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Assunto: Processo de reciclagem de lmpadas
País: Brasil
Fonte: Internet
Data: 11/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.maoparaofuturo.org.br/coleta-seletiva/lampadas/como-reciclar-lampadas/
Curiosidade (texto):
O termo reciclagem de lmpadas refere-se recuperao de alguns de seus materiais constituintes e a sua introduo nas indstrias ou nas prprias fbricas de lmpadas. Existem vrios sistemas de reciclagem em operao em diversos pases da Europa, EUA, Japo e Brasil. Um processo tpico de reciclagem inclui desde um competente servio de informao e esclarecimentos junto aos geradores de resduos, explicitando como estes devem ser transportados para que no ocorra a quebra dos bulbos durante o seu transporte, at a garantia final de que o mercrio seja removido dos componentes reciclveis e que os vapores de mercrio sero contidos durante o processo de reciclagem. Analisadores portteis devem monitorar a concentrao de vapor de mercrio no ambiente para assegurar a operao dentro dos limites de exposio ocupacional (0,05 mg.m~3, de acordo com a Occupational Safety and Health Administration -OSHA). O processo de reciclagem mais usado e em operao em vrias partes do mundo envolve basicamente duas fases: a) Fase de esmagamento: As lmpadas usadas so introduzidas em processadores especiais para esmagamento, quando, ento, os materiais constituintes so separados por peneiramento, separao eletrosttica e ciclonagem, em cinco classes distintas: - terminais de alumnio pinos de lato; - componentes ferro-metlicos; - vidro, - poeira fosforosa rica em Hg; - isolamento baqueltico. No incio do processo, as lmpadas so implodidas e/ou quebradas em pequenos fragmentos, por meio de um processador (britador e/ou moinho). Isto permite separar a poeira de fsforo contendo mercrio dos outros elementos constituintes. As partculas esmagadas restantes so, posteriormente, conduzidas a um ciclone por um sistema de exausto, onde as partculas maiores, tais como vidro quebrado, terminais de alumnio e pinos de lato so separadas e ejetadas do ciclone e separadas por diferena gravimtrica e por processos eletrostticos. A poeira fosforosa e demais particulados so coletados em um filtro no interior do ciclone. Posteriormente, por um mecanismo de pulso reverso, a poeira retirada desse filtro e transferida para uma unidade de destilao para recuperao do mercrio. O vidro, em pedaos de 15 mm, limpo, testado e enviado para reciclagem. A concentrao mdia de mercrio no vidro no deve exceder a 1,3mg/kg. O vidro nessa circunstncia pode ser reciclado, por exemplo, para a fabricao de produtos para aplicao no alimentar. O alumnio e pinos de lato, depois de limpos, podem ser enviados para reciclagem em uma fundio. A concentrao mdia de mercrio nesses materiais no deve exceder o limite de 20 mg/kg. A poeira de fsforo normalmente enviada a uma unidade de destilao, onde o mercrio extrado. O mercrio , ento, recuperado e pode ser reutilizado. A poeira fosforosa resultante pode ser reciclada e reutilizada, por exemplo, na indstria de tintas. O nico componente da lmpada que no reciclado o isolamento baqueltico existente nas extremidades da lmpada. No que se refere tecnologia para a reciclagem de lmpadas, a de maior avano tecnolgico apresentada pela empresa Mercury Recovery Technology MRT, estabelecida em Karlskrona Sucia. O processador da MRT trabalha a seco, em sistema fechado, incorporado em um container de 20 ps de comprimento (6,10m). Todo o sistema opera sob presso negativa (vcuo) para evitar a fuga de mercrio para o ambiente externo (emisses fugitivas). b) Fase de destilao de mercrio A fase subseqente nesse processo de reciclagem a recuperao do mercrio contido na poeira de fsforo. A recuperao obtida pelo processo de reportagem, onde o material aquecido at a vaporizao do mercrio (temperaturas acima do ponto de ebulio do mercrio, 357 C). O material vaporizado a partir desse processo condensado e coletado em recipientes especiais ou decantadores. O mercrio assim obtido pode passar por nova destilao para se removerem impurezas. Emisses fugitivas durante esse processo podem ser evitadas usando-se um sistema de operao sob presso negativa. A MRT utiliza uma cmara de vcuo para o processo de destilao. Para se conseguir uma pureza de mercrio da ordem de 99,99%, as partculas orgnicas carreadas pelos gases durante a vaporizao do mercrio so conduzidas a uma cmara de combusto onde so oxidadas. O Problema da reciclagem das Lmpadas Em localidades onde existe a separao de resduos reciclveis, importante manter os produtos que contm mercrio separados do lixo comum. Tais produtos so, freqentemente, classificados como resduos perigosos se excederem o limite regulatrio de toxicidade (0,2 mg.L-1). Uma vez segregados e/ou separados, os resduos mercuriais podem, ento, ser tratados objetivando a recuperao do mercrio neles contidos. As opes de aterramento e incineraes no so as mais recomendadas. Com a finalidade de minimizar o volume de mercrio descarregado ao meio ambiente, a opo de reciclagem, com a conseqente recuperao do mercrio, considerada a melhor soluo. O principal argumento que tecnologias comprovadamente bem sucedidas para esta finalidade j existem. Custos para Descontaminao de Lmpadas O custo para a reciclagem e a conseqente descontaminao do gerador de resduos depende do volume, distncia e servios especficos escolhidos pelo cliente. No Brasil, uma tradicional empresa do ramo cobra pelos servios de descontaminao valores de R$ 0,60 a R$ 0,70 por lmpada. A esse preo, deve-se acrescentar os custos de frete (transporte), embalagem e seguro contra acidentes. O nus envolvido no processo de reciclagem tem sido suportado, at o presente momento, pelas empresas e indstrias mais organizadas, que possuem um programa ambiental definido. Fonte: www.abrelpe.com.br