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Assunto: Pet - o mercado para reciclagem
País: Brasil
Fonte: http://www.cempre.org.br/ft_pet.php
Data: 3/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.cempre.org.br/ft_pet.php
Curiosidade (texto):
O mercado para reciclagem O Brasil produziu 471.000 toneladas de resina PET na fabricao de embalagens em 2009. Atualmente, o maior mercado para o PET ps-consumo no Brasil a produo de fibra de polister para indstria txtil (multifilamento), onde ser aplicada na fabricao de fios de costura, forraes, tapetes e carpetes, mantas de TNT (tecido no tecido), entre outras. Outra utilizao muito freqente na a fabricao de cordas e cerdas de vassouras e escovas (monofilamento). Outra parte destinada produo de filmes e chapas para boxes de banheiro, termo-formadores, formadores a vcuo, placas de trnsito e sinalizao em geral. Tambm crescente o uso das embalagens ps-consumo recicladas na fabricao de novas garrafas para produtos no alimentcios. possvel utilizar os flocos da garrafa na fabricao de resinas alqudicas, usadas na produo de tintas e tambm resinas insaturadas, para produo de adesivos e resinas polister. As aplicaes mais recentes esto na extruso de tubos para esgotamento predial, cabos de vassouras e na injeo para fabricao de torneiras. Nos EUA e Europa e na Austrlia, os consumidores podem comprar refrigerantes envasados em garrafas de PET produzidas com percentuais variados de material reciclado. Essa aplicao poder crescer com o avano da reciclagem qumica deste material, processo no qual o PET ps-consumo despolimerizado, recuperando as matrias-primas bsicas que lhe deram origem. Com essa matria-prima recuperada possvel produzir a resina PET novamente. A tecnologia mais conhecida a bottle to bottle. Quanto reciclado? 55,6% das embalagens ps-consumo foram efetivamente recicladas em 2009, totalizando 262.000 toneladas. As garrafas so recuperadas principalmente atravs de catadores e cooperativas, alm de fbricas e da coleta seletiva operada por municpios. O volume de PET reciclado no Brasil seguiu crescendo em 2007. Neste ano, o crescimento foi de 18,6% em relao a 2006, excedendo mesmo as previses mais otimistas de ano anterior, que indicavam crescimento mximo de 6-7%. Em 2008 o crescimento foi de 8,7% em relao ao ano de 2007. De 2008 para 2009 saltamos de 54.8% para 55.6% Em 2009 O Brasil alcanou novamente o segundo lugar na reciclagem do PET, perdendo apenas para o Japo que reciclou 77,9%. Conhecendo o material A reciclagem das embalagens PET Poli(Tereftalato de Etileno) - , como as garrafas de refrigerantes de 1l, 1,5l, 2l, 2,5l e 0,6l descartveis, est em franca ascenso no Brasil. O material, que um polister termoplstico, tem como caractersticas a leveza, a resistncia e a transparncia, ideais para satisfazer a demanda do consumo domstico de refrigerantes e de outros produtos, como artigos de limpeza e comestveis em geral. A evoluo do mercado e os avanos tecnolgicos tm impulsionado novas aplicaes para o PET reciclado, das cordas e fios de costura, aos carpetes, bandejas de ovos e frutas e at mesmo novas garrafas para produtos no alimentcios, j que esta aplicao ainda no permitida pela ANVISA (Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria). Sua reciclagem, alm de desviar lixo plstico dos aterros, utiliza apenas 0.3% da energia total necessria para a produo da resina virgem. E tem a vantagem de poder ser reciclado vrias vezes sem prejudicar a qualidade do produto final. Qual o seu peso no lixo? O peso varia muito conforme a cidade. Segundo a pesquisa Ciclosoft,a media nacional de 27,1% dos plsticos presentes no sistema de coleta seletiva. Sua histria O PET foi desenvolvido em 1941 pelos qumicos ingleses Whinfield e Dickson. Mas as garrafas produzidas com este polmero s comearam a ser fabricadas na dcada de 70, aps cuidadosa reviso dos aspectos de segurana e meio ambiente. No comeo dos anos 80, EUA e Canad iniciaram a coleta dessas garrafas, reciclando-as inicialmente para fazer enchimento de almofadas. Com a melhoria da qualidade do PET reciclado, surgiram aplicaes importantes, como