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Assunto: Reciclar para a Vida
País: Brasil
Fonte: http://sobrelixo.awardspace.com/reciclarpara.php
Data: 9/2010
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
No preciso ser nenhum cientista ambiental ou ecologista, para percebermos que a deteriorizao do meio ambiente um fato presente e uma realidade dolorosa dos nossos dias; para isso basta ligarmos a televiso ou caminharmos pelas ruas das grandes cidades. Alm disso, tambm no necessrio ser um cientista social para visualizarmos a degradao da condio humana dessas mesmas cidades. A pergunta que se coloca : existir correlao entre esses dois fatos? Ser que a moderna cincia apenas consegue apontar os problemas do atual momento histrico da humanidade, porm incapaz de indicar rumos ou alternativas para resolver os problemas bsicos da sobrevivncia humana? O desdobramento histrico da revoluo industrial parece apontar para um paradoxo: como sobreviver um modelo de desenvolvimento baseado na explorao de recursos naturais sem autosustentao e desconhecendo as mais elementares noes dos processos ecolgicos? A esse claro paradoxo, a economia de mercado comea a responder sobre a forma academicamente conhecida como os trs erres: (R)eduo; (R)eaproveitamento e; (R)eciclagem. Defini-se "Reduo" como a introduo de novas tecnologias na explorao, transporte e armazenamento das matrias-primas, com o objetivo de reduzir ou, se possvel, eliminar o desperdcio dos recursos retirados do planeta. J "Reaproveitamento" a reintroduo no processo produtivo, de produtos j no mais apropriados para o consumo, visando a sua recuperao e recolocao no mercado, evitando assim, o seu encaminhamento para o lixo. O "erre" denominado "Reciclagem", consiste na reintroduo, no processo produtivo, dos resduos, quer esses sejam slidos, lquidos ou gasosos para que possam ser reelaborados, dentro de um processo produtivo, gerando assim um novo produto. O objetivo , tambm, evitar o encaminhamento destes resduos para o lixo. Os processos produtivos podem ser considerados do ponto de vista econmico ou cultural. Os trs erres, na verdade, se propem ativar as propriedades sistmicas do ciclo produtivo, de forma que cada vez mais, o lixo potencial seja transformado em insumo substituindo, at o limite do possvel, as preciosas matrias-primas naturais. Desses trs erres, acreditamos ser a reciclagem a opo que pode impactar, sobremaneiramente e a curtssimo prazo, a qualidade de vida ambiental e humana, tendo em vista que a sua adoo no s gerar direta e indiretamente empregos, bem como, na outra ponta, evitar todos os problemas e custos ambientais, sociais e de sade da populao. As experincias de sucesso de vrias organizaes brasileiras, conseguidas com a uma poltica de tratamento de resduos, que desenvolvem programas ou projetos para utilizao de materiais reciclados, ou sistemas de coleta seletiva, sejam estas privadas ou pblicas, necessitam ser multiplicadas com o objetivo de reproduzir as mesmas experincias, em outros ambientes, e assim gerar uma massa crtica suficiente para que se possa alterar as culturas organizacionais, e se estabelecer um novo padro, ou patamar de gerenciamento empresarial. A Xerox do Brasil tem desenvolvido, dentro de uma poltica ambiental clara, programas, projetos e atividades visando o objetivo de um desenvolvimento sustentvel. Podemos inclusive nos utilizar do exemplo dessa organizao para demonstrar como a tecnologia disponvel pode tornar a vida do cidado comum, mais fcil e confortvel. Porm o mais importante, so as respostas que a cincia aplicada tem trazido para os problemas enfrentados pela humanidade. Neste ponto, o emprego de tecnologia de ponta nos processos de recicladores tem permitido que novos materiais pudessem ser includos no rol dos passveis de reciclagem, inclusive minimizando os custos de antigos processos. Por ltimo devemos considerar que a globalizao dos meios de comunicao de massa, atingida atravs da Internet, repercute por toda a humanidade de maneira ainda difcil de ser avaliada. Porm, certamente, a troca livre de informaes e conhecimento enriquece qualquer pesquisa acadmica, permitindo o intercmbio de dados e experincias. de Tapscott (The Digital Economy, 1995) o conceito de que "a nova economia ser uma economia do conhecimento baseada na aplicao do conhecimento humano a tudo que produzido nela. Nessa nova economia, mais e mais seu valor agregado ser criado pelo crebro ao invs do brao". Objetivo: Lanar uma linha de pesquisa de Reciclagem, no sentido de estudar e pesquisar a legislao e as diversas experincias com resultados positivos alcanados, quer pelos rgos governamentais, quer