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Assunto: A comodidade que contamina
País: Brasil
Fonte: http://www.educacional.com.br/noticiacomentada/020503_not01.asp
Data: 5/2010
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
O mundo joga fora, anualmente, 50 milhes de toneladas de lixo originado de equipamentos eletrnicos. No Brasil, s de baterias para celular, pelo menos 11 toneladas so jogadas no lixo comum. Isso sem falar nas pilhas. O destino do que chamamos lixo eletrnico, alm de no ser adequado, est prejudicando pases em desenvolvimento. O que voc faz quando seu celular estraga? Em muitos casos, mandar para o conserto pode sair mais caro que comprar um novo. E o que acontece com o aparelho estragado, ou com aquele que "ficou antigo"? A maioria das pessoas simplesmente joga fora. Agora pense num pas inteiro agindo dessa forma e imagine o tamanho da montanha de lixo. O rpido avano tecnolgico, apesar de tornar nossas vidas cada vez mais cmodas, est causando um aumento meterico do volume de lixo eletrnico no planeta. Sabe o que pior? Aparelhos eletrnicos normalmente contm metais pesados e outras substncias txicas, que podem contaminar o solo, as guas e o ar. E enquanto as grandes potncias mundiais produzem computadores, eletrodomsticos e celulares de ltima gerao, o lixo resultante de toda essa tecnologia vai poluir o meio ambiente de quem pode menos. Isso porque os pases ricos "exportam" seu lixo eletrnico para os pases em desenvolvimento, que se utilizam dele para movimentar a economia por meio da extrao de elementos como circuitos eletrnicos e alumnio. Mas essa prtica, na maioria dos pases, ocorre sem regulamentao e fiscalizao adequadas, causando srios danos ao meio ambiente e sade da populao. Em 2002, de acordo com a Rede de Ao da Basilia e o Greenpeace, o problema era mais srio na China e na ndia. Mas estudos feitos em 2006 acusaram que a rota do comrcio do e-lixo agora tem como principal destino a frica. A Nigria, por exemplo, recebe 100 mil computadores por ms, mas 75% deles so sucata. Segundo o relatrio, a maior parte do lixo eletrnico no utilizada e fica exposta em campos abertos, poluindo especialmente a gua e o solo, contaminados com chumbo e subprodutos de cidos. A histria toda comeou na ltima dcada, quando, para se livrar de pilhas, baterias de celulares usadas e toda a parafernlia tecnolgica vinda com os computadores na carona da globalizao, ningum sabia o que fazer. Enquanto isso, quem sofreu foi o meio ambiente. Nos aterros sanitrios que recebem o lixo comum, comeou a surgir, aos poucos, uma nova categoria de lixo: o lixo eletrnico, que, com seus metais pesados, considerado um risco sade da populao e ao meio ambiente. As autoridades, governos e, principalmente, os fabricantes desses produtos ainda no despertaram para o resultado dessa falta de destinao correta para o acmulo do despejo advindo da vida moderna. Contaminao do solo, da gua e, conseqentemente, dos alimentos esto entre os srios resultados do descaso. Mercrio, nquel, cdmio, arsnico e chumbo so alguns dos metais pesados que podem causar danos ao sistema nervoso, edemas pulmonares, osteoporose e cncer, alm de serem nocivos ao meio ambiente. A Unio Europia saiu na frente no que se refere a responsabilizar as prprias empresas fabricantes de tecnologia pela eliminao adequada dos dejetos eletrnicos. So medidas que ainda esto por virar lei, mas que j causam polmica, pois, provavelmente, os produtos sofrero aumento de preos ao consumidor final para a cobertura dos gastos das empresas com a coleta e com os procedimentos de reciclagem. Na Europa, a preocupao com o assunto anterior. Em 2000, os fabricantes de carros j comearam a pagar pelo recolhimento de resduos de carros velhos. No Brasil, o puxo de orelhas veio do Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente -, que, por meio da Resoluo 257, tornou lei a destinao correta de pilhas e baterias, obrigando os fabricantes, importadores, redes autorizadas de assistncia tcnica e comerciantes a implantarem mecanismos de coleta e de responsabilidade sobre o material txico que produzem. Quem no cumprir as regras poder arcar com multa de at 2 milhes de reais. As ONGs ambientalistas tambm se mobilizaram. A SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educao Ambiental -, por exemplo, firmou parceria com a TIM em uma campanha para o recolhimento de baterias de celulares. De setembro de 1999 a dezembro de 2001, foram recolhidas quase 50 mil baterias no sul do Brasil, o que significa que mais de 20 toneladas de baterias deixaram de contaminar o meio ambiente. A Global