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Curiosidades


Assunto: Por que o maior depsito de lixo do mundo est no Oceano Pacfico?
País: Brasil
Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/lixo-pacifico.htm
Data: 5/2010
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Introduo Na vastido do norte do Oceano Pacfico, existe o Redemoinho Subtropical do Pacfico Norte, um lento espiral de correntes, criado por um sistema de alta presso de correntes de ar. A rea um deserto ocenico, cheio de fitoplnctons minsculos, mas com alguns peixes e mamferos grandes. Devido falta de peixes grandes e ventos suaves, pescadores e marinheiros raramente viajam pelo redemoinho. Mas a rea tem mais coisa alm de plncton: lixo, milhes de quilos de lixo, a maioria plstica. o maior depsito de lixo do mundo, que flutua no meio do oceano. O redemoinho realmente deu origem a duas grandes massas de lixo que se acumulam, conhecidas como Pores de Lixo do Pacfico Ocidental e Oriental, s vezes, chamados coletivamente de Grande Poro de Lixo do Pacfico. A Poro de Lixo Oriental flutua entre o Hava e a Califrnia; os cientistas estimam que seu tamanho duas vezes maior o estado americano do Texas [fonte: LA Times]. A Poro de Lixo Ocidental se forma a leste do Japo e a oeste do Hava. Cada massa de refugo que gira macia e recolhe o lixo de todo o mundo. As pores so ligadas por uma fina corrente de 3720km de comprimento chamada de Zona de Convergncia Subtropical. Vos de pesquisa mostraram o acmulo de quantidades significativas de lixo tambm na Zona de Convergncia. As pores de lixo apresentam vrios perigos vida marinha, pesca e ao turismo. Mas antes de discutirmos sobre eles, importante analisar o papel do plstico. O plstico constitui 90% de todo o lixo que bia nos oceanos do mundo [fonte: LA Times]. O United Nations Environment Program (Programa Ambiental das Naes Unidas) estimou, em 2006, que cada milha quadrada do oceano abriga 46.000 pedaos de plsticos flutuantes [fonte: UN Environment Program]. Em algumas reas, a quantidade de plstico supera a quantidade de plncton por uma relao de seis para um. Dos mais de 100 bilhes de quilogramas de plstico que o mundo produz por ano, cerca de 10% acabam no oceano [fonte: Greenpeace]. Setenta por cento disso finalmente afunda, prejudicando a vida no fundo do oceano. [fonte: Greenpeace]. O resto flutua; boa parte termina nos redemoinhos e nas pores de lixo macias que se formam, com o plstico sendo levado pelas guas a uma costa distante. O principal problema com o plstico - alm de sua quantidade enorme - que ele no biodegradvel. Nenhum processo natural consegue elimin-lo. Especialistas apontam que a durabilidade que torna o plstico to til s pessoas o que tambm o torna to prejudicial natureza. Ao contrrio, o plstico fotodegrada. Um isqueiro jogado ao mar se fragmentar em pedaos menores de plstico sem se quebrar em compostos mais simples, o que os cientistas estimam que poderia levar centenas de anos. Os pequenos pedaos de plstico produzidos pela fotodegradao so chamados de lgrimas de sereia ou gros. Essas partculas minsculas podem ser sugadas pelos animais que se alimentam por filtragem e prejudicar seus corpos. Outros animais marinhos comem o plstico, que pode envenen-los ou lev-los a bloqueios fatais. Os gros tambm tm a propriedade traioeira de absorver produtos qumicos. Ao longo do tempo, mesmo os produtos ou venenos que se misturam gua podem tornar-se altamente concentrados medida que so eliminados pelos gros. Essas massas venenosas ameaam toda a cadeia alimentar, especialmente quando ingeridas por animais que se alimentam por filtragem que, geralmente, so devorados por criaturas grandes.