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Assunto: Tratamento do lixo um problema de todos
País: Brasil
Fonte: http://wwo.uai.com.br/UAI/html/sessao_11/2008/02/13/em_noticia_interna,id_sessao=11&id_noticia=50117/em_noticia_interna.shtml
Data: 7/2010
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Dizem que a expresso "meio-fio" decorreu de evoluo no descarte de lixo durante a Idade Mdia. Antes, o lixo era simplesmente atirado ao meio da rua, onde existia uma vala para que a gua da chuva o removesse para as partes mais baixas da cidade. Foi democrtico porque o mau cheiro ficava eqidistante dos moradores, at que, introduzida a coleta manual do lixo, o fio central das ruas acabou desmembrado em dois meios-fios junto s residncias. A veracidade desta estria altamente duvidosa, mas demonstra muito bem uma preocupao antiga. Existe farta literatura tcnica sobre o assunto tratamento do lixo, mas o excelente contedo das notas de aulas ministradas pela colega engenheira sanitarista Maeli Estrela Borges, vice-presidente da Associao Brasileira de Engenharia Sanitria e Ambiental, permite a abordagem de conceitos essenciais, de grande utilidade a todos, inclusive ao articulista. Afinal, o problema no s dos especialistas. Tecnicamente lixo qualquer resduo decorrente da atividade humana, cujo descarte pode ter tratamento ou no. Os resduos podem ser gasosos, lquidos ou slidos, mas somente os ltimos esto abordados. O lixo no tratado, simplesmente depositado nos lixes, tem um enorme potencial de contaminao do solo, da gua e do ar, principalmente o de origem hospitalar ou industrial, e, por isso, estas instalaes tm sofrido crescentes restries e condicionantes para o licenciamento ambiental. Atualmente, as modernas tcnicas de tratamento do lixo em aterros sanitrios amenizam os seus efeitos nocivos atravs de processos de incinerao, desinfeco ou esterilizao, enquanto o desenvolvimento de novas tecnologias busca a sua explorao rentvel atravs da transformao da frao orgnica (adubos), da reciclagem industrial (materiais) ou do aproveitamento energtico (biogases). Quanto natureza, os resduos slidos so divididos em dois grandes grupos, os biodegradveis e os que no se decompem biologicamente. Os no degradveis ou considerados reciclveis tm a vantagem de afetar menos os processos de destinao sanitria, mas pelo seu efeito cumulativo causam transtornos no acondicionamento e reduzem vida til nos aterros. A coleta seletiva do lixo domstico, ao facilitar a reciclagem, reduz o seu acmulo e poluio, alm de agregar alguma renda ao processo. Mas o lixo que sofre decomposio biolgica apresenta maior potencial de aproveitamento porque produzido em maior volume (principalmente os orgnicos do lixo domstico) e, nas grandes cidades, j apresenta escala para o processamento industrial sustentvel. Este processo tem como agentes bactrias e fungos que so microorganismos que se alimentam de plantas e animais em decomposio e ocorre em presena de oxignio (aerbio) ou no (anaerbio). A decomposio biolgica gera, entre outros subprodutos, um lquido negro e malcheiroso chamado chorume, poluidor do solo e das guas quando no tratado, e ainda com o agravante de transportar os metais pesados que, eventualmente, estejam presentes no lixo. No Brasil, o chorume, neutralizado parcialmente com tratamento prvio, sobrecarrega as estaes de tratamento de esgoto onde costuma ser lanado. De maneira muito simplificada, a decomposio aerbia, pela presena de oxignio, ocorre atravs de reaes qumicas de oxidao, exotrmicas (produzem calor), atingindo temperaturas de at 70C que decompem protenas e matam quase todos os microrganismos patognicos do lixo. Mas, como 2/3 do lixo orgnico composto de carbono, a oxidao produz grande volume de CO2 (dixido de carbono), que um gs no aproveitvel e que contribui para o efeito estufa. No estgio tecnolgico e econmico atual, seria, ainda assim, o mtodo desejvel pelos menores efeitos colaterais (produo de CO2) para o aquecimento global. A decomposio anaerbia, pela ausncia de oxignio, mais lenta e ocorre em temperaturas mais baixas. Quanto produo de biogases, por serem reduzidas as reaes de oxidao, o material orgnico do lixo gera grande quantidade de metano (CH4), muito mais danoso camada de oznio e, portanto, ainda mais poluidor que o CO2. A soluo ideal que j comea a ser adotada em cidades como So Paulo e Curitiba consumi-lo na gerao de energia (excelente combustvel), agregando valor econmico ao tratamento e, ao mesmo tempo, evitando que comprometa a camada de oznio. Mesmo sem maiores consideraes tcnicas, a populao em geral pode constatar que existem milhares de especialistas pesquisando, estudando e trabalhando para oferecer-lhe o melhor possvel. Mas o equacionamento do problema depende mais do comportamento de todos do que da Engenharia Sanitria e Ambiental. As trs aes para o controle do lixo (3Rs) que as organizaes ambientais defendem mostram claramente o papel de cada um na questo do lixo : reduzir, reutilizar e reciclar. Flvio Carvalho tcnico em eletrnica, engenheiro eletricista, ps-graduado em engenharia econmica e tem cursos de especializao nos Estados Unidos, Canad e Japo. Especilizou-se em tecnologia e gesto de telecomunicaes, exercendo atividades de manuteno, operao, projeto e construo de redes, desenvolvimento tecnolgico e industrial, coordenao de desenvolvimento de sistemas de informao e operao, magistrio e coordenao de cursos de nvel mdio, graduao e ps-graduao.