Telecom outro exemplo. Desenvolveu um projeto de responsabilidade ambiental em parceria com o setor de Cincias Agrrias da UFPR - Universidade Federal do Paran -, por meio de um programa de recolhimento de baterias junto comunidade, devolvendo-as aos seus respectivos fabricantes para a destinao adequada. A primeira providncia quanto a bateria de celular, por exemplo, entrar em contato com o fabricante para saber qual o melhor procedimento para devolv-la - caso ele esteja disposto a receb-la de volta. O ideal que ela seja enviada em uma embalagem adequada. Os fabricantes podero reciclar e reaproveitar plstico ou metais pesados, export-la ou, ainda, mand-la para aterros especiais. A histria toda comeou na ltima dcada, quando, para se livrar de pilhas, baterias de celulares usadas e toda a parafernlia tecnolgica vinda com os computadores na carona da globalizao, ningum sabia o que fazer. Enquanto isso, quem sofreu foi o meio ambiente. Nos aterros sanitrios que recebem o lixo comum, comeou a surgir, aos poucos, uma nova categoria de lixo: o lixo eletrnico, que, com seus metais pesados, considerado um risco sade da populao e ao meio ambiente. As autoridades, governos e, principalmente, os fabricantes desses produtos ainda no despertaram para o resultado dessa falta de destinao correta para o acmulo do despejo advindo da vida moderna. Contaminao do solo, da gua e, conseqentemente, dos alimentos esto entre os srios resultados do descaso. Mercrio, nquel, cdmio, arsnico e chumbo so alguns dos metais pesados que podem causar danos ao sistema nervoso, edemas pulmonares, osteoporose e cncer, alm de serem nocivos ao meio ambiente. A Unio Europia saiu na frente no que se refere a responsabilizar as prprias empresas fabricantes de tecnologia pela eliminao adequada dos dejetos eletrnicos. So medidas que ainda esto por virar lei, mas que j causam polmica, pois, provavelmente, os produtos sofrero aumento de preos ao consumidor final para a cobertura dos gastos das empresas com a coleta e com os procedimentos de reciclagem. Na Europa, a preocupao com o assunto anterior. Em 2000, os fabricantes de carros j comearam a pagar pelo recolhimento de resduos de carros velhos. No Brasil, o puxo de orelhas veio do Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente -, que, por meio da Resoluo 257, tornou lei a destinao correta de pilhas e baterias, obrigando os fabricantes, importadores, redes autorizadas de assistncia tcnica e comerciantes a implantarem mecanismos de coleta e de responsabilidade sobre o material txico que produzem. Quem no cumprir as regras poder arcar com multa de at 2 milhes de reais. As ONGs ambientalistas tambm se mobilizaram. A SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educao Ambiental -, por exemplo, firmou parceria com a TIM em uma campanha para o recolhimento de baterias de celulares. De setembro de 1999 a dezembro de 2001, foram recolhidas quase 50 mil baterias no sul do Brasil, o que significa que mais de 20 toneladas de baterias deixaram de contaminar o meio ambiente. A Global Telecom outro exemplo. Desenvolveu um projeto de responsabilidade ambiental em parceria com o setor de Cincias Agrrias da UFPR - Universidade Federal do Paran -, por meio de um programa de recolhimento de baterias junto comunidade, devolvendo-as aos seus respectivos fabricantes para a destinao adequada. A primeira providncia quanto a bateria de celular, por exemplo, entrar em contato com o fabricante para saber qual o melhor procedimento para devolv-la - caso ele esteja disposto a receb-la de volta. O ideal que ela seja enviada em uma embalagem adequada. Os fabricantes podero reciclar e reaproveitar plstico ou metais pesados, export-la ou, ainda, mand-la para aterros especiais. Lei Ainda no foi decretada uma lei internacional quanto ao destino do lixo eletrnico produzido no mundo. Por enquanto, o que vale a Conveno da Basilia, de 1989, nica regulamentao internacional que probe o movimento de resduos perigosos entre fronteiras de 120 pases, incluindo o Brasil. O acordo foi estabelecido pelos representantes governamentais desses pases, por ONGs e por indstrias. Lixo rentvel Enquanto uns no querem nem saber do destino do e-lixo, outros j descobriram oportunidades de lucro vindas dessa nova sucata. Os pases em desenvolvimento foram os primeiros a perceber como tirar proveito do que est sendo jogado fora. Metais preciosos, como a prata e o ouro, alm de valiosos, podem ser 98% reutilizados. Uma das maiores empresas de reciclagem da Itlia, a Geodis Logistics, garante que 94% dos componentes de um microcomputador so reaproveitveis.