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Curiosidades


Assunto: Plstico verde ganha mercado e atrai investimentos
País: Brasil
Fonte: http://bioplasticnews.blogspot.com/2011_08_01_archive.html
Data: 9/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://bioplasticnews.blogspot.com/2011_08_01_archive.html
Curiosidade (texto):
Em substituio ao petrleo, a cana-de-acar. A migrao do combustvel fssil para fonte renovvel, inicialmente vista com desconfiana, ganhou novo status no Brasil menos de um ano aps o incio das operaes da primeira fbrica local de resina fabricada a partir do etanol.O produto, impulsionado pela demanda de embalagens alimentcias e de itens de higiene e beleza e pelo forte apelo mundial por sustentabilidade, deixou de ser visto como um concorrente direto do plstico produzido com petrleo e deu origem a um novo mercado, cujo protagonismo tende a ser brasileiro. O primeiro passo foi dado pela Braskem, com a instalao de uma fbrica em Triunfo (RS) no ano passado e anncio de construo de uma nova unidade de resinas em 2013. A americana Dow Chemical e a belga Solvay tambm tm projetos anunciados para o Brasil, todos com base na cana-de-acar e voltados para nichos de mercado. Falamos de um novo produto, que precisa cada vez mais ser diferenciado do produto convencional. um biopolmero que deve ser comparado com outros biopolimeros, destaca o diretor de Negcios Qumicos Renovveis da Braskem, Marcelo Nunes. A produo de resinas com uso de fontes renovveis ainda bastante restrita mundialmente, com capacidade total de pouco mais de 700 mil toneladas anuais, segundo dados da associao europeia que acompanha o mercado de bioplsticos. A Braskem lder, com capacidade anual de 200 mil toneladas de polietilenos (PE) verdes, volume que, entretanto, representa menos de 1% da produo mundial dessa resina. O volume excedente concentrado principalmente em pases do hemisfrio norte que utilizam como matria-prima milho e trigo, entre outros produtos.At 2015, a produo mundial de biopolmeros dever ter um salto de 136%, prev a European Bioplastics, para 1,7 milho de toneladas anuais. Caso a estimativa seja confirmada, previsto que o Brasil seja um dos principais destaques dessa projeo. Fbrica O projeto da Solvay de construir uma linha de produo de PVC a partir de fontes renovveis, interrompido durante a crise econmica iniciada nos Estados Unidos em 2008, previa a produo de 60 mil toneladas anuais de eteno verde, a partir de cana-de-acar, e capacidade praticamente idntica de PVC.A Dow, cujo projeto tambm ficou interrompido durante a crise, mantm em sigilo a capacidade da fbrica que construir no Brasil em parceria com a japonesa Mitsui. O plano ter uma fbrica com escala mundial, conceito que nos padres de resinas produzidas a partir do petrleo representa uma capacidade mnima de 300 mil a 350 mil toneladas anuais. O projeto, assim como a unidade da Solvay, ser abastecido por etanol, o que dever ampliar a representatividade do produto extrado da cana de acar na fabricao total de biopolmeros. A novidade do projeto da Dow, anunciado no ms passado, ser a integrao das plantaes com a usina e a fbrica de resinas. Modelo semelhante ser adotado nos futuros projetos verdes da Braskem - a fbrica em operao em Triunfo abastecida por etanol produzido nas regies Sudeste e Centro-Oeste.Para atender a unidade, a Dow e a Mitsui construiro uma usina com capacidade de 240 milhes de litros de etanol.Mas esse volume no atender a totalidade da demanda (da fbrica de resina), por isso, o projeto, que ainda est em fase de estudo de engenharia inclui tambm uma expanso na produo de etanol, diz o diretor de Negcios para Alternativas Verdes e de Desenvolvimento de Novos Negcios da Dow para a Amrica Latina, Luis Cirihal. O objetivo da Dow , assim como a Braskem, ter um produto vivel financeiramente e capaz de abrir novos mercados para a resina verde. Falamos de um projeto a nveis competitivos globais e de uma tecnologia com espao muito grande para avanar, diz o executivo.O avano vir principalmente do desenvolvimento de novas tecnologias para a rota verde de resinas e das pesquisas sobre a cana-de-acar. A produtividade comercial da cana, que em regies mais competitivas de 90 a 100 toneladas por hectare ao ano, poder atingir 180 a 200 toneladas por hectare ao ano dentro de 10, 15 ou 20 anos, diz o gerente de desenvolvimento estratgico do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Jaime Finguerut. A cana de acar, segundo o especialista, tem capacidade para produzir em mdia o dobro de biomassa do milho, o mais prximo dentro seus concorrentes. Alm das perspectivas otimistas, o ambiente atual de preos elevados do petrleo tambm um ponto favorvel produo de resinas verdes. Acredito que o etanol como substituto da gasolina perfeitamente vivel com o petrleo entre US$ 40 e US$ 60 o barril. Hoje, com a alta de custos do etanol, essa janela est mais para US$ 60, diz o gerente do CTC. Fonte: http://veja.abril.com.br