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Assunto: A revoluo do bioplstico brasileiro
País: Brasil
Fonte: http://www.wharton.universia.net/index.cfm?fa=viewArticle&id=1704&language=portuguese
Data: 9/2012
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.wharton.universia.net/index.cfm?fa=viewArticle&id=1704&language=portuguese
Curiosidade (texto):
A produo de plsticos de fontes renovveis a prxima fronteira a ser explorada na busca de formas que amenizem nossa dependncia do petrleo e diminuam o tamanho da nossa pegada digital. Contudo, o pas frente desse tipo de pesquisa no tem fama de potncia tecnolgica. O Brasil est na vanguarda dessa indstria depois de dcadas de pesquisas e de dedicao a uma tecnologia baseada no lcool extrado da cana-de-acar. Essa tecnologia deu provas de que ecologicamente sustentvel e pode at mudar a forma como fazemos as coisas: de produtos de uso pessoal at carros. Como o plstico um material indispensvel na vida moderna, tornar sua distribuio mais sustentvel pode ter um impacto positivo muito importante para o meio ambiente. O consumo anual de plstico no mundo inteiro cresceu 20 vezes desde os anos 50, totalizando 150 milhes de toneladas. Estima-se que a produo de 1kg do plstico mais comum exija o equivalente a 2 kg de matria-prima fssil (petrleo) e de energia, e libere aproximadamente 6kg de dixido de carbono. Os plsticos verdes, ou no-poluentes, poderiam aliviar em grande medida esses impactos negativos. Conforme explicam os funcionrios da Braskem, principal produtora de produtos petroqumicos e de plstico da Amrica Latina, o desenvolvimento do bioplstico no apenas contribuir para evitar o aquecimento global e o esgotamento das reservas de petrleo; sua natureza reciclvel tambm influenciar a gesto do lixo em reas urbanas. Alm disso, dar livre curso a uma tecnologia que revolucionar o ciclo de produo e de uso da energia sob vrios aspectos. Surgir da um ciclo de produo, reciclagem e reutilizao que alimentar a si mesmo. O plstico verde, tambm conhecido como bioplstico, feito de 100% de matria-prima renovvel (como o lcool de origem vegetal), tem as mesmas especificaes dos plsticos petroqumicos e 100% reciclvel. O bioplstico no precisa ser necessariamente biodegradvel. Conforme explica Jeffrey Wooster, gerente snior da cadeia de valor da Dow Chemical, a maior fabricante de plsticos do mundo: Nossa grande preocupao so as emisses de carbono, sendo que o plstico produzido de fontes renovveis tem uma pegada lquida de carbono positiva. Comparada com a produo de plsticos derivados do petrleo, que emitem dixido de carbono (CO2) na atmosfera, a produo de plsticos verdes, ao contrrio, absorve CO2 durante a fotossntese da cana-de-acar. A cada 1kg de plstico verde produzido, entre 2,1kg e 2,5kg de CO2 so eliminados da atmosfera. Tanto a Braskem quanto a Dow, lderes do setor, dizem que os plsticos verdes reciclveis normalmente tm desempenho melhor do que as alternativas biodegradveis nas anlises de sustentabilidade. Os plsticos verdes biodegradveis so menos durveis, no podem ser facilmente eliminados devido necessidade de separ-los do material reciclvel tradicional, e liberam gs metano (um poderoso gs de efeito estufa) quando se decompem nos aterros sanitrios. Por outro lado, os plsticos verdes armazenam, de fato, durante muito tempo, o CO2 absorvido na fotossntese, na medida em que reciclado e usado de diferentes maneiras. No final de sua vida til, pode-se queimar o plstico verde para recuperao de seu contedo de energia. De acordo com funcionrios da Braskem, o aspecto revolucionrio desses produtos consiste no fato de que so renovveis, e no biodegradveis. Em outras palavras, eles podem ser reciclados sem prejuzo para o processo, o que j no acontece, por exemplo, com o cido poliltico, o plstico biodegradvel mais comum produzido base do lcool de milho. No