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Assunto: Lixo do mundo pra na Ilha do Mel, no Paran
País: Brasil
Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2005/08/14/20433-lixo-do-mundo-para-na-ilha-do-mel-no-parana.html
Data: 5/2010
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Uma garrafa fechada com uma rolha lanada ao mar. Dentro, um bilhete escrito mo, para um destinatrio annimo, cujo contedo quase sempre remete a uma declarao de amor ou a um pedido de socorro. A cena imortalizada no cinema como um gesto romntico e solitrio, na vida real ilustra uma das mais graves agresses ao meio ambiente: o lixo jogado nos oceanos e que vem parar nas praias trazido pela mar. Uma pesquisa indita, feita pela biloga Andressa Rutz Debiazio, revela que o litoral do Paran no est a salvo das garrafas, latas e embalagens que so arremessadas pelo homem em alto-mar e nas regies costeiras. O estudo, que embasou monografia de concluso do curso na Pontifcia Universidade Catlica do Paran (PUC), foi feito na Estao Ecolgica Ilha do Mel, que compreende 95% da rea total da ilha, no litoral do estado. O resultado foi surpreendente: a biloga encontrou 148 embalagens de 42 pases diferentes. Material descartvel, mas perfeitamente reciclvel como metal, vidro e, na maioria, plstico (61%). Lixo que demora de seis meses a 500 anos para se decompor na natureza. Cerca de 76% das embalagens so de produtos alimentcios (slidos e lquidos), com destaque para as garrafas de gua (42%). Os produtos foram identificados pelo idioma nos rtulos e, sobretudo, pelo cdigo de barras, que segue uma tabela universal. Foram ao todo dez coletas realizadas entre outubro de 2004 e maio deste ano ao longo dos 22 quilmetros de costa da reserva ambiental (a ilha toda tem 35 quilmetros). Uma pequena amostra dos quilos e mais quilos de lixo estrangeiro que chegam s praias de todo o estado diariamente. A explicao para tamanha sujeira pode estar no vaivm de navios nos portos de Paranagu e Antonina. Ao longo da pesquisa, Andressa trabalhou com quatro hipteses para justificar a presena dos resduos na Ilha do Mel (veja quadro). Dentre elas, a mais razovel o arremesso desses objetos prximo costa paranaense em funo do estado de conservao das embalagens. Diante dessa evidncia, para ela ficou claro que os navios de todo o mundo que cruzam o Canal da Galheta em direo Baa de Paranagu tm culpa no cartrio. No temos provas, mas difcil acreditar que no sejam os navios que estejam jogando esses resduos na gua, explica. Por ano, os portos paranaenses recebem em mdia 2,5 mil embarcaes de todo o mundo. De janeiro a junho deste ano, foram exatos 1.099 navios de 30 nacionalidades diferentes. A maioria dos objetos encontrados pela biloga foi fabricada na China e na Itlia, mas isso no quer dizer que os navios com essas bandeiras sejam os campees da sujeira. No posso afirmar que determinado lixo do pas tal. Um navio chins pode ter atracado, por exemplo, no Chipre antes de vir ao Brasil e trazido mercadorias fabricadas l e no na China, esclarece. A questo principal, segundo ela, o desrespeito legislao internacional que rege o tratamento do lixo em navios. Existe um certificado de origem que trata da questo do lixo. Cada vez que uma embarcao pra num porto precisa apresentar esse documento e a recebe outro para apresentar no prximo porto. At onde sei, o Brasil no solicita a apresentao desse certificado. (Srgio Luis de Deus / Gazeta do Povo)