• Patrocinado por:

  • Busca

    Palavra Chave:

    Data:







Curiosidades


Assunto: Processando resduos plsticos: quais as possibilidades do Brasil?
País: Brasil
Fonte: http://www.revistasustentabilidade.com.br/blogs/pensando-a-sustentabilidade/processando-residuos-plasticos-quais-as-possibilidades-do-brasil
Data: 11/2011
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.revistasustentabilidade.com.br/blogs/pensando-a-sustentabilidade/processando-residuos-plasticos-quais-as-possibilidades-do-brasil
Curiosidade (texto):
O que fazer com tanto plstico sendo produzido nos dias de hoje? Existem muitas tecnologias de processamento que vo alm do reuso tradicional (retorno do material plstico s processadoras primrias) e abrem novas possibilidades para a criao da "economia dos resduos". A presena de materiais plsticos no nosso dia-a-dia cada vez mais notria, em utenslios domsticos, embalagens para alimentos, alm das utilizaes tecnolgicas mais sofisticadas, como aviao e eletroeletrnicos. Segundo dados recentes da Associao Brasileira da Indstria do Plstico (AbiPlast), o consumo total do material no Brasil sofre uma escalada gradativa a cada ano e atingiu a marca de 5,2 milhes de toneladas no ano de 2009. A organizao da cadeia produtiva do plstico no Brasil melhora a cada ano, e muitas discusses tm sido feitas em relao s possibilidades de melhoria nos critrios socioambientais das empresas. Muitos destes critrios dependem da multiplicao de cadeias logsticas que unam os rejeitos plsticos no consumo ao reprocessamento. Isto j acontece em alguma medida atravs de iniciativas de muitas cidades e regies brasileiras, mas isto est longe de ser satisfatrio num pas com tantas diferenas socio-econmicas como o Brasil. De uma forma geral, onde h reciclagem, os materiais so devolvidos s empresas onde foram processados primeiramente, atravs da intermediao de catadores e cooperativas, para recondicionamento e reprocessamento. O que quero tentar colocar em discusso aqui que possvel criar e multiplicar modelos logsticos para a cadeia de plstico de forma a melhorar a eficincia da ciclagem dos materiais. primeira vista, so inegveis os benefcios ambientais e econmicos que esta ao traria, ainda que seja importante a anlise das possibilidades caso a caso. Um modelo seria a introduo de tecnologias de reprocessamento que podem ser realizadas por pequenas e mdias empresas, possivelmente coordenadas pelas cooperativas. Como transformar resduos plsticos em combustveis? A melhor maneira de construir um setor econmico nesta rea supor a segregao dos materiais reciclados, ou seja, papel, plstico, vidro, entre outros, nos locais de consumo. Desta forma, parte da responsabilidade deve ser sim do consumidor! Volto j a este assunto. Primeiro quero falar brevemente das tecnologias. O processamento de resduos plsticos pode dar origem a combustveis slidos, lquidos ou gasosos. A efetividade destes combustveis depende crucialmente da matria-prima, que deve ser a mais pura possvel para manter a propriedade de calor de combusto (significa a quantidade de calor liberada por grama ou kilograma de material, normalmente). Combustveis slidos podem ser produzidos pela formao de briquetes de plstico, cuja principal aplicao pode ser na alimentao de fornos siderrgicos ou termeltricos, em substituio ao carvo ou madeira. De uma forma geral, os plsticos (polietileno, polipropileno e poliestireno so os preferveis, inclusive para os combustveis lquidos e gasosos) so granulados e alimentados em uma extrusora a 200oC, que produz os briquetes padronizados. Papel tambm pode ser utilizado at certa proporo misturado ao plsticos, o que d origem ao chamado RPF (Refuse-derived Paper and Plastic Fuel). A produo de combustveis lquidos e gasosos a partir de plsticos pode ser feita atravs de tcnicas clssicas como pirlise 500oC ou hidrogasificao 800oC, respectivamente. De uma forma geral, o produto pode ser utilizado normalmente em veculos automotivos, dada sua similaridade de composio qumica em relao gasolina ou ao diesel. Estas tecnologias ainda possuem alguns gargalos dependendo da matria prima de alimentao e dos padres finais dos combustveis, mas numerosas empresas oferecem solues, como a EarthTechnica, Ostrand, Toshiba, Klean Industries, entre outras. Recomendo aos interessados que busquem mais sobre as tecnologias nos sites das empresas e em publicaes sobre tecnologias de plsticos (no site da Abiplast inclusive). Para recapitular, quero dizer que a sofisticao da cadeia de plstico, colocando a responsabilidade no consumidor na separao do material reciclado, tambm parte fundamental na melhoria da eficincia de utilizao dos materiais. Alm do mais, a formalizao de uma estrutura neste sentido poderia incentivar as cooperativas de catadores que criassem pequenas empresas para reprocessamento dos materiais. O que Andr Trigueiro, na CBN, chamou de "microempresas do lixo", que dariam maior condio de vida e dignidade para essas pessoas, que se tornariam empresrios e funcionrios. Andr Trigueiro tambm coordena o programa Cidades e Solues, na Globo News, que veiculou um programa sobre a madeira plstica brasileira (veja no link), ainda em 2007. Assista para ter uma idia desta iniciativa. Temos que transformar iniciativas positivas em regras neste pas, porque as urgncias na rea de meio ambiente so gritantes. O problema do plstico, alm da macabra "sacolinha plstica", deve ser entendido com seriedade. Autor: Leandro Figueiredo