tecidos, lminas e garrafas para produtos no alimentcios. Mais tarde, na dcada de 90, o governo americano autorizou o uso deste material reciclado em embalagens de alimentos. E as limitaes ? Contaminao Os principais contaminantes do PET reciclado de garrafas de refrigerantes so os adesivos (cola) usados no rtulo e outros plsticos da mesma densidade, como o PVC, por exemplo. A maioria dos processos de lavagem no impede que traos destes produtos indesejveis permaneam no floco de PET. A cola age como catalisador da degradao hidroltica quando o material submetido alta temperatura no processo de extruso, alm de escurecer e endurecer o reciclado. O mesmo pode ocorrer com o cloreto de polivinila (PVC), que compe outros tipos de garrafas e no pode misturar-se com a sucata de PET. preciso ateno especial para os rtulos produzidos com o PVC termoencolhvel, material que, graas sua versatilidade e apelo visual, vem sendo utilizado com freqncia. O alumnio existente em algumas tampas s tolerado com teor de at 50 partes por milho no reciclado. Rgidas Especificaes de Matria-prima A seleo e pr-processamento da sucata so muito importantes para a garantia de qualidade do reciclado. A seleo pode ser feita pelo smbolo que identifica o material ou pelo produto que a embalagem continha. Por exemplo, 100% das garrafas plsticas para refrigerantes so de PET. Outra maneira prtica de identificar uma embalagem de PET atravs do birro, isto , o ponto de injeo, sempre presente no fundo da embalagem. A separao pode seguir processos manuais ou mecnicos, como sensores ticos. Na revalorizao, aps a prensagem, ser preciso retirar os contaminantes, separando-os por diferena de densidade em fluxo de gua ou ar. Alm do rtulo (polietileno ou papel), tampa (polipropileno, polietileno de alta densidade ou alumnio) devem ser retirados da sucata os resduos de refrigerantes e demais detritos, por meio de processos de lavagem. importante saber... Reduo da Fonte de Gerao No caso de embalagem PET de 2 litros, a relao entre o peso da garrafa (cerca de 50g) e o contedo uma das mais favorveis entre os descartveis. Como ilustrao, numa carga de 1000 litros de refrigerantes, estas embalagens ocupariam apenas 2% do peso total da carga. Na produo de refrigerantes (produto que consome 80% da resina produzida) o consumo de gua de 2 litros para cada litro de refrigerante. Essa relao, em sistemas de embalagens retornveis, de 6,5 litros de gua por litro de refrigerante produzido. Compostagem O material no pode ser transformado em adubo. Incinerao O PET altamente combustvel, com valor de cerca de 20.000 BTUs/kilo, e libera gases residuais como monxido e dixido de carbono, acetaldedo, benzoato de vinila e cido benzico. Por outro lado, devido ao alto valor da sucata, a incinerao do material no recomendada, mesmo com recuperao de energia. Aterro de difcil degradao em aterros sanitrios. O ciclo da reciclagem Voltando s Origens RECUPERAO: Nesta fase, as embalagens que seriam atiradas no lixo comum ganham o status de matria-prima. As embalagens recuperadas sero separadas por cor e prensadas. A separao por cor necessria para que os produtos que resultaro do processo tenham uniformidade de cor, facilitando assim, sua aplicao no mercado. A prensagem, por outro lado, importante para que o transporte das embalagens seja viabilizado. Como j sabemos, o PET muito leve. REVALORIZAO: As garrafas so modas (flake), ganhando valor no mercado. O produto que resulta desta fase o floco da garrafa. Pode ser produzido de maneiras diferentes e, os flocos mais refinados, podem ser utilizados diretamente como matria-prima para a fabricao dos diversos produtos que o PET reciclado d origem na etapa de transformao. No entanto, h possibilidade de valorizar ainda mais o produto, produzindo os pellets. Desta forma o produto fica muito mais condensado, otimizando o transporte e o desempenho na transformao. TRANSFORMAO: Fase em que os flocos, ou o granulado, sero transformados num novo produto, fechando o ciclo. Os transformadores utilizam PET reciclado para fabricao de diversos produtos, inclusive novas garrafas para produtos no alimentcios.