por organizaes privadas, com enfse na poltica empresarial desenvolvida. Alm disso, objetivamos divulgar atravs da Home Page da Reciclagem, http://www.unb.br/admin/hpr.htm todo o conhecimento adquirido durante a fase de pesquisa, com o intuito de gerar um corpo de conhecimento acessvel a qualquer pessoa ou organizao. Motivao: Um dos seguros indicadores do nvel de qualidade de vida de uma populao pode ser mensurado atravs do respeito aos diversos ecossistemas em que o Homem se encontra inserido. H alguns anos, a prioridade do empresariado, era exclusiva com o mercado, a produtividade e o lucro. A presso social por condies ambientais humanamente dignas, vem fazendo com que as organizaes percebam que seus produtos no podem deixar de atender aos anseios do seu pblico-alvo. A busca de alternativas que organizem a sociedade de forma a equacionar a necessidade de crescimento econmico, porm com o objetivo de melhoria constante da qualidade de vida atravs de uma poltica ambiental no agressiva e preservacionista, sem dvida um grande motivador. Verificar a possibilidade de integrao harmnica, em empresas privadas, das noes de desenvolvimento sustentvel e da busca do lucro e da produtividade como conseqncia de sua estratgia apoiada numa viso do ecossistema, que a tese defendida por Moore (The Death of Competion, 1996) tambm transforma-se num enorme desafio. Em sua proposta estratgica para a era dos ecossistemas de empresas, Moore apresenta sua metfora ecolgica alicerada pelas experincias nas florestas secas da Costa Rica, onde por mais de trs milhes de anos, novas espcies tem chegado e as sobreviventes, ou nativas, dependem da vigorosa defesa de seus nichos, ou habitats, atravs da qual desenvolvem e aperfeioam seus nveis de proteo. A interferncia humana no sentido de priorizar a sobrevivncia das espcies nativas, busca controlar o nmero de espcies exticas, ou externas, que conseguem se estabelecer. A capacidade de recuperao do ecosistema da floresta Costa Ricense, demonstrada pelo sucesso das iniciativas ambientalistas iniciadas em 1971, que, segundo os estudos, conseguiram reestabelecer o equilbrio floresta durante os prximos 50 anos. O que Moore aponta (ele compara a situao no Hawaii e na Costa Rica) que os ecosistemas diferem na sua capacidade de recuperao. A proposta estratgica de Moore de que os empresrios mudem sua percepo e adotem uma viso onde se vejam eles prprios parte de um ecosistema muito semelhante da forma que os organismos biolgicos participam do ecosistema que os hospeda e guarda. Acredita assim que ao invs de pensar em sua empresa ou seu cliente, a estratgia de pensar em seu ecosistema ser uma estratgia vencedora. Adequao deste projeto a essa estratgia consiste em pensar no ecosistema e assim difundir o conhecimento gerado pelo estudo e pesquisa, consubstancia-se na possibilidade de, atravs da Internet, difundir inovaes tecnolgicas e polticas governamentais ecologicamente corretos e empresarialmente bem sucedidos. Estado da Arte: A Ecologia vem deixando as trincheiras radicais do pioneirismo dos intelectuais "verdes", para transformar-se em desafio social imenso e aceito cada vez de modo mais amplo. Isto ocorre em todos os nveis: sociais, econmicos, polticos e acadmicos, onde buscam-se solues que possam devolver a perspectiva de um meio-ambiente saudvel o suficiente para a manuteno da qualidade de vida humana. As polticas de desenvolvimento econmico sustentvel ainda no deixaram totalmente as pranchetas dos ecologistas sonhadores, faltando superar as dificuldades inerentes de um sistema econmico e social baseado na explorao irracional de recursos, de consumo desenfreado e de uma cultura "do descartvel". Metodologia: Reviso Bibliogrfica, que ser desenvolvida sob trs prismas: 1. Governo - buscando levantar a legislao pertinente e os projetos-de-lei em trnsito na esfera governamental e os rgos estatais responsveis pelo cumprimento. Alm disso, levantar e identificar as polticas governamentais, internacionais e nacionais, para o setor e projetos desenvolvidos ou amparados pela esfera do Governo brasileiro. 2. Empresariado - levantar o material existente sobre as atividades de reciclagem das mais diversas empresas, organizando-se sobre seis diferentes enfoques: .empresas cuja atividade constitui-se basicamente da explorao dos recursos naturais; .empresas que produzem materiais essenciais para o atual modelo de desenvolvimento, mas cujo processo produtivo ou seus respectivos resduos so de difcil absoro pelo meio ambiente; .empresas que buscam apenas manter uma imagem de ecologicamente corretas; .empresas que buscam mudar sua cultura devido a uma conscincia ecolgica assumida e aceita; .empresas preocupadas em obter a certificao ISO 14.000, como vantagem competitiva; .empresas do setor do "ecobusiness". 