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Assunto: Reciclagem inteligente
País: Brasil
Fonte: Planeta Sustentvel
Data: 10/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/conteudo_393510.shtml
Curiosidade (texto):
O que fazer com todo o lixo produzido por ns? Esse um dos grandes dilemas enfrentados no mundo todo. Como sabemos, em muitos pases incluindo o Brasil o lixo desepejado em terrenos abertos - os chamados landfills ou lixes - e todos, simplesmente, esquecem o problema. Por isso, a reciclagem uma das grandes solues encontradas nas ltimas dcadas. Mas h mais a se fazer. Pesquisas comprovam que cerca de 30% do lixo domstico, produzido nas casas, pode ser reutilizado e a reciclagem desses resduos pode ser realizada de uma maneira muito simples, usando, como exemplo, exatamente o que acontece na natureza, ou seja, a decomposio natural. No caso do lixo orgnico, o processo de decomposio depende basicamente de umidade e calor. Restos de plantas e comida, deixados em lixes ao ar livre, se decompem espontaneamente, aps algum tempo. Partindo desse princpio, h 20 anos, uma empresa sua a Kompogas - iniciou estudos com lixo orgnico, principalmente aquele proveniente de jardins e cozinhas. Hoje, ela uma das quatro maiores empresas do mundo nesse setor e transforma o green waste (lixo dos jardins) e o biowaste (restos de verduras, frutas e alimentos) em novos produtos. Para isso, utiliza um reator de fermentao, que trabalha atravs de um processo anaerbico (com ausncia de oxignio). um processo biolgico, que ocorre tambm na natureza, s que, aqui, o processo acontece de forma controlada e intensiva, afirma Peter Knecht, responsvel pelas licenas internacionais da empresa. Na Sua, existem dez fbricas Kompogas em funcionamento, cinco somente na regio de Zurique, a maior cidade do pas. Elas recebem o lixo orgnico vindo de comunidades municipais, hotis, supermercados e redes de lanchonetes. Afinal, todos esses clientes so responsveis pelo destino do lixo produzido por eles. Para essas companhias e prefeituras fica mais barato reciclar o lixo orgnico do que simplesmente jog-lo no lixo. L, os departamentos municipais de coleta s recolhem o lixo - seja domiciliar ou industrial - que estiver dentro dos sacos oficiais das cidades. Mas, para estimular a reciclagem, esses sacos so bastante caros. Para se desfazer de cerca de uma tonelada de lixo na maneira tradicional, na regio de Zurique, por exemplo, uma empresa gastaria cerca de R$ 960. Mas, para ter esse mesmo lixo entregue e reciclado numa fbrica Kompogas, o custo de R$ 240. No faz o menor sentido queimar o lixo orgnico. Cada tipo de lixo tem uma maneira apropriada para ser tratado, diz Knecht. Outra grande vantagem da reciclagem verde est na diminuio da emisso de gs CO2 na atmosfera, j que o mtodo de incinerao no consegue controlar a emisso desses gases. Para cada tonelada de lixo orgnico reciclado nas plantas da Kompogas, uma tonelada de CO2 deixa de ser emitida no meio ambiente. E o melhor: a fermentao mais barata do que a incinerao. Mas como funciona uma fbrica desse tipo? O processo bastante fcil de entender. Primeiro, os clientes entregam o lixo orgnico a ser reciclado. Os caminhes que o transportam chegam na planta e so pesados numa balana. Paga-se pelo peso kg/tonelada que ser processado. Em seguida, os resduos so despejados e passam por uma triagem visual e um detector de metais (im). Caso haja pedras ou utenslios deixados por engano no meio desse lixo (tesouras de poda, ps, etc), eles so removidos para no danificar o reator. Na sequncia, essa massa de lixo orgnico triturada numa cmara intermediria at atingir a consistncia ideal. O prximo passo passar o lixo pelo reator de fermentao. Ali, ele permanece durante duas semanas, a uma temperatura de 55 C. A nica diferena em relao ao que acontece na natureza que adicionamos mais bactrias para acelerar a processo, revela o executivo da Kompogas. Da fermentao desses resduos surgem trs novos produtos: - um slido (o composto) - um lquido (o fertilizante) - e, por ltimo, um gasoso (uma nova forma de energia limpa). Esta energia - ou gs - pode ser convertida em combustvel para veculos, em gs natural para a rede local (se estiver disponvel) ou ento, no chamado CHP (combined heat and power), uma combinao de energia eltrica e aquecimento.