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Assunto: LIXO ESPACIAL 6
País: Brasil
Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-reciclagem/lixo-espacial-2.php
Data: 2/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-reciclagem/lixo-espacial-2.php
Curiosidade (texto):
Nestes ltimos 40 anos desde o lanamento do satlite artificial sovitico Sputnik, em 4 de outubro de 1957 , cerca de dezoito mil objetos produzidos pelo homem foram colocados em orbita da Terra. At recentemente existiam cerca de dez mil objetos de grande e mdio portes ao redor do planeta, alm de quarenta mil fragmentos. Estima-se que a quantidade desses detritos dever se multiplicar nos prximos vinte ano. E o mais preocupante que sete mil deles possuem dimenses superiores a vinte centmetros limite mnimo de visibilidade de um radar. Abaixo dessa medida, os objetos no podem ser detectados, apesar de se encontrarem numa regio muito prxima da superfcie. Se lembrarmos que a freqncia normal de lanamento de satlites de cem por ano ou mais, no prximo sculo a quantidade de detritos espaciais poder se tornar uma ameaa s atividades humanas no espao circunvizinho Terra, bem como um elemento prejudicial s observaes astronmicas feitas a partir da superfcie do planeta. At agora, a maior parte do lixo espacial responsvel por colises desastrosas com naves, satlites e astronautas se constituiu de fragmentos ou resduos oriundos da atividade pacifica, como satlites de comunicao, de estudos meteorolgicos, de levantamento de recursos naturais, etc.. Um exemplo de poluio acidental ocorreu quando o terceiro estagio do foguete francs Ariadne , lanado em novembro de 1986, explodiu, dando origem a 465 fragmentos de tamanho superior a 10 centmetros e a 2330 estilhaos de um milmetro a um centmetro. No entanto, nos ltimos anos, com o inicio dos testes com armas anti-satlites como o programa Guerra nas Estrelas, o problema do lixo espacial vem se agravando de modo assustador. Em testes realizados com um satlite destrudo por um mssil, cerca de 275 fragmentos puderam ser registrados por radares logo aps o impacto. Deve existir, porem, um numero muito mais elevado desses fragmentos, que no podem ser observados por serem muito pequenos. Outros testes dessa natureza granadas espaciais que, aps destrurem o satlite-alvo, deixam uma verdadeira nuvem de estilhaos girando em torno da Terra esto previstos nos programas militares das potncias atmicas. O programa Guerra nas Estrelas acabou sendo cancelado devido aos altos custos que o envolviam, mas recentemente os EUA desenvolveram um programa semelhante, com custos mais baixos, mas que provocam o mesmo problema do lixo espacial, embora a uma orbita mais baixa. Segundo a ultima estimativa norte-americana, existem cerca de 3,5 milhes de resduos metlicos, lascas de pintura, plsticos, etc.. de dimenses inferiores a um centmetro, orbitando no espao prximo. Esta cifra cai para 17.500 com relao aos objetos entre um e dez centmetros, e a 7000 para os detritos de tamanho superior. Quase trs mil toneladas de lixo espacial flutuam a menos de duzentos quilmetros do solo. De acordo com a NASA, este numero, j assustador, devera se duplicar antes do ano 2010. At l, e mais alem, os fragmentos vo continuar como um perigo em potencial, pois na velocidade com que orbitam 15 mil, 20 mil ou 30 mil quilmetros por hora se transformam em formidveis projeteis, que ameaam todos os objetos com que possam vir a se chocar. A maior parte do lixo espacial poder provocar colises fatais com naves, sondas e satlites tripulados, numa ameaa s atividades dos astronautas. Existem vrios exemplos de veculos espaciais danificados por colises com detritos. Em 1982, um pedao de um foguete sovitico arranhou o nibus espacial Columbia. Uma caixa de instrumentos eletrnicos do satlite americano Solar Maximum, recuperada pelos astronautas num vo da Challenger, apresentava 160 perfuraes produzidas por lascas de tinta que viajavam velocidade orbital. Resduos orbitais danificaram tambm as clulas solares do satlite europeu GEOS-2, colocado em orbita pela ESA. Tambm sofreram danos o telescpio espacial Hubble, satlites de telecomunicaes, etc.. A media