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Assunto: LIXO ESPACIAL 3
País: Brasil
Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-reciclagem/lixo-espacial-1.php
Data: 2/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-reciclagem/lixo-espacial-1.php
Curiosidade (texto):
O estgio do foguete russo que caiu na Bahia e o satlite italiano de experimentos com raio X, BeppoSax, que se desintegrou sobre o Pacfico, no so excees. Eles so parte de uma rotina de 3 a 4 artefatos espaciais que mensalmente entram na atmosfera terrestre e atingem a superfcie. No incio da noite de 30 de abril, por exemplo, caiu tambm um estgio do foguete francs Ariadne 3, na zona equatorial, e at o fim do ano outros 20 devem se transformar em bolas de fogo e riscar os cus semelhana dos meteoros. Todos estes objetos integraram foguetes, satlites ou plataformas espaciais e, depois de se tornarem inativos, permaneceram em rbita, como lixo espacial. Eles se mantm em rbita at perderem velocidade e serem atrados pela gravidade da Terra. Quando entram na atmosfera, ficam incandescentes e, em geral, se desintegram, em razo do atrito com o ar. Monitorados Alguns objetos podem atingir 400 km/h durante a queda e chegar a mil graus. Estima-se que existam, atualmente, cerca de 200 mil fragmentos girando em torno da Terra, dos mais variados tamanhos: de luvas de astronautas ou chaves de fenda, perdidas durante consertos espaciais, a engradados de alimentos ou pedaos de aparelhos obsoletos colocados para fora da estao Mir, at a prpria estrutura da Mir, que pesava 120 toneladas e entrou na atmosfera de forma controlada, em maro de 2001, caindo no Atlntico Sul. Os 10 mil objetos maiores so permanentemente monitorados e, quando esto na iminncia de cair, tm sua trajetria estimada e s vezes corrigida, direcionada para os oceanos ou zonas pouco povoadas. O monitoramento feito principalmente pelos militares norte-americanos e russos, responsveis pela maior parte do lixo de grande porte circulando em rbita. Quando h chance de os continentes serem atingidos, as autoridades das possveis zonas de impacto so alertadas. nibus espaciais so alertados O maior congestionamento est acima dos 600 quilmetros de altura, embora a faixa onde circulam os nibus espaciais, entre 300 e 600 km, tambm precise ser observada sempre que h astronautas em rbita. Diversas vezes, os nibus espaciais so instrudos a ganhar ou perder altura para desviar do lixo. Um pequeno fragmento em rbita pode estar viajando a velocidade impressionante, em torno de 28 mil km/h, sendo capaz de rasgar uma espaonave ou satlite como papel. H vrios casos de satlites atingidos que ficaram parcial ou totalmente inutilizados com a coliso. O excesso de lixo espacial chega a atrapalhar estudos astronmicos, ao causar interferncias em fotografias cientficas de longa exposio, conforme relata o astrnomo Jlio Lobo, do Observatrio de Capricrnio, em Campinas (SP). Quando caem, costumam ser confundidos com meteoros. "Mas se h uma filmagem, como a do estgio do foguete russo no ltimo fim de semana, fcil distinguir um objeto artificial de um meteoro", comenta. Segundo Lobo, os meteoros geralmente caem como um pedao nico com um rastro incandescente menor. Os objetos artificiais logo se fragmentam em vrias partes, cada uma com um rastro, chegando superfcie como uma chuva de pequenos pedaos. H casos, ainda, de objetos que ricocheteiam na atmosfera antes de serem irremediavelmente atrados pela gravidade, aparecendo como bolas de fogo de estranhas trajetrias, erroneamente identificadas como vinis. A maioria dos grandes fragmentos que chegam superfcie sem se desintegrar no oferece risco maior do que o impacto da queda. Mas h uma minoria que merece ateno redobrada: os tanques de combustveis. Costumam ser esferas de material muito resistente e atravessam a atmosfera