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Assunto: Vidro - o mercado para reciclagem
País: Brasil
Fonte: http://www.cempre.org.br/ft_vidros.php
Data: 3/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.cempre.org.br/ft_vidros.php
Curiosidade (texto):
O mercado para reciclagem O Brasil produz em mdia 980 mil toneladas de embalagens de vidro por ano, usando cerca de 45% de matria-prima reciclada na forma de cacos. Parte deles foi gerado como refugo nas fbricas e parte retornou por meio da coleta seletiva. Em 2009, o setor faturou cerca de 1,5 bilhes de reais. O principal mercado para recipientes de vidros usados formado pelas vidrarias, que compram o material de sucateiros na forma de cacos ou recebem diretamente de suas campanhas de reciclagem. Alm de voltar produo de embalagens, a sucata pode ser aplicada na composio de asfalto e pavimentao de estradas, construo de sistemas de drenagem contra enchentes, produo de espuma e fibra de vidro, bijuterias e tintas reflexivas. Quanto reciclado? 47% das embalagens de vidro foram recicladas em 2009 no Brasil, somando 470 mil ton/ano. Desse total, 40% oriundo da indstria de envaze, 40% do mercado difuso, 10% do "canal frio" (bares, restaurantes, hotis etc) e 10 % do refugo da indstria. Nos EUA, o ndice de reciclagem foi de 40%, correspondendo a 2,5 milhes de toneladas. Na Alemanha, o ndice de reciclagem em 2004 foi de 97%, correspondendo a 2,6 milhes de toneladas.ndices de reciclagem em outros pases: Sua (96%), Noruega (89%), Itlia (61%), Finlndia (72%). Conhecendo o material As embalagens de vidro so usadas para bebidas, produtos alimentcios, medicamentos, perfumes, cosmticos e outros artigos. Garrafas, potes e frascos superam a metade da produo de vidro do Brasil. Usando em sua formulao areia, calcrio, barrilha e feldspato, o vidro durvel, inerte e tem alta taxa de reaproveitamento nas residncias. A metade dos recipientes de vidro fabricados no Pas retornvel. Alm disso, o material de fcil reciclagem: pode voltar produo de novas embalagens, substituindo totalmente o produto virgem sem perda de qualidade. A incluso de caco de vidro no processo normal de fabricao de vidro reduz o gasto com energia e gua. Para cada 10% de caco de vidro na mistura economiza-se 4% da energia necessria para a fuso nos fornos industriais e a reduo de 9,5% no consumo de gua. Qual o peso desses resduos no lixo? No Brasil, todos os produtos feitos com vidros correspondem em mdia a 3% dos resduos urbanos. E somente as embalagens de vidro correspondem a 1%. Em So Paulo o peso do vidro corresponde a 1,5 % do total do lixo urbano. J nos programas de coleta seletiva o vidro representa cerca de 14% dos materiais selecionados. Sua histria A lenda conta que o vidro foi descoberto ocasionalmente h 4 mil anos por navegadores fencios, ao fazerem uma fogueira na praia: com o calor, a areia, o salitre e o calcrio das conchas reagiram, formando o vidro. A indstria vidreira se desenvolveu rapidamente, mas a coleta seletiva s comeou na dcada de 60 nos EUA, que hoje j conta com 6 mil pontos de coleta de embalagens de vidro. No Brasil, a primeira iniciativa organizada surgiu em 1986, em So Jos do Rio Preto, interior de So Paulo. Naquele ano, a Associao Tcnica Brasileira das Indstrias Automticas de Vidro (Abividro) lanou um programa nacional de coleta que atualmente envolve 7 milhes de pessoas em 25 cidades. E as limitaes? Contaminao Em princpio, os cacos encaminhados para reciclagem no podem conter pedaos de cristais, espelhos, lmpadas e vidro plano usado nos automveis e na construo civil. Por terem composio qumica diferente, esses tipos de vidro causam trincas e defeitos nas embalagens. No entanto, algumas indstrias de vidro j incorporam percentuais de vidro plano na produo. Os cacos no devem estar misturados com terra, pedras, cermicas e louas: contaminantes que quando fundidos junto com o vidro, geram microparticulas que deixam a embalagem com menor resistencia. Plstico em excesso pode gerar bolhas e alterar a cor da embalagem. Igual problema se verifica quando h contaminao por metais, como as tampas de cerveja e refrigerante: alm de