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Assunto: Papel de escritrio
País: Brasil
Fonte: http://www.cempre.org.br/ft_papel_escritorio.php
Data: 3/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.cempre.org.br/ft_papel_escritorio.php
Curiosidade (texto):
O mercado para reciclagem No Brasil, a disponibilidade de aparas de papel grande. Mesmo assim, as indstrias precisam periodicamente fazer importaes de aparas para abastecer o mercado. Quando h escassez da celulose e o conseqente aumento dos preos do reciclado, as indstrias recorrem importao de aparas em busca de melhores preos. As importaes de aparas geralmente so marginais: em 2008 para um consumo de 3,8 milhes de toneladas de aparas, o pas exportou 3,5 mil toneladas (0,09%) e importou 20 mil toneladas (0,52%). No entanto, quando h maior oferta de celulose no mercado, a demanda por aparas diminui, abalando fortemente a estrutura de coleta, que s volta a se normalizar vagarosamente. No Brasil, h pouco incentivo para a reciclagem de papel. Porm, muito raro que as empresas mudem a receita de um papel reciclado para papel com celulose. Existem mudanas tcnicas que tornam difcil o processo. Nos Estados Unidos, mais da metade do papel de escritrio coletado pelas campanhas de reciclagem exportada. crescente o nmero de indstrias americanas que reutilizam papel de escritrio como matria-prima, barateando o custo da produo. Em muitos casos, porm, o custo da fabricao de papel reciclado pode ser maior do que a produo a partir da celulose virgem. O maior mercado o de embalagens. Quanto reciclado? 46% do papel que circulou no Pas em 2009 retornou produo atravs da reciclagem. Esse ndice corresponde aproximadamente 642.300 mil toneladas de papel de escritrio. No Brasil, existem 22 categorias de aparas - o nome genrico dado aos resduos de papel, industriais ou domsticos - classificados pelo Instituto de Pesquisas Tecnolgicas de So Paulo e pela Associao Nacional dos Fabricantes de Papel e Celulose. As aparas mais nobres so as "brancas de primeira", que no tm impresso ou qualquer tipo de revestimento. As aparas mistas so formadas pela mistura de vrios tipos de papis. A intensidade do processo de reciclagem de papel acentuadamente diferente, de acordo com as regies brasileiras onde se realiza. Nas regies Sul e Sudeste, onde se concentram as principais indstrias do Pas, as taxas de recuperao so altas, em So Paulo a taxa foi de 36%; Minas Gerais 12,3%; Rio de Janeiro 5,2%; Santa Catarina 20,2%; Paran 12,9%; Rio Grande do Sul 3,5% e os demais estados 10%. Conhecendo o material Papel de escritrio o nome genrico dado a uma variedade de produtos usados em escritrios, incluindo papis de carta, blocos de anotaes, copiadoras, impressoras, revistas e folhetos. A qualidade medida pelas caractersticas de suas fibras. Papis de carta e de copiadoras so normalmente brancos, mas podem ter vrias cores. A maioria dos papis de escritrio fabricada a partir de processos qumicos que tratam a polpa da celulose, retirada das rvores. Entretanto, papel jornal feito com menos celulose e mais fibras de madeira, obtidas na primeira etapa da fabricao do papel, e por isso de menor qualidade. Em 2007, no Brasil, o consumo per capita brasileiro de papel de escritrio foi um dos mais baixos do mundo, registrando apenas 44 quilos por habitante ao longo de um ano; enquanto nos Estados Unidos o mesmo ndice foi de 288 quilos por habitante ao longo de um ano. Qual o seu peso no lixo? Segundo a pesquisa Ciclosoft, realizada em 443 municpios brasileiros, o papel ondulado e o papel de escritrio correspondem a 39% do peso dos resduos na coleta seletiva municipal. Sua histria A reciclagem de papel antiga. Ao longo dos anos, o material mostrou ser fonte acessvel de matria-prima limpa. Com a conscientizao ambiental, para a reduo da quantidade de lixo despejado em aterros e lixes a cu aberto, os sistemas de reciclagem de papel evoluram. As campanhas de coleta seletiva se multiplicaram e aumentou a ao dos catadores nas ruas, que tm no papel usado uma fonte de sustento. E as limitaes? Diversidades de Classes de Papel O lixo derivado do papel de escritrio formado por diferentes tipos de papis, forando os programas de reciclagem a priorizar a coleta de algumas categorias mais valiosas, como o papel branco de computador. Embora tenha menor valor, os papis mesclados, contendo diferentes fibras e cores, so tambm coletados para reciclagem. Os papis para fins sanitrios (toalhas e higinicos) no so encaminhados para reciclagem. O mesmo ocorre com papis vegetais, parafinados, carbono, plastificados e metalizados. Rgidas Especificaes da Matria-prima O produto com maior valor no mercado aquele que segue rgida especificao de matria-prima. Eles excluem ou limitam a presena de fibra de madeira e papel colorido. No podem conter metais, vidros, cordas, pedras, areia, clips, elstico e outros materiais que dificultam o reprocessamento do papel usado. Mas as tecnologias de limpeza do papel para reciclagem esto minimizando o impacto dessas impurezas. A umidade do papel no pode ser muito alta. importante saber... Reduo da Fonte de Gerao difcil reduzir a quantidade gerada como resduo. Os papis destinados impresso teoricamente podem perder peso. As iniciativas para reduzir a gerao de papel priorizam a cpia em ambos os lados, alm de diminuir o tamanho das folhas. A automao dos escritrios e a desburocratizao favorecem a reduo da quantidade de papis. Compostagem relativamente fcil de ser decomposto, caso seja picotado de forma adequada, e, misturado a outros resduos, torna-se fonte de nitrognio aos microorganismos. Incinerao facilmente inflamvel, gerando 7.200 BTUs por quilo, comparado aos 4.500 BTUs obtidos por quilo de lixo urbano como um todo. Papis confidenciais, cdulas retiradas do mercado e arquivo morto ainda so incinerados, mas poderiam ser picotados para a reciclagem ou compostagem. Aterro O papel se degrada lentamente em aterros quando no h contato suficiente com ar e gua. Nos Estados Unidos, foram encontrados em aterros jornais da dcada de 50, ainda em condies de serem lidos. O ciclo da reciclagem Voltando s Origens O papel separado do lixo e vendido para sucateiros que enviam o material para depsitos. Ali, o papel enfardado em prensas e depois encaminhado aos aparistas, que classificam as aparas e revendem para as fbricas de papel como matria-prima. Ao chegar fbrica, o papel entra em uma espcie de grande liquidificador, chamado "Hidrapulper", que tem a forma de um tanque cilndrico e um rotor giratrio ao fundo. O equipamento desagrega o papel, misturado com gua, formando uma pasta de celulose. Uma peneira abaixo do rotor deixa passar impurezas, como fibras, pedaos de papel no desagregado, arames e plstico. Em seguida, so aplicados compostos qumicos - gua e soda custica - para retirar tintas. Uma depurao mais fina, feita pelo equipamento "Centre-cleaners", separa as areias existentes na pasta. Discos refinadores abrem um pouco mais as fibras de celulose, melhorando a ligao entre elas. Finalmente, a pasta branqueada com compostos de cloro ou perxido, seguindo para as mquinas de fabricar papel.