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Assunto: RECICLAGEM
País: Brasil
Fonte: http://www.institutoaqualung.com.br/info_reciclagem31.html
Data: 8/2010
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Matria publicada no Informativo n 23 - janeiro / fevereiro de 1999 Texto de Marcelo Szpilman* Fontes: O Estado de So Paulo (SP), 25/3/98 (pg. A-12), 20/4/98 (pg. A-9) e 4/1/99 (pg. C-1); Gazeta do Povo (PR), 3/5/98 (pg. 4); Recicloteca, informativo de julho, agosto e setembro de 1998; Instituto Virtual de Educao para Reciclagem (www.matrix.com.br/peixe) O Brasil est entre os pases que mais reciclam materiais. Embora a maioria das prefeituras no realize a coleta seletiva, a pobreza de boa parte da populao brasileira pe a servio da reciclagem, a baixos custos, um pequeno exrcito de catadores de latas, garrafas e papel. Sem contar a coleta promovida pela prpria indstria, como o caso das aparas de papel e de vidro. Segundo o levantamento da Associao Brasileira do Alumnio (ABAL), no Brasil o ndice de reciclagem de lata de alumnio para bebida gaseificada em 1996 foi de 61,3%. Em 1998, o Brasil superar os EUA, que reciclam em torno de 60%, sendo superado apenas pelo Japo, que recicla em torno de 66%. Os dados do Prolata informam que so reciclados 18% das latas de ao consumidas no Brasil, o que equivale a 108 mil toneladas por ano. Com relao s aparas e papis usados, os ndices nacionais esto afinados com a mdia mundial: 37%. Deve-se ressaltar que cada tonelada de papel reciclado representa de 15 a 20 rvores adultas poupadas. A grande maioria consumida nas regies Sudeste e Sul. O Brasil produz cerca de trinta e dois milhes de pneus por ano, sendo que a maior parte deles j desgastada pelo uso acaba parando em lixes. Os pneus podem ser recauchutados ou terem seus componentes utilizados em outros produtos. O consumo de embalagens de vidro entre os brasileiros de 5 quilos por habitante. Na Frana, o consumo per capita chega a 65 quilos. O Brasil recicla um tero de todo o vidro que produz, superando muitos pases europeus e dever ultrapassar os 60% nos prximos dois anos, colocando o Brasil no topo da reciclagem mundial deste item. A Associao Tcnica Brasileira das Indstrias Automticas de Vidro (ABIVIDRO) mantm 50 centros de coleta de vidro ativos em oito Estados: Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, So Paulo, Rio de janeiro, Paran, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em relao ao PET, material usado na produo de garrafas plsticas de refrigerantes, a produo anual no Pas de 3 bilhes de unidades e apenas 15% so reciclados. Nos EUA, esse total chega a 48%. Somente no Rio de Janeiro, cerca de 30% do lixo domiciliar recolhido diariamente composto de PETs. Alguns exemplos mostram que a situao comea a mudar em algumas cidades do Brasil. Em Curitiba, no Paran, a Usina de Reciclagem da Unidade de Valorizao de Rejeitos responsvel pelo reaproveitamento de 350 toneladas de lixo por ms __ cerca de 20% do material reciclvel da cidade. O material triado, quando so retiradas as peas ainda utilizveis, e o restante continua na linha de reciclagem. O prximo passo a unidade de separao, onde o lixo dividido de acordo com o material: plstico, papel, vidro ou alumnio. Depois de totalmente separado, o lixo prensado em fardos que sero revendidos s indstrias que vo reciclar o material. Goinia, em Gois, conta com o primeiro ncleo industrial de reciclagem do Pas. uma usina capaz no apenas de separar o lixo: poder transformar o lixo orgnico em adubo e vender sucata de papel, plstico, metais e vidro. O ncleo comea funcionando com 25 toneladas dirias, em um turno, mas dever chegar a 150 toneladas, em trs turnos, quando estar processando cerca de 7% do lixo urbano de Goinia. Ao todo, j foram aplicados no Ncleo Industrial de Reciclagem mais de R$ 1 milho. O Brasil produz 241.614 toneladas de lixo por dia. Desse total, 76% so depositados a cu aberto em lixes, 13% em aterros controlados, 