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Assunto: Poluio cano abaixo
País: Brasil
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/poluicao-cano-abaixo-511102.shtml
Data: 3/2010
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
A cada seis meses, a administradora de empresas aposentada Ana Maria Cantarella, sndica de um condomnio residencial na Vila Mariana, precisava mandar desentupir os canos de sua rede de esgoto. Essa situao mudou h um ano, quando ela implantou a coleta de leo de cozinha. Todo ms, recolhemos cerca de 20 litros , conta Ana Maria. Parece pouco, mas j deu resultado. Quando vai pelo ralo, a gordura causa estragos. Ela funciona como uma cola entre outros dejetos, formando pedras que obstruem a rede, explica o engenheiro qumico Marcelo Morgado, assessor de Meio Ambiente da Sabesp. Apenas 1 litro desse resduo pode contaminar 25 000 litros de gua. Como o condomnio de Ana Maria, cerca de 4 000 prdios recolhem leo usado atualmente na cidade. H trs anos, eram 400. Apesar do crescimento, esse nmero ainda pequeno: estima-se que 1,3 milho de litros de leo sejam coletados todo ms na Grande So Paulo, o que corresponde a apenas 5% do total descartado. Uma das pioneiras na coleta de leo em So Paulo a Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro de Cerqueira Csar (Samorcc). Em 2006, a presidente Clia Marcondes procurou a ONG Trevo, que recolhia o resduo em estabelecimentos comerciais desde 1992, para implantar a coleta em sua regio. Contamos com o apoio da Sabesp e da prefeitura, mas o poder pblico deveria ser mais atuante, fazendo campanhas de conscientizao, afirma Clia, que neste ano criou a ONG Ecleo. De acordo com Rose Marie Inojosa, diretora da Umapaz, instituio de educao ambiental ligada Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, preciso agora mostrar indstria a importncia do leo de cozinha. Esse resduo tem valor comercial. Serve, por exemplo, para a fabricao de sabo, de massa de vidraceiro e de biodiesel. Coordenador do Laboratrio de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas (Ladetel) da USP de Ribeiro Preto, o professor Miguel Dabdoub considera que o melhor destino para o resduo sua transformao em biodiesel, j que a demanda crescente. Por lei, o diesel comercializado nos postos deve ter a adio de um porcentual de biodiesel, que a partir de 2010 ser de 5%. O maior problema que a indstria no est preparada para trabalhar com o material usado, que requer mais conhecimento tcnico, diz. Atualmente, o Ladetel recolhe cerca de 200 000 litros de leo por ms, que so transformados em biodiesel destinado frota do laboratrio. A equipe de Dabdoub conseguiu desenvolver um mtodo que transforma 1 litro de leo residual em 1 litro de biodiesel. Na indstria, a eficincia de transformao de cerca de 85%. Isso significa que 1 litro de leo descartado resulta em 850 mililitros de biodiesel. Ainda assim, se a coleta feita em larga escala, torna-se vivel. ‘ E engana-se quem pensa que suficiente descartar o leo no lixo comum, em garrafas plsticas, no lugar de jog-lo cano abaixo. Em caso de vazamento, pode haver a contaminao do solo e do lenol fretico. Uma boa notcia: em julho, o Sindicato da Indstria de Panificao e Confeitaria de So Paulo (Sindipan) lanou uma campanha para que as padarias da cidade deixassem disposio dos clientes um continer para o descarte de leo. At agora, 82 desses estabelecimentos aderiram. Simone Costa Revista Veja So Paulo