intactos. Se levam o combustvel mais comum dos foguetes - a hidrazina -, o risco de contaminao baixo. Conforme explica o engenheiro Carlos Santana, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsvel pela montagem dos primeiros satlites brasileiros, "resta muito pouca hidrazina depois de o objeto atravessar a atmosfera, e os resduos, embora txicos, so neutralizados com gua". O problema com o combustvel de algumas dezenas de satlites espies russos e norte-americanos, que nuclear (plutnio), assim como o de alguns estgios de propulso de satlites ou sondas para as chamadas pesquisas de deep space, ou seja, naves com destinos longnquos, que precisam ser impulsionadas no meio do caminho. Tanques de combustve is nucleares j caram em terra, como foi o caso de um satlite espio russo que atingiu o Canad. "E h ainda o risco de contaminao de detritos de baterias, que contm diversos tipos de cidos", acrescenta Santana. (LJ) Pedaos j caram no Brasil Carlos Santana, do Inpe, lembra que h uma resoluo das Naes Unidas recomendando que todos os satlites artificiais tenham uma reserva de combustvel para alteraes de trajetria, caso ameacem cair em zonas povoadas, assim como comandos que permitam desligar suas funes em caso de interferncia com as comunicaes. "Mas so resolues no-mandatrias e nem todos as acatam", diz. Embora a probabilidade seja baixssima, alguns pedaos acabam atingindo casas e pessoas. Um caso que desafia as estatsticas ocorreu em 1969, quando um fragmento de 30 centmetros do foguete norte-americano Saturno, usado no lanamento da Apolo 11, atingiu um barco alemo em alto-mar. Em 1997, pedaos do foguete Delta 2 se espalharam entre o Texas e Oklahoma, nos Estados Unidos, e um fragmento de isolante trmico atingiu uma mulher na cidade de Turley, sem causar ferimentos graves. No ano passado, uma esfera de titnio do foguete francs Ariadne 3 caiu sobre uma casa em Kasambya, na Uganda. No Brasil, j caram diversos destes pedaos grandes. Entre os mais famosos esto: uma esfera de combustvel (hlio) de um foguete Saturno, com 1 metro de dimetro, que caiu na costa Norte e foi recuperada por pescadores, e placas de metal de 10 a 12 cm, que atingiram o rio Negro, no Amazonas, ambos em 1966. E os fragmentos de um satlite chins recuperado em Itapira, interior de So Paulo, em 1995. (LJ) Fonte: an.uol.com.br LIXO ESPACIAL Em vista da crescente conscientizao das questes ambientais, o meio ambiente acabou sendo dividido em : meio ambiente fsico, meio ambiente natural, meio ambiente cultural e meio ambiente do trabalho. E o meio ambiente fora da Terra, ou seja o ambiente estelar? Pode ser objeto de classificao neste sentido? A resposta afirmativa, pois o ambiente extraterrestre ou espacial tem relao direta com o ambiente dos corpos celestes como os planetas, pois o desequilbrio do ambiente espacial trar conseqncias desastrosas vida na Terra. Evidentemente as foras que regem os astros esto fora de controle do ser humano, mas em se tratando de ambiente espacial prximo a Terra, o ser humano pode ter responsabilidade por alguns danos, j que com o aumento da explorao espacial j h muito "lixo espacial" girando ao redor do nosso planeta, colocando em risco nossas cidades e mesmos reas rurais e naturais, pois a queda de um destes artefatos pode causar danos as nossas cidades e/ou as pessoas ou animais que entrem em contato com eles em vista da radioatividade que pode existir em alguns casos. Inclusive j est havendo preocupao da NASA e do Escritrio da ONU para Assuntos do Espao Exterior com os detritos espaciais, mais exatamente o lixo espacial, que pode colocar em risco as naves e satlites artificiais, devido a possveis colises. Na verdade j est havendo uma crescente preocupao com a forma com que estamos explorando o espao, percebendo que o lixo que deixamos em nossas exploraes pode vir a ser