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Assunto: Isopor novo campo de negcios da reciclagem
País: Brasil
Fonte: http://www.setorreciclagem.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=1161
Data: 7/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
Curiosidade (texto):
Um produto at recentemente pouco reciclado comea a ser objeto de uma estrutura de negcios em expanso: o isopor. Empresas geradoras do material, usado em grande quantidade como embalagem protetora, como Carrefour, Grupo Po de Acar, Walmart, Magazine Luiza, Casas Bahia, Mitsubishi, LG Eletronics, Renault, se associam a recicladoras e beneficiadoras para que o isopor reciclado seja utilizado na fabricao de rodaps, molduras, construo civil, ou volte para a cadeia produtiva. Uma das maiores indstrias transformadoras desse material, tecnicamente chamado de EPS (poliestireno expandido), a Termotcnica, com sede em Joinville, espera reciclar 5 mil toneladas do produto este ano para abastecer suas seis fbricas em vrios pontos do Brasil. o dobro do que fazia no ano passado. De acordo com o seu presidente, Albano Schmidt, mais do que ao aquecimento da economia, esse crescimento se deve estruturao do processo. "Nos ltimos trs anos, ns nos organizamos de modo a entrar em contato com as empresas, coletar o material e reprocessar tudo", diz. "Agora estamos colhendo os frutos." Logstica complexa Schmidt explica que a tecnologia para reciclagem do isopor no difcil, o complicado a logstica. Como o hbito de reciclar o isopor pouco difundido, foi necessrio, no comeo, fazer com que as cooperativas e as empresas colaborassem na coleta do material. "Tivemos de fazer parcerias e convencer os fabricantes a recuperar as embalagens e guard-las para nos entregar", conta. Ele acredita que a Poltica Nacional de Resduos Slidos far com que os prprios varejistas instituam em suas lojas o sistema leva e traz. Assim, ao fazerem as entregas os funcionrios vo trazer de volta o isopor que protege o produto. Depois, caber Termotcnica buscar o material. Hoje, a empresa j atua prximo de suas plantas industriais onde feita a compactao do material; e este ano est se estruturando para ampliar a captao no Rio de Janeiro e Nordeste. Outra empresa catarinense, a Santa Luiza Molduras, associou o seu negcio reciclagem do isopor. Para substituir a madeira, matria-prima tradicional, ela encontrou uma frmula de produzir madeira plstica em seus rodaps, frisos e outros tipos de adornos usados na arquitetura de interiores. Hoje, a Santa Luzia trabalha com unidades de reciclagem em vrios estados, emprestando mquinas para compactao de isopor s cooperativas e empresas parceiras, como a Proeco em So Paulo, s para reciclagem de diversos tipos de resduos. O uso dessas mquinas facilita o trabalho para os dois lados. Isso porque o isopor feito 98% de ar e apenas 2% de plstico. O material descartado ocupa um espao muito grande de armazenagem. As mquinas de degasagem (processo que retira o gs embutido no isopor), permitem que ele seja moldado em forma de pequenos tarugos que so posteriormente modos, extrusados (ficando em formato de uma fita cilndrica), resfriados e segmentados de forma granulada. S ento so enviados para serem transformados em novos produtos plsticos. "Emprestamos as mquinas em um sistema de comodato, treinamos mo de obra e vamos buscar o material", diz o gerente de logstica da empresa, Renato Arlindo Sombrio. Ele calcula que a Santa Luzia recicla 200 toneladas do produto por ms. "Poderamos fazer mais, se as indstrias e a prpria sociedade reservassem o material para reciclagem", diz Sombrio. Para ele, falta uma campanha de informao na sociedade para esclarecer que o isopor uma matria-prima nobre para ser jogada nos aterros. O Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) de So Paulo, por exemplo, incentiva a entrega desse material em Ecopontos. Mas nem todo mundo sabe que pode dispor desse servio e acaba jogando o isopor no lixo. fonte: www.brasileconomico.com.br