final de sua vida til, os plsticos no-biodegradveis podem ser incinerados juntamente com outros tipos de lixo urbano para gerar eletricidade e outras formas de energia. Levando-se em conta que h cada vez menos locais para aterros sanitrios em reas urbanas como So Paulo e em certas regies da Europa, a possibilidade de incinerar de forma sustentvel o lixo e gerar energia so objetivos bastante cobiados. A tecnologia atualmente utilizada no Brasil para a fabricao de plsticos verdes muito eficaz. O etano, matria-prima usada na fabricao do plstico, produzido por meio da simples remoo de uma molcula de gua (H2O) da cana-de-acar atravs de um processo de desidratao. No fim, o plstico produzido tem as mesmas caractersticas do plstico tradicional derivado de matrias-primas fsseis, como a nafta ou o gs natural. Devido a suas caractersticas, o plstico base do etanol da cana-de-acar pode competir favoravelmente com o plstico convencional derivado do petrleo podendo at mesmo ser vendido a um preo mais elevado para consumidores que se preocupam com o meio ambiente. Embora no exista ainda expedio de certificado para essa indstria, os laboratrios de datao do carbono tm sido utilizados para garantir que o plstico produzido seja 100% derivado de fontes renovveis. Plstico de amido de milho O Brasil no o nico pas que fabrica o bioplstico. Nos EUA, essa tecnologia j existe h mais de uma dcada, sendo o milho a matria-prima mais comumente utilizada. A NatureWorks, uma joint venture entre a Cargill e a Teijin, tem uma usina capaz de produzir 140.000 toneladas de plstico biodegradvel de amido de milho em Blair, Nebraska. A Metabolix, de Cambridge, Massachusetts, est montando uma usina para a produo de plstico biodegradvel de amido de milho. Alm dessas empresas, a Dupont, com base em uma estratgia de US$ 8 bilhes para a duplicao das receitas obtidas com fontes renovveis at 2015, associou-se a Plantic Technologies para a produo de plsticos de amido de milho. H tambm diversos projetos em andamento na Europa. A Innova Films da Gr-Bretanha est construindo uma nova usina para a produo de 28.000 toneladas de filme de plstico de celulose de madeira, enquanto a Novamont, da Itlia, j fabrica plsticos de amido de milho e polister biodegradvel h mais de dez anos. Contudo, a produo nesses pases menos competitiva em termos de custo e se concentra sobretudo em projetos de pequena escala patrocinados por companhias especializadas de biotecnologia. O aumento recente do preo do petrleo melhorou a competitividade do custo da matria-prima renovvel vegetal, principalmente no Brasil, e incentivou as grandes empresas petroqumicas tradicionais a investir em projetos significativos de plstico verde. Em junho de 2007, a Braskem anunciou a produo bem-sucedida do primeiro plstico com certificao internacional feito do etanol da cana-de-acar. Um ms depois, a Dow fez uma joint venture com a Crystalsev, principal fabricante de etanol no Brasil, para tambm produzir bioplsticos. As duas empresas logo passaram a produzir comercialmente o produto. A Braskem est construindo atualmente uma usina de US$ 300 milhes no complexo de Triunfo com uma capacidade de produo de 200.000 toneladas de plstico verde ao ano. Com inaugurao prevista para 2010 ou 2011, essa ser a primeira instalao do tipo a entrar em operao comercial. Ao mesmo tempo, a Dow e a Crystalsev esto montando a primeira usina integrada (lavoura de cana-de-acar, usina de etanol e de fabricao de plstico) para a produo de bioplstico. A usina produzir 350.000 toneladas mtricas de plstico e dever comear a funcionar em 2011, tornando-se parte fundamental da estratgia de crescimento da Dow no Brasil. Embora a usina integrada precise de mais algum tempo para entrar em funcionamento, ela permitir a Dow e a Crystalsev tirar vantagem de sinergias importantes no processo de produo como, por exemplo, a