perigoso. Dessa forma, entendemos que a questo do ambiente espacial deve comear a ser pensado, como um problema ambiental. Assim, o conceito de meio ambiente espacial, sua importncia e necessidade de preserv-lo, j uma questo presente e de importncia, merecedora de ateno dos pases, principalmente aqueles que tm investido e o explorado. Explorao espacial As exploraes espaciais j remontam algumas dcadas e se iniciaram com o envio das sondas espaciais, que no eram tripuladas, posteriormente surgiram as estaes espaciais. As sondas eram enviadas por foguetes que acabavam deixando muito lixo espacial, j que apenas alguns pedaos das naves eram recuperadas. Depois surgiram os vos tripulados. Sondas espaciais: naves no tripuladas que tm como objetivo fazer estudos e experimentaes cientficas, sendo que a grande maioria delas acaba no voltando terra, perdendo-se no espao aps cumprir sua misso. Satlites artificiais: so artefatos espaciais de grande tecnologia utilizados para comunicao, previses climticas, entre outros. Ficam girando ao redor da Terra ou so estacionrios a grande altura. Muitos podem ser vistos sem auxlio de telescpios, principalmente a noite, quando passam brilhando como uma estrela. Estaes espaciais: so enormes naves espaciais que ficam permanentemente no espao e so utilizadas por astronautas que so enviados a elas pelos nibus espaciais. So grandes laboratrios de pesquisa cientfica, pois coletam inmeras informaes e remetem base na terra. A estao espacial Skilab, a primeira lanada pelos EUA, ficando seis anos em rbita e a estao espacial russa Mir, ficou 15 anos. nibus espaciais: veculo espacial que tem como finalidade transportar astronautas e equipamentos cientficos para viagens espaciais, bem como para levar e trazer astronautas s estaes espaciais. Estes veculos diferem dos demais, pois ao voltar terra aterrizam da mesma forma que um avio, sendo assim reutilizados para novas viagens, podendo chegar ao total de 100 viagens. Tratados e Convenes principais - "Tratado do espao csmico" adotado pela ONU em 19.12.66, que entrou em vigor em 10.10.67, foi aprovado pelo Brasil pelo Dec.Leg. 41, de 02.10.68 e promulgado pelo Dec.64.362, de 17.04.69 (DO,22.4.69); - Conveno sobre responsabilidade Internacional por Danos Causados por Objetos Espaciais, de 20.3.72, que estabelece a responsabilidade objetiva em casos de danos por acidentes no espao. Isto est criado campo para o surgimento de um novo ramo. Curiosidades sobre o tema - Em 1961, o russo Yuri Gagarin foi o primeiro homem a ser lanado em rbita da Terra. - Em 20.7.69, a nave Apollo-11 chega a lua e Neil Armstrong e Edwin Aldrin descem e caminham na superfcie da Lua, em uma das maiores conquistas da humanidade. Os fatos foram televisionados para quase todos os pases do mundo. - Desde 1998 est sendo construda a Estao Espacial Internacional (ISS), que est prevista para 2006, projeto desenvolvido por 16 pases. - Sondas espaciais esto a caminho e/ou visitando alguns planetas de nosso sistema solar, fornecendo imensurveis informaes. - 2.003: A sonda espacial WMA- Wikinson Microwar Anisotropy Probe, que est em rbita a um milho e meio de quilmetros da Terra e que tem como misso mapear o Universo, obteve fotos que mostram ter o Universo cerca de 13.700 milhes de anos. Principais acidentes com naves espaciais: - 1967 : a nave Apollo-1 pega fogo. Morrem os trs astronautas; - 1967: a nave espacial Soyuz-1, ao voltar a terra os para-quedas no funcionam. Morre seu nico astronauta. - 1970: devido a exploso em um tanque de combustvel a nave Apollo-13, teve que voltar terra. Os astronautas voltam ilesos. - 1986: Morrem os sete tripulantes da nave espacial Challenger que explodiu pouco depois de seu lanamento. - 2003: o nibus espacial Columbia explodiu quando voltava para a terra, matando seus tripulantes. Fonte: www.aultimaarcadenoe.com