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Assunto: Nossa reciclagem um lixo, mas h solues
País: Brasil
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/coleta-seletiva-lixo-reciclagem-consumo-atitude-solucao-politica-publica-489527.shtml
Data: 3/2010
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
A coleta seletiva de So Paulo est estagnada: representa apenas 1% das 15 000 toneladas de resduos que a prefeitura recolhe diariamente. Especialistas indicam como mudar esse cenrio Daniel Nunes Gonalves Revista Veja So Paulo 05/08/2009 Reduzir, reutilizar e reciclar. raro quem nunca tenha ouvido a recomendao para usar o princpio dos "trs erres" na hora de consumir e dar um destino ao lixo que produz. A popularizao da palavra sustentabilidade fez crescer a conscincia ambiental e tem estimulado os paulistanos a fazer sua parte. Donas de casa vo aos mercados carregando sacolas de pano para no precisar gastar sacos plsticos, profissionais pensam duas vezes antes de imprimir seus e-mails, e nas escolas as crianas aprendem a separar papis, latas e plsticos naqueles simpticos cestinhos coloridos. A boa vontade da populao, porm, no suficiente para resolver um dos maiores problemas de metrpoles como So Paulo: o destino de seus resduos. Apenas 1% das 15 000 toneladas de lixo produzidas diariamente na cidade passa pela coleta seletiva da prefeitura. Se levssemos em conta somente os detritos domiciliares que podem ser reaproveitados, esse nmero subiria para 7%. Muito pouco. Como se divide o lixo coletado pela prefeitura de SPOs setenta caminhes de coleta seletiva da administrao municipal atendem cerca de 20% dos moradores da capital. Muitos paulistanos tomam o cuidado de separar metais, vidros, plsticos e papis naqueles cestos coloridos. Perda de tempo, j que esses materiais so jogados no mesmo caminho e divididos s depois, em centros de triagem. Portanto, basta separar o lixo em dois sacos: um para rejeitos comuns, que vo parar em algum dos trs aterros sanitrios usados pelo municpio; e outro para reciclveis. Vale, claro, dar ao menos uma enxaguada para que restos de alimento no atraiam insetos. Os caminhes de lixo reciclvel da prefeitura, que carregam 140 toneladas dirias, passam em dias diferentes dos veculos de coleta comum. Duas concessionrias, Loga e Ecourbis, so responsveis por 60% do servio. O restante fica por conta de caminhes-gaiola de quinze cooperativas de catadores cadastradas pela administrao municipal. Com 964 associados, elas so responsveis tambm pela triagem de tudo o que recolhido. Os 8,8 milhes de paulistanos que moram fora da rota desses veculos tm, caso queiram reciclar, de contatar cooperativas independentes ou se dar ao trabalho de levar, no porta-malas do carro, seus dejetos a pontos de entrega voluntria espalhados por empresas privadas, como os sessenta supermercados da rede Po de Acar e os treze da Wal-Mart. Quando comparado com os sistemas de coleta seletiva de capitais como Curitiba e Porto Alegre, que existem h duas dcadas e atendem 100% da populao, o atual programa paulistano, vigente desde 2003, vergonhoso. "Acho lastimvel que a metrpole que mais produz lixo na Amrica do Sul no tenha polticas pblicas de administrao de resduos slidos compatveis com o sculo XXI", afirma Elisabeth Grimberg, coordenadora de ambiente urbano do Instituto Plis, ONG que atua na rea. " inadmissvel que apenas 1,5% dos 760 milhes de reais do oramento anual da Secretaria de Servios para o lixo seja destinado coleta seletiva." Segundo Elisabeth, 30% de tudo o que rejeitado poderia ser reciclado, o que representaria uma economia anual de mais de 9 milhes de reais. "Sabemos que os nmeros atuais esto aqum do ideal, mas estamos trabalhando para melhor-los", diz o secretrio de Transportes e de Servios, Alexandre de Moraes. Ele lembra que o oramento previsto para a coleta seletiva neste ano, 11,8 milhes de reais, o dobro do destinado em 2008. O que fazer com o lixo no uma questo que aflige apenas os paulistanos. Trata-se de uma preocupao mundial. Para se adequarem a leis ambientais cada vez mais rgidas, vrias cidades ricas do mundo mandam seus rejeitos para fora. Mais de 80% do lixo de So Paulo j tem como destino os municpios de Caieiras e Guarulhos. Com o objetivo de evitar a proliferao de lixes antiecolgicos, os aterros sanitrios contam com tratamento para o refugo txico. Mas a capacidade desses espaos limitada, e s uma reciclagem eficiente diminuiria a quantidade de detritos a ser enviados a eles. Para piorar, a recente crise econmica afetou as cooperativas de coleta e triagem. "O preo do papelo, das garrafas PET e das caixas longa-vida que vendemos para os recicladores caiu pela metade", diz a ex-vendedora ambulante Olinda da Silva, coordenada da Coopere, no centro.