utilizao da gua resultante da converso do etanol em etano e a gerao conjunta de eletricidade por meio dos subprodutos da produo de cana-de-acar. Inicialmente, a Braskem investir apenas em uma usina para a produo de etano do etanol comprado no mercado e usando esse material como insumo em uma de suas usinas de produo j existentes. Estamos investindo nessa estratgia para sermos os primeiros a tirar vantagem de um mercado em expanso de produtos com efeitos positivos sobre o meio ambiente, diz Manoel Carnaba, vice-presidente de insumos bsicos da Braskem. A segunda usina de bioplsticos da Braskem, programada para entrar em funcionamento entre 2012 e 2014, ser totalmente integrada para tirar proveito das sinergias de produo. Como empresa domstica, a Braskem conhece o mercado de etanol local e tem bom relacionamento com os fornecedores. Para a Dow, a parceria com a Crystalsev era a melhor maneira de tirar vantagem da tecnologia de produo local do etanol e de ter acesso matria-prima em grande volume. A Crystalsev empresa de ponta no segmento, tem uma cultura semelhante e objetivos compatveis, minimizando o risco associado a esse novo negcio, avalia Alberto Ulriksen, diretor de produtos de polietilenos da Dow para a Amrica Latina. Para a Dow, o projeto surgiu primeiramente como forma de montar uma base de ativos de plstico no Brasil e garantir o acesso s matrias-primas de preo competitivo. No tnhamos acesso aos insumos: tnhamos de comprar o etileno. Esse no de modo algum o modelo da Dow. A nica forma que encontramos de entrar efetivamente no Brasil foi atravs dos insumos de etanol. Essa foi a principal razo de ser do projeto, diz Ulriksen. No obstante, a sustentabilidade tambm foi levada em conta na deciso de entrada da Dow. Uma das coisas que nos atraiu muito foi a sustentabilidade, porque se trata de um avano em relao pegada de carbono e tem um alto valor no mercado, acrescenta Ulriksen. A deciso da Braskem de entrar no segmento de bioplstico no foi motivada pela necessidade de ter acesso a matrias-primas de preos competitivos, e sim pela oportunidade de capitalizar a demanda crescente por produtos verdes. Depois de alcanar um patamar de produo de plstico derivado de cana-de-acar a um custo competitivo, a Braskem quer diferenciar seu produto criando um nicho de mercado para ele. A Braskem est posicionando seu bioplstico de tal forma que ele seja comercializado como produto premium, e assim consiga preos mais elevados do que o do plstico convencional. A estratgia nada tem a ver com custo, e sim com a adio de valor que o produto vai conferir captura de CO2 da atmosfera e reduo do efeito estufa, observa Luiz Nitschke, diretor de projeto de biopolmeros de So Paulo. A Braskem espera que o biopolmero (bioplstico) venda 50% mais do que o produto petroqumico convencional. A Dow comercializar seu plstico verde com a mesma marca (Dowlex) utilizada nas resinas plsticas de combustvel fssil. Embora essa marca desfrute de grande reputao entre os clientes industriais da empresa, ela no muito conhecida do consumidor final. Por outro lado, a Braskem est trabalhando em conjunto com os departamentos de marketing das empresas das indstrias automotiva, de empacotamento de alimentos, cosmticos e de produtos de higiene pessoal que podero usar aplicaes de plstico verde e tirar vantagem da demanda crescente por produtos sustentveis. Se a Braskem e suas parceiras conseguirem criar valor de mercado e comunic-lo corretamente, o produto ser lucrativo a despeito da evoluo dos preos do petrleo, diz Nitschke. Em setembro de 2008, a empresa assinou um acordo de distribuio com a Toyota Tsusho, brao comercial da montadora, para venda da produo futura de plstico verde para clientes asiticos. A Braskem anunciou tambm, recentemente, a certificao de outro tipo de plstico verde que pode ser usado pela indstria automobilstica. A