3. alm disso, levantaremos todo o material disponvel existente no CEMPRE - Compromisso Empresarial para a Reciclagem. Entidade sem fins lucrativos, sediada em So Paulo que congrega vrias grandes, mdias e pequenas empresas comprometidas com o ideal de trabalhar com polticas e materiais reciclados. Pesquisa pela Internet - a fim de buscar um intercmbio com outros trabalhos desenvolvidos a nvel nacional e internacional. Experincias j implementadas so de interesse para o nosso grupo de pesquisa. Pesquisa de Campo - Constar de estudo das polticas, programas, projetos e atividades desenvolvidas especificamente pela Xerox do Brasil. Dar continuidade ao projeto "Home Page da Reciclagem", pgina na Internet, j mencionada e instalada por esta equipe, como parte de trabalho extraclasse da disciplina de Administrao de Recursos Materiais no ano de 1996, hoje com mais de 4.000 visitas, que tem como objetivo difundir todas as informaes e conhecimentos adquiridos durante as pesquisas (bibliogrfica e de campo), bem como estimular a contribuio de outros pesquisadores que desejem adicionar conhecimento atravs do intercmbio de experincias. Distribuio: Os trabalhos estaro distribudos da seguinte forma: entre os alunos pesquisadores: ao primeiro pesquisador: 1. Reviso Bibliogrfica: Governo - buscando conhecer os protocolos e acordos internacionais e nacionais, levantando, tambm a legislao pertinente e o projetos-de-lei em trnsito na esfera governamental. Alm disso, identificar as polticas governamentais para o setor e os projetos desenvolvidos ou amparados pelo Governo brasileiro. Empresariado - buscando normas e regulamentos internos que balizem o comportamento ambiental, particularmente no que tange reciclagem. Particularmente sero estudas as legislaes internas utilizadas pela Xerox do Brasil. 2. Pesquisa de Campo: Governo - buscar informaes nos rgos governais, buscando definir as aes prticas do estado na busca de uma melhora na qualidade ambiental. Sociedade Civil - buscando aes implementadas no que tange preservao do meio-ambiente, desenvolvidas por federaes e associaes civis e por organizaes no-governamentais-ONGs. Empresariado - pesquisa de campo sobre as polticas, projetos, programas e aes empresariais bem-sucedidas na utilizao e tratamento de resduos produtivos. Particularmente ser estudada a Xerox do Brasil. 3. tratar todos os dados obtidos, objetivando concluir o trabalho atravs de um corpo de estudo acadmico. ao segundo pesquisador: 1. Reviso Bibliogrfica na Internet: Governo - buscando conhecer os protocolos e acordos internacionais e nacionais, levantando, tambm a legislao pertinente e o projetos-de-lei em trnsito na esfera governametal. Alm disso, identificar as polticas governamentais para o setor e os projetos desenvolvidos ou amparados pelo Governo brasileiro. Empresariado - buscando normas e regulamentos internos que balizem o comportamento ambiental, particularmente no que tange reciclagem. Particularmente sero estudas as legislaes internas utilizadas pela Xerox do Brasil. 2. Disponibilizar todo o material levantado, quer este tenha sido obtido atravs de Reviso Bibliogrfica tradicional, ou pela Internet; quer seja todo o material organizado atravs da pesquisa de campo 3. tratar todos os dados obtidos, objetivando concluir o trabalho atravs de um corpo de estudo acadmico. Bibliografia: A Questo Ambiental - o que todo empresrio precisa saber; Edio Sebrae; 1996; 2 edio; 145 pginas. Conferncia das Naes Unidas Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - Agenda 21; Centro Grfico do Senado Federal; Braslia; 591 pginas. Kapra, Franz e Outros; Gerenciamento Ecolgico - Ecomanagement; Editora Cultrix/Amana; So Paulo; 1993; 203 pginas. Pdua, Jos Augusto e Lago, Antnio; O Que Ecologia; Coleo Primeiros Passos, Editora Brasiliense; 1995; 12 Edio; So Paulo; 108 pginas. Publicaes do CEMPRE - Compromisso Empresarial para a Reciclagem: Srie: Cadernos de Reciclagem Coleta de Papel no Escritrio O Papel das Prefeituras Coleta Seletiva nas Escolas A Contribuio da Indstria A Contribuio das ONGs Compostagem: A Outra Metade da Reciclagem Manuais: Reciclagem & Negcios Recicladora de Plstico Recicladora de Papel de Jornal Coleta Seletiva e Sucateiro Fichas Tcnicas: Papel de escritrio, papel ondulado, plstico filme, lata de alumnio, lata de ao, vidro, plstico rgido, pneus e embalagens cartonadas. Reinfeld, Nyles V.; Sistemas de Reciclagem Comunitria - do projeto a administrao; Editora Makron Books; So Paulo, 1994, 258 pgs. [Fonte] Desconhecida