidade, onde plsticos so injustamente vistos como viles do meio ambiente. Enquanto isso, os representantes das petroqumicas no Brasil no enxergam que novas tecnologias visam proteger a indstria plstica como um todo, j que podem oferecer ao mercado um produto que continua a ser reciclvel, que oferece todas as vantagens e qualidades do plstico, mas que gera menor impacto ambiental quando descartado de forma errada e no coletado. Os plsticos d2w so uma alternativa interessante para acelerar a decomposio de toneladas de plsticos lanados no solo, rios e lagos. O aditivo j utilizado em mais de 180 indstrias no Brasil e plsticos d2w so produzidos e adotados em mais de 60 pases. Como se v, muita gente comeou a despertar para o problema, dando importante contribuio para amenizar o impacto provocado pelo descarte incorreto dos plsticos. importante que os empresrios e consumidores se informem corretamente sobre cada uma das solues e cobrem pesquisas e laudos especficos na hora de analisar a possibilidade de adotar um tipo ou outro de tecnologia. A escolha por opes menos impactantes ao meio ambiente e efetivamente eco-responsveis pertence ao cidado e ao mercado. Eduardo Van Roost diretor da Res Brasil, empresa especializada em embalagens naturalmente degradveis