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Assunto: Separao de lixo vai virar negcio de bilhes
País: Brasil
Fonte: http://www.carbonmarket.com.br/mercado-de-carbono/74-separacao-de-lixo-vai-virar-negocio-de-bilhoes.html
Data: 4/2012
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: rodrigo@web-resol.org
Curiosidade (texto):
Um potencial de pelo menos R$ 8 bilhes levado por ano pelos brasileiros para aterros e lixes, segundo o Ministrio do Meio Ambiente (MMA). De todo o lixo produzido no pas, 56 milhes de toneladas no ano passado, somente 13% passam por coleta seletiva. "Em quatro ou cinco anos, teremos uma realidade muito diferente, com mudanas profundas na gesto do resduo", afirma o diretor de ambiente urbano do MMA, Srgio Gonalves, confiante nos resultados da Poltica Nacional de Resduos Slidos. As diretrizes para um novo modelo de coleta e destino do lixo foram aprovadas depois de tramitar por 19 anos no Congresso Nacional e sancionadas pelo presidente Lula este ms. Um dos destaques da lei a responsabilidade compartilhada, que distribui entre governo, empresrios e consumidores a obrigao de cuidar do que vai para a lixeira. Eles devem formar uma rede para que, em quatro anos, os lixes no existam mais. Tudo que pode ser reaproveitado ou reciclado deve voltar para a cadeia produtiva e, apenas depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento, uma parte pequena do lixo, o chamado rejeito, deve ir para aterros. O governo federal vai preparar um Plano de Resduos Slidos, com diagnstico e normas bem definidas. O mesmo deve ser feito em Estados e municpios. As indstrias tero de fazer planos de gesto. Espera-se formar um ciclo, em que governos e empresas, para atingirem os objetivos propostos, pressionem pela coleta seletiva. Se o lixo no for separado na coleta, os empresrios tero mais dificuldade para cumprir as metas de recolhimento de embalagens e produtos. A obrigao de dar um fim aos lixes deve dar a partida para que o ciclo comece a girar. A prtica de dispor os resduos em terrenos vazios, sem qualquer cuidado, era muito mais barata. "Para um aterro sanitrio valer economicamente, tem que durar pelo menos 20 anos. Se houver separao do lixo, pode durar 30. A necessidade de no saturar o aterro rapidamente vai ser estmulo para empresa de limpeza fazer coleta seletiva e incentivar consumidor a separar lixo seco do mido", afirma Gonalves. O diretor-executivo da Associao Brasileira de Empresas de Limpeza Pblica e Resduos Especiais (Abrelpe), Carlos Silva Filho, questiona a capacidade dos municpios de custear o novo processo, com triagem prvia dos resduos e destino correto do rejeito. Ele defende a necessidade de parcerias entre poder pblico e iniciativa privada, por meio das quais "os municpios vo receber infraestruturas modernizadas e podero pagar por isso ao longo do tempo." Historicamente, as prefeituras no conseguem manter funcionando por mais de um ano um aterro correto com proteo, coleta de gases, sem cheiro ou acmulo de insetos. A tendncia que virem lixes. Para evitar que isso acontea, o governo tem incentivado convnios de cooperao. "No vivel que cada municpio tenha um aterro. preciso dar escala, fazer com que equipamentos atendam mais de um local", diz. A ideia que os municpios faam planos conjuntos, montem consrcios pblicos e listem os equipamentos necessrios como quantidade de aterros, mquinas e postos de coleta. A lei prev incentivos do governo, com prioridade a esses consrcios. Foram firmados convnios com 18 Estados, que passam por diagnstico. Aqueles que descumprirem prazos e metas no vo receber recursos. Para a coordenadora executiva e de ambiente urbano da ONG Instituto Plis, Elizabeth Grimberg, o primeiro ano da poltica ser uma fase de diagnstico, o segundo de comeo de execuo e, em quatro anos, "poderemos ter municpios com 100% de coleta seletiva". Ela est otimista, mas critica uma alterao considerada importante pelos ambientalistas. O Senado cortou do texto a indicao de que a queima do lixo para aproveitamento energtico s poderia ser feita em ltimo caso. "Havia uma nfase grande para se esgotar as possibilidades de gesto, o que reforava a poltica no sentido da no incinerao." A possibilidade de incinerao do lixo foi uma das polmicas que fez a aprovao da poltica no Congresso arrastar-se por tanto tempo. No processo, o lixo queimado de forma controlada, enquanto o vapor gerado produz energia eltrica. Entre os temores dos ambientalistas esto a emisso de gases poluentes e o custo. Para queimar todo o lixo produzido pela cidade de So Paulo, 12 mil toneladas por dia, o investimento em usinas seria de pelo menos R$ 3,5 bilhes, segundo a Pyry Tecnologia, empresa especializada no servio. Seriam produzidos 300 MW de energia, que atenderiam a cerca de 1 milho de habitantes. A diretora de qumica e energia da Pyry Brasil, Lcia Coraa, afirma que a tecnologia de tratamento dos gases produzidos na queima est muito evoluda. Ainda assim, admite que seria melhor queimar apenas o que no pode ser aproveitado: "Esse o melhor dos mundos, mas preciso levar em conta o estgio educacional do pas. Seria necessrio um amadurecimento domstico para separao consciente e um mercado para o reciclado e o composto orgnico, o que ainda no existe. Por isso, queimar o lixo diretamente seria hoje o mais realista". O diretor de ambiente urbano do MMA defende que a queima vivel s para situaes especficas, como produtos contaminados, e que, por isso, o ltimo ponto de uma lista de possibilidades.