bolhas e manchas, que danifica o forno. Rgidas Especificaes do Material O vidro deve ser preferencialmente separado por cor para evitar alteraes de padro visual do produto final e agregar valor. Frascos de remdios s podem ser reciclados se coletados separadamente e estiverem descontaminados. importante saber... Reduo na Fonte de Gerao A indstria de vidro vem desenvolvendo tcnicas de reduo de peso, apostanto na diminuio de insumos para fabricao de garrafas mais leves que tenham a mesma resistncia. Compostagem O vidro no biodegradvel e precisa ser separado por processos manuais. Incinerao O material no combustvel e se funde a 1.500 graus, transformando-se em cinzas. Seu efeito abrasivo pode causar problemas aos fornos e equipamentos de transporte. Aterro As embalagens de vidro no so biodegradveis. O ciclo da reciclagem Voltando s Origens Nos sistemas de reciclagem mais completos, o vidro bruto estocado em tambores submetido a um eletrom para separao dos metais contaminantes. O material lavado em tanque com gua, que aps o processo precisa ser tratada e recuperada para evitar desperdcio e contaminao de cursos d‘gua. Depois, o material passa por uma esteira ou mesa destinada catao de impurezas, como restos de metais, pedras, plsticos e vidros indesejveis que no tenham sido retidos. Um triturador com motor de 2 HP transforma as embalagens em cacos de tamanho homogneo que so encaminhados para uma peneira vibratria. Outra esteira leva o material para um segundo eletrom, que separa metais ainda existentes nos cacos. O vidro armazenado em silo ou tambores para abastecimento da vidraria, que usa o material na composio de novas embalagens. O mercado para reciclagem No Brasil, assim como no resto do mundo, o mercado de sucata de ao bastante slido, pois as indstrias siderrgicas precisam da sucata para fazer um novo ao, ou seja, cada usina siderrgica uma planta de reciclagem. O principal mercado associado reciclagem de ao formado pelas aciarias, que derretem a sucata nos altos fornos e transformam-na em novas chapas de ao. O interessante que o ao para reciclagem no precisa ser totalmente livre de contaminantes, j que o prprio processo capaz de elimin-los. Em 2008, foram produzidos 33,8 milhes de toneladas de ao bruto no pas, dentro deste montante, 575 mil toneladas foram de folhas de ao para embalagens. Cerca de 10,2 milhes de toneladas de sucatas foram utilizadas para a produo de novo ao, valor correspondente a 30,1% do ao produzido no Brasil. O ao o material mais reciclado do mundo, sendo que em 2008 foram recicladas cerca de 385 milhes de toneladas no planeta. O incremento da coleta seletiva desse material estimula o aumento da demanda de empregos e equipamentos de separao, como os eletroms. Quanto reciclado? 46,5% do total das latas de ao consumidas no Brasil em 2008 foram recicladas, incluindo 82% reciclados de latas de ao para bebidas (latas de 2 peas). Este ndice vem aumentando graas ampliao de programas de coleta seletiva e educao ambiental. Hoje alguns programas estimulam a reciclagem do ao ps-consumo, dentre eles o RECICLAO, programa de reciclagem ps-consumo de latas de ao para bebidas, criado pela Cia Metalic Nordeste. No Brasil, 8% das latas para bebidas so de ao, sendo que a maior participao est no Nordeste, que detm 46% do mercado. Com a necessidade de incentivar a coleta seletiva criou-se a iniciativa em 2001 que permitiu embalagem de ao para bebida atingir o ndice de 88% de reciclagem contra os 27% iniciais. Esse ndice auditado anualmente por empresa independente. Conhecendo o material As latas de ao, produzidas com chapas metlicas conhecidas como folhas de flandres, tem como principais caractersticas a resistncia, inviolabilidade e opacidade. So compostas por ferro e uma pequena parte de estanho (0,20%) ou cromo (0,007%) - materiais que protegem contra a oxidao e evitam por mais de dois anos a decomposio de alimentos. Quando reciclado, o ao volta ao mercado em forma de automveis, ferramentas, vigas para construo civil, arames, vergalhes, utenslios domsticos e outros produtos, inclusive novas latas. No Brasil, so consumidas cerca de 1 milho de toneladas