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Curiosidades


Assunto: leo de resduos vegetais substitui o diesel poluidor
País: Brasil
Fonte: http://www.triangulomineiro.com/noticia.aspx?catNot=59&id=1069&nomeCatNot=Ci%C3%AAncia
Data: 3/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.triangulomineiro.com/noticia.aspx?catNot=59&id=1069&nomeCatNot=Ci%C3%AAncia
Curiosidade (texto):
Um novo combustvel de origem vegetal capaz de preservar o meio ambiente alvo de um projeto conduzido por pesquisadores do Ncleo Interdisciplinar de Planejamento Energtico (Nipe) da Universidade de Campinas (Unicamp). O potencial substituto do leo combustvel e do diesel chamado pelos engenheiros de bio-leo, material obtido a partir de um processo denominado pirlise rpida - a queima (degradao trmica) de resduos agrcolas de pequeno tamanho como bagao de cana, casca de arroz, capim, casca de caf e serragem. Nesse processo, a biomassa submetida a uma temperatura de 500 C em um reator, como explica o engenheiro qumico Jos Dilcio Rocha, pesquisador do Nipe e um dos responsveis pelo projeto. "O mrito do trabalho est em transformar os resduos agroindustriais slidos e de baixa concentrao energtica em um produto ambientalmente aceitvel, justamente em um pas rico em biomassa como o Brasil", avalia Rocha. Os subprodutos obtidos pelo processo so gases combustveis e finos de carvo vegetal. "O gs ser reinjetado no processo e o carvo tambm ter vrias aplicaes", explica. O bio-leo pode ter aplicaes na indstria alimentcia, como o sabor de defumado, alm de ser um combustvel limpo. Segundo Rocha, sua aplicabilidade tambm testada na composio de resinas fenlicas (aromticas). A diferena entre o bio-leo e o combustvel petroqumico est na qualidade ambiental que o primeiro proporciona. Como um material derivado de biomassa vegetal tem o ciclo de carbono fechado, ou seja, o gs carbnico (CO) emitido durante a sua queima absorvido pela planta durante o seu crescimento. J o uso dos derivados de petrleo apenas aumenta a concentrao de poluentes no ar. O projeto conta com a participao de doutorandos. A primeira tese defendida h um ms pelo pesquisador Edgardo Olivares Gomez, da Faculdade de Engenharia Agrcola (Feagri), teve como tema a eficincia no funcionamento do reator utilizado para a produo do bio-leo e o domnio da tecnologia. Coube a Gomez, ao lado do professor Luiz Cortez, seu orientador, estudar a hidrodinmica do processo e as caractersticas dos finos de carvo e a limpeza dos gases, medida que a qualidade do bio-leo depende da qualidade dos gases. O processo testado serviu tambm para avaliar a qualidade do carvo vegetal aproveitado na gerao de energia, que era a primeira proposta do projeto desenvolvido com bagao de cana. "A qualidade do bio-leo influenciada pela presena de carvo", avalia Gomez. A partir do equipamento utilizado em escala piloto instalado no Centro de Tecnologia Copersucar, em Piracicaba, no interior paulista, o doutorando Juan Mesa Prez, da Feagri, estuda o aumento de escala da tecnologia. "Para produzir bio-leo industrialmente necessrio quantificar o efeito de aumento de escala da planta na sua qualidade e rendimento", avalia. A planta, explica ele, consiste num prottipo de reator com capacidade de processar de 100 quilos a 200 quilos de biomassa por hora, com um aproveitamento de cerca de 60% para a produo de bio-leo e 40% em carvo fino e gases. At agora, um investimento de R$ 50 mil, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Fundao de Apoio Pesquisa do Estado de So Paulo (Fapesp), segundo Rocha, garantiu o desenvolvimento da planta piloto existente. O doutorando Luis Brossard Gonzlez, do curso de Planejamento Energtico da Faculdade de Engenharia Mecnica (Fem), estuda a viabilidade econmica do processo levando em conta o aumento de escala da planta, questes ambientais e a qualidade do produto. A produo de bio-leo a partir de recursos renovveis apresenta benefcios ambientais e sociais se comparados aos petroqumicos. Nas aplicaes em formulao de resinas fenlicas, o bio-leo pode substituir o fenol petroqumico em at 50%. Hoje, so consumidas 60 mil toneladas de fenol por ano no Brasil para esta aplicao. Diz Gonzlez que h s um fabricante de fenol no pas e seu preo de US$ 750 a tonelada. O bio-leo poder substitu-lo parcialmente com vantagens ambientais e de custos. Alguns compostos do bio-leo podem ser isolados e usados na qumica fina, necessitando de rotas qumicas definidas, e podem alcanar preos de at US$ 100 o quilo. Da agricultura orgnica transformao em bio-leo e carvo vegetal para aproveitamento energtico, o bagao de cana est entre os principais materiais renovveis. Em 2001, ano em que os brasileiros vivenciaram uma profunda campanha de racionamento de energia eltrica, este projeto coordenado pelo professor Lus Cortez, atual coordenador de Relaes Institucionais e Internacionais (Cori) da Unicamp e ex-coordenador do Nipe, destacou-se por apresentar alternativas de gerao de energia por meio de biomassa. um projeto desenvolvido em parceria com a Feagri, a Fem e o Centro de Tecnologia da Copersucar. O trabalho, j apresentado no congresso sobre derivados da cana realizado em Cuba, foi aceito em outros eventos nos Estados Unidos e Alemanha e poder ser conhecido no Agrener 2002, em outubro prximo. (JUnicamp)