de objetos espaciais que reentram em nossa atmosfera da ordem de 33 a 35 por ms. Alias, todos os objetos lanados em orbita ao redor da Terra devero, um dia, retornar superfcie do planeta. Entretanto, muitos deles levaro centenas, milhares ou milhes de anos para cair. Ao contrario da idia difundida de que, sendo 2/3 da Terra cobertos por oceanos, a probabilidade de queda em regies continentais pequena, e em zonas densamente povoadas ainda muito menor, uma das quedas de resduos espaciais ocorreu justamente na rea urbana da cidade americana de Manitowoc, no estado de Winconsin. De fato, em 1962, o satlite sovitico Sputnik 4, ao reentrar na atmosfera, abriu uma cratera bem no centro comercial daquela cidade. Os pedaos encontrados estavam to quentes que os bombeiros tiveram de esperar algumas horas para recolh-los. Um dos maiores objetos espaciais que j reentraram na atmosfera foi o estagio do foguete Saturno II que lanou o Skylab, em 1973. Seu peso era de 38 toneladas, e a sua queda ocorreu em 1975, no Oceano Atlntico, ao sul dos Aores. Em 11 de marco de 1978, s 1h20min da madrugada, o terceiro estagio de um foguete sovitico reentrou na atmosfera em cima do Rio de Janeiro. O espetculo pirotcnico formado por inmeros fragmentos que brilhavam com uma luz intensamente azulada levou a maior parte dos observadores do acontecimento a acreditar ser aquilo uma frota de discos voadores. Na realidade, se a reentrada tivesse ocorrido minutos antes, o foguete teria cado na rea urbana do Rio e no no Oceano Atlntico, como aconteceu. Mas bem mais preocupante a queda de satlites portando substancias radioativas, como aconteceu com o Cosmos-954, um engenho militar sovitico que caiu prximo ao lago dos Escravos, no Canad, em janeiro de 79. Ele carregava um reator nuclear que alimentava o seu radar. Os americanos, que acompanhavam a trajetria do Cosmos atravs de sua rede de radares, quando compreenderam que os cientistas soviticos haviam perdido o controle da situao, lanaram um alarme atmico generalizado embora discreto para todas as capitais dos pases ocidentais. Infelizmente, esta no foi a primeira vez que um satlite portador de material radioativo atingiu a superfcie terrestre, e conhecem-se alguns casos. Um exemplo recente, envolveu a sonda Cassini, que portava uma carga de plutnio que seria usado para energizar a nave quando j estivesse longe o bastante do Sol para carregar as suas baterias solares, foi lanado h alguns anos atras, com vrios protestos da comunidade cientifica e de organizaes civis, temendo que a nave explodisse e liberasse uma chuva de plutnio sobre o planeta. Para se Ter uma idia da alta radioatividade do plutnio, uma gota desse material, jogada sobre a Baia do Guanabara, mais do que suficiente para tornar as guas imprestveis para consumo humano devido ao risco de cncer. Ou, para citar outro exemplo, recentemente, um navio japons, levando um carregamento de mais de trs toneladas de plutnio para processamento nas usinas nucleares japonesas, foi alvo de protestos mundiais, principalmente dos pases por onde o navio navegaria em mares territoriais. Se o navio sofresse um acidente e afundasse, a carga de plutnio, apesar de protegida por contineres e outras camadas protetoras, se vazasse, poderia dizimar toda a vida no planeta. Apesar dos protestos contra os lanamentos de satlites com reatores nucleares, no se acredita que eles deixem de ser postos em orbita. O mais lgico ser desenvolver mtodos de maior proteo. Um satlite em orbita menos perigoso que um reator na superfcie. Mas recentemente, esto testando um novo mtodo de propulso de sondas e satlites, usando propulso inica, como foi testado com o Deep Space. A soluo para o lixo espacial reside num projeto militar norte-americano que foi desenvolvido alguns anos atras, um laser de alta potncia que pode ser direcionado para atingir satlites em orbita a partir da superfcie terrestre, com alta preciso. Espera-se que este projeto seja usado para eliminar os detritos espaciais, ou seja, converter um projeto militar para fins pacficos e assegurar uma explorao mais segura do espao, sem pr em risco as atividades humanas. Fonte: www.bio2000.hpg.ig.com.br