Braskem produz pequenas quantidades do produto em suas instalaes de testes e j est comercializando o produto atravs de bens de consumo de alta visibilidade e de eventos esportivos. Em junho de 2008, em parceria com a fbrica de brinquedos Estrela, lder do setor no Brasil, a Braskem comeou a produzir peas para o Banco Imobilirio Sustentvel, uma verso ecologicamente correta do popular jogo de tabuleiro que vem sendo vendido com grande sucesso pelo Wal-Mart. Em novembro de 2008, Felipe Massa, vencedor da etapa brasileira da Frmula 1, recebeu o primeiro trofu de bioplstico do mundo feito com plstico verde da Braskem. Como empresa multinacional emergente, a Braskem considera o plstico verde uma forma de chegar liderana mundial. O objetivo principal da empresa o de se tornar o principal produtor do mundo desse tipo de plstico por meio da alavancagem de sua slida base de produo no Brasil, auxiliada por seu posicionamento pioneiro nesse mercado e com uma vantagem tecnolgica decorrente de mais de dez anos de experincia e de investimentos importantes em P&D. A Braskem pretende ocupar um nicho nos mercados das economias desenvolvidas, sobretudo na Europa e no Japo. Nesses pases, as pesquisas mostram que o consumidor est disposto a pagar mais por produtos sustentveis. Alm disso, as normas ambientais exigem a utilizao de plsticos feitos de fontes renovveis. De acordo com os executivos da empresa, a Braskem recebeu pedidos equivalentes a trs vezes o volume que produzir em 2010, isto , 600.000 toneladas. Contudo, esse nmero corresponde apenas a 1% do mercado mundial de plstico. A Dow, por sua vez, interpreta seu projeto de plstico verde no Brasil como uma entre muitas outras estratgias inovadoras que vem introduzindo no mundo todo. apenas uma gota no oceano, mas essa gota de um azul esverdeado, observa Ulriksen, para quem a produo do plstico verde no pode substituir, de modo algum, a produo da empresa baseada em fontes fsseis, mas pode, sem dvida alguma, permitir a ela ingressar no mercado brasileiro de polietileno. Contudo, a Dow no subestima a possibilidade de usar o Brasil como plataforma de exportao. De acordo com Wooster, os canais de distribuio da Dow sempre estaro disponveis para tirar vantagem dos mercados estrangeiros. O Brasil nos escolheu Para a Dow e a Braskem, o Brasil representa uma possibilidade valiosa para a explorao da produo de plstico de fontes renovveis, j que tem uma vantagem competitiva em relao a outros pases onde os custos para a produo do mesmo volume de etanol so duas vezes maiores. No escolhemos o Brasil; o Brasil nos escolheu, acrescenta Ulriksen referindo-se ao Brasil como plataforma ideal para a produo de plsticos feitos de fontes renovveis. A produo brasileira de etanol com base na cana-de-acar muito mais eficiente do que a produo americana, baseada no milho, diz Wooster. O Brasil , de fato, o principal produtor de cana-de-acar do mundo, e o mais eficiente. A cana-de-acar no Brasil utilizada como insumo bsico para uma srie variada de produtos de valor agregado, como alimentos, biocombustveis e, agora, plstico. O Brasil comeou a utilizar o etanol como combustvel j nos anos 20, sendo que a produo ganhou impulso durante a crise do petrleo dos anos 70, quando o governo lanou o programa Pr-lcool. Com a concesso de incentivos fiscais e de subsdios aos produtores de cana, a indstria ganhou investimentos e as grandes destilarias cresceram passando a produzir etanol, sobretudo no Estado de So Paulo. Nos anos 90, o governo retirou o subsdio e acabou com os controles de preos sobre o etanol, criando assim o primeiro mercado auto-sustentvel do mundo. O etanol brasileiro compete com a gasolina, partindo-se do pressuposto de que o preo do combustvel de, no mnimo, US$ 40 o barril. A produo de etanol criticada muitas vezes devido a seu impacto sobre a produo de alimentos