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Assunto: LIXO ESPACIAL 5
País: Brasil
Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-reciclagem/lixo-espacial-2.php
Data: 2/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-reciclagem/lixo-espacial-2.php
Curiosidade (texto):
Desde 1957 o homem vem lanando objetos no espao, sejam foguetes ou satlites. A televiso ao vivo, a previso do tempo, o sensoriamento remoto: tudo isso s possvel por causa das atividades espaciais. Hoje os lanamentos so feitos com uma freqncia muito grande, no apenas por Estados, mas tambm por empresas privadas. J existem nove mil fragmentos de lixo espacial sobre a Terra, totalizando mais de cinco mil toneladas de material intil. E essa quantidade tende a crescer cada vez mais, como alertam dois cientistas da Nasa. Em artigo publicado na Science de 20 de janeiro, Jer-Chyi Liou e Nicholas Jonhson demonstram que, mesmo que no seja feito mais nenhum lanamento, a quantidade de fragmentos que paira sobre a atmosfera terrestre vai aumentar. Ainda que lixo proveniente de exploses e de misses ainda em andamento tenda a diminuir, as colises entre os objetos j em rbita sero cada vez mais freqentes e devem poluir ainda mais o espao. Esses eventos representam um perigo real: os fragmentos resultantes desses choques viajam com uma velocidade suficiente para fazer um buraco numa espaonave ou inutilizar um satlite. Trs colises de grande impacto foram catalogadas entre 1991 e 2005. Os autores calculam que, por volta de 2055, os fragmentos provenientes de colises sero mais numerosos que os provenientes de objetos inativos e os cientistas alertam que a situao pode ser ainda pior do que indicam as previses. Entre 30 e 70 lanamentos so feitos por ano. Os satlites tm uma vida til de aproximadamente doze anos e os foguetes so lanados em etapas nas quais deixam um rastro de rejeitos que, se no carem na Terra, vo virar lixo espacial. Em todo o mundo cientistas trabalham em busca de uma soluo para o problema a Nasa, por exemplo, tem um Programa de Lixo Espacial, coordenado por Johnson. No entanto, ainda no foi descoberto um mtodo eficiente e economicamente vivel para remover o lixo. Muitas medidas foram desenvolvidas para atenuar o problema, mas isso no o suficiente para resolv-lo, afirmou Liou em entrevista CH On-line. Para limitar melhor o aumento do lixo, preciso uma remoo ativa dos objetos do espao, o que requer um esforo conjunto de Estados e empresas. Quem vai pagar? Localizado na Califrnia, o radar acima capaz de detectar objetos de at 2 mm em altitudes abaixo de 1000 km.Uma alternativa para contornar o problema seria colocar os objetos lanados em rbitas mais altas, para que no causem acidentes. O impasse que essas operaes custam muito caro e no oferecem nenhum retorno financeiro. Quem vai gastar?, indaga Jos Monserrat Filho, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Direito Aeroespacial. Monserrat explica que as atividades espaciais so por tratados elaborados pelo Comit Para Uso Pacfico do Espao Exterior, ligado Organizao das Naes Unidas. A questo do lixo espacial j foi discutida por especialistas e a Frana tenta colocar o assunto em pauta h dois anos. Apesar disso, os assuntos s entram na pauta se houver uma aceitao consensual e existem muitos interesses em jogo. Pases desenvolvidos como os Estados Unidos no querem que as normas fiquem rgidas a ponto de complicar a vida de suas empresas, explica Monserrat. Para os pases em desenvolvimento no vantagem pensar no assunto, porque uma legislao rgida vai encarecer a atividade espacial. Regras que controlem o lixo espacial como o uso de materiais mais leves e de desintegrao mais rpida provavelmente tornaro a atividade mais cara. Por enquanto no existe nenhuma regra que considere a existncia do lixo espacial, afirma Monserrat. Esse conceito sequer existe na legislao. A situao pode gerar impasses: se, por exemplo, uma coliso inutilizar um satlite, quem ir pagar pelo dano? A no ser que o lixo possa ser reconhecido, ningum poder ser responsabilizado. J existem algumas diretrizes nos vrios tratados de direito espacial, mas nada especfico. Fonte: cienciahoje.uol.com.br