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Assunto: Lei do lixo para as cimenteiras
País: Brasil
Fonte: http://www.energiahoje.com/brasilenergia/noticiario/2008/12/01/372361/lei-do-lixo-para-as-cimenteiras.html
Data: 8/2010
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Desenvolvimento sustentvel na indstria muitas vezes associado a aumento de custos. Essa regra, porm, no vlida para o setor cimenteiro. Com o reaproveitamento de resduos do prprio processo produtivo o co-processamento , as cimenteiras conseguem substituir parte da matria-prima e do combustvel utilizados na fabricao de cimento, tendo ganhos ambientais e de gastos. Mas h outras chances de melhorar ainda mais esses indicadores. Se o co-processamento, adotado em meados da dcada de 1990, j est consolidado entre as cimenteiras brasileiras, agora o objetivo dar um passo muito maior. O setor quer aproveitar lixo urbano para substituir parcialmente o coque de petrleo usado na produo. No de admirar. Utilizando o lixo, as companhias podero substituir at 80% do combustvel utilizado hoje no processo produtivo. Para que isso seja possvel, entretanto, ser preciso uma lei no Congresso ou uma resoluo especfica do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Diante das negociaes para isso, a expectativa do setor cimenteiro que a atividade seja regulamentada em 2010. A indstria de cimento a nica com potencial para operar com grandes volumes de lixo. Essa aprovao ser importante para destruir esse resduo em larga escala, avalia o gerente de Ecologia Industrial e Meio Ambiente da multinacional Lafarge, Paulo Salomo. Para se ter uma idia das possibilidades, na Alemanha, onde a atividade j autorizada e proibida a criao de novos aterros sanitrios, alguns arriscam que haver falta de lixo urbano disponvel em 2009. Econegcio O mercado cimenteiro brasileiro demonstra que j assimilou o conceito de econegcio, que rene produtos e servios desenvolvidos para solucionar problemas ambientais e utilizar mtodos mais racionais de explorao dos recursos naturais para produo de bens e servios. Apenas o aproveitamento de resduos j permite s fbricas substiturem, em mdia, 15% do coque de petrleo e 10% da matria-prima utilizada na produo do cimento. Considerando que o gasto energtico representa um tero do custo total de produo da indstria cimenteira, o co-processamento se torna um forte fator de competio. Alm de reduzir custos com matria-prima e energia, as empresas ainda eliminam grandes passivos ambientais gerados pelos resduos. Segundo previses, em breve ser impossvel uma cimenteira sobreviver no mercado sem aproveitar resduos e lixo. De olho nesses nmeros, duas gigantes do mercado mundial de cimento, a Lafarge, de origem francesa, e a Cimpor, de Portugal, constituram uma joint venture no Brasil para desenvolver a cadeia de co-processamento. Formada em 2004, a Eco-Processa utiliza hoje 750 mil t/ano de resduos na produo de cimento. Esse volume permite a economia anual de 330 mil t de coque de petrleo e 345 mil t de minrios. Nossa empresa cuida da captao e da adaptao para o uso de resduos. H hoje uma demanda muito grande por resduos no mercado. Isso se explica porque, com o co-processamento, o resduo extinto e se elimina o passivo ambiental. Isso ecologia industrial, explica o diretor da Eco-Processa, Francisco Leme. J a brasileira Votorantim Cimentos decidiu seguir por outro caminho. A empresa possui uma gesto prpria para co-processamento. Dos 25 fornos da companhia, 12 j esto licenciados para usar resduos. Hoje utilizamos cerca de 400 mil t de resduo por ano e temos potencial para chegar a 1 milho de t/ano nos prximos cinco anos, conta o gerente de Negcios da rea de Co-Processamento da empresa, Francisco Souza. Tecnologia Para se habilitar ao co-processamento, as fbricas brasileiras precisam de autorizao dos rgos ambientais. A atividade regulamentada por duas resolues do Conama. Das 65 unidades cimenteiras destinadas a moagem e produo de cimento no pas, 35 esto licenciadas para realizar o processo. Antes de obter a licena ambiental, porm, as empresas precisam fazer uma srie de investimentos nas fbricas para reaproveitar os resduos. Os principais custos dizem respeito instalao de uma estrutura para estocar os resduos e adaptao dos fornos para a queima desse material. A Lafarge investiu US$ 20 milhes e aplicar igual quantia nos prximos cinco anos para adaptar suas quatro plantas no Brasil. Trs unidades j utilizam resduos na produo de cimento, e a quarta estar pronta para o co-processamento em meados de 2009. Atualmente a companhia substitui 36% de combustvel fssil por insumos energticos alternativos, principalmente resduos da indstria siderrgica e pneus. A meta aumentar esse nmero para 45% at 2010, percentual que poder subir ainda mais com a autorizao para uso de lixo urbano.