de latas de ao por ano, o equivalente a 4 quilos por habitante. Nos Estados Unidos, o consumo anual de 10 quilos por habitante/ano. Qual o peso desses resduos no lixo? A lata de ao corresponde a 2,5% em peso do lixo domiciliar das grandes cidades brasileiras. Nos EUA, o material constitui 1,3% dos resduos urbanos. Sua histria O ao um dos mais antigos materiais reciclveis. Na antigidade, os soldados romanos recolhiam as espadas, facas e escudos abandonados nas trincheiras e os encaminhavam para a fabricao de novas armas. Conta-se que a lata teria sido inventada a pedido de Napoleo Bonaparte, para que seus soldados pudessem levar alimentos para as guerras, sem problemas de conservao. Outros dizem que o alimento enlatado surgiu na Inglaterra, em 1800. Nos Estados Unidos, os esforos pela coleta seletiva das latinhas comearam na dcada de 70, com o advento dos programas de reciclagem. No Brasil, foi criado em 1992 o Programa de Valorizao da Embalagem Metlica (Prolata), com o objetivo de estimular o consumo, coleta e reciclagem desse material. Em 2003, com a criao da ABEAO - Associao Brasileira das Embalagens de Ao, as atividades do Prolata foram incorporadas s aes do Comit de Meio Ambiente da ABEAO. Em 2002, duas iniciativas vieram somar os trabalhos Prolata/ABEAO, a primeira delas, Reciclao, programa do Grupo CSN criada com o objetivo de estimular a coleta e reciclagem das embalagens de bebida em ao, e a segunda, o Programa CSN Embalagem de Ao e Meio Ambiente, que visa potencializar o critrio ambiental das embalagens de ao atravs do desenvolvimento de pesquisas e projetos voltados comunidade. E as limitaes ? Contaminao As latas devem estar livres de impurezas contidas no lixo, principalmente terra e outros materiais metlicos, como alumnio. A presena de matria orgnica gera mais escria nos fornos de fundio. Rgidas Especificaes de Matria-prima A sucata de ao deve ser prensada em fardos para fornecimento, por sucateiros, antes de ser destinada s indstrias de fundio. Pode ser utilizada em qualquer processo de fabricao do ao (usina integrada ou no integrada) com a vantagem de que sua composio (incluindo a porcentagem de estanho) no interfere no processo de reciclagem. importante saber... Reduo na Fonte de Gerao Nos Estados Unidos, a lata hoje 40% mais leve que em 1970, graas a avanos tecnolgicos de solda e dobra do metal. A quantidade de estanho caiu de 9,5g/m2 em 1975, para 5g/m2 em 1997, representando tambm uma reduo de 40% na utilizao deste material. No Brasil, so produzidas latas com espessuras que variam de 0,14 a 0,38 milmetros. Compostagem O material dificulta a compostagem do lixo para a produo de adubo orgnico. A lata degradada por fora das intempries. Incinerao Por serem magnticas, podem ser separadas mecanicamente por meio de eletroms antes ou depois da incinerao. Se incineradas em temperatura acima de 1500 graus centgrados, as latas sofrem intensa oxidao e voltam ao estgio natural de minrio de ferro. Aterro As latas de ao que no so recicladas enferrujam. Elas se decompem, voltando ao estado natural - xido de ferro. O ciclo da reciclagem Voltando s Origens Depois de separadas do lixo, por processo manual, ou atravs de separadores eletromagnticos, as latas de ao precisam passar por processo de limpeza em peneiras para a retirada de terra e de outros contaminantes. Em seguida, so prensadas em fardos para facilitar o transporte nos caminhes at as indstrias recicladoras. Ao chegar na usina de fundio a sucata vai para fornos eltricos ou a oxignio, aquecidos a 1550 graus centgrados. Aps atingir o ponto de fuso e chegar ao estado de lquido fumegante, o material moldado em tarugos e placas metlicas, que sero cortados na forma de chapas de ao. A sucata demora somente um dia para ser reprocessada e transformada novamente em lminas de ao usadas por vrios setores industriais - das montadoras de automveis s fbricas de latinhas em conserva. O material pode ser reciclado infinitas vezes, sem causar grandes perdas ou prejudicar a qualidade. Aciarias de porte mdio equipadas com fornos eltricos processam a sucata por custo inferior ao das siderrgicas convencionais.