10% so despejados em aterros sanitrios, 0,9% compostado em usinas e 0,1% incinerado. Brasil perde milhes sem reciclar o lixo O Brasil perde anualmente cerca de R$ 4,6 bilhes por no aproveitar a totalidade do potencial de reciclagem do lixo domiciliar. A falta de incentivo torna economicamente invivel grande parte das iniciativas de prefeituras e ONGs para programas de coleta seletiva e reciclagem. O clculo foi feito pelo economista Sabetai Calderoni, em tese de doutorado defendida na USP e que deu origem ao livro Os Bilhes Perdidos no Lixo. Segundo Calderoni, a indstria organizou sucateiros e consegue um ganho de R$ 1,2 bilho por ano, valor que poderia ser ainda muito superior. Dinheiro Perdido no Lixo O que se perde nos aterros e lixes do Pas VIDRO - A produo de vidro pela reciclagem reduz em 20% a poluio do ar e em 50% a poluio da gua relacionadas produo. LATA DE ALUMNIO - A reciclagem de uma lata de alumnio d origem a uma nova lata de alumnio, economizando energia suficiente para deixar acesa uma lmpada de 100 watts por 20 horas. PAPEL - Uma tonelada de papel reciclado economiza 10 mil litros de gua e evita o corte de 17 rvores. PLSTICO - Cada 100 toneladas de plstico reciclado economiza 1 tonelada de petrleo. LIXO - A incinerao de 10 mil toneladas de lixo cria um emprego, o aterramento da mesma quantidade cria seis empregos e a reciclagem desse montante de lixo cria 36 empregos. Os governos federal, estaduais e municipais no investem na reciclagem por falta de percepo global para o planejamento, que reduziria a necessidade de importao de petrleo e os gastos com eletricidade. Os Estados ganhariam com a economia de gua e de controle ambiental e os municpios reduziriam seus custos com a destinao final do lixo e manuteno dos aterros. Com isso, o Pas acaba perdendo recursos naturais e energia eltrica, sem contar os custos ambientais e de sade decorrentes da disposio inadequada dos resduos. Uma nica lata de alumnio pode produzir uma outra idntica, e a energia economizada seria suficiente para manter ligada uma lmpada de 100 watts por 20 horas ou uma televiso por 3 horas. No caso do papel, a reciclagem de uma tonelada resulta em uma economia de 50% de energia eltrica e de 10 mil litros de gua, alm de evitar o corte de 17 rvores. Ao longo dos anos, o Brasil tornou-se um grande reciclador de materiais como alumnio e papelo, mas continua reciclando pouco plstico __ cujo valor de mercado da sucata muito baixo __ e ao. Isso porque os materiais que tm melhor relao de valor no item peso acabam sendo mais negociados. Outro entrave ao desenvolvimento da indstria da reciclagem que a percepo da necessidade de preservao ambiental ainda tnue na sociedade brasileira. Uma pesquisa realizada pelo Procon de So Paulo mostrou que apenas um em cada sete cidados paulistanos diz separar material para reciclagem. E somente 10% consideram a separao dos resduos como uma contribuio pessoal para a futura soluo do problema do lixo. Segundo Jaime Caetano Jr., da ONG Recicla Brasil, o homem urbano quer preservar o meio ambiente, mas se v muito longe do seu alvo, sem levar em conta que a sua prtica dentro de casa tambm pode contribuir. Para ele, parte dos ganhos da indstria e do governo com a reciclagem poderiam ser repassados aos consumidores, incentivando a separao do lixo domstico. Com o valor agregado da economia em todo o processo, as prefeituras poderiam subsidiar os edifcios que separam seu lixo para reciclagem, sugere. O problema da falta de viabilidade econmica reflete-se tambm na posio da indstria, que quem tem os maiores ganhos com a reciclagem. Para o diretor-executivo da Associao Brasileira da Indstria do Plstico (Abiplast), Ronald Caputo, existe o interesse econmico por trs de tudo, pois ao encontrar um valor para o resduo, se estimula tambm o processo de coleta. Para o plstico, diz ele, o valor de mercado da sucata ainda muito baixo. Por isso, em 1995, o ndice de reciclagem do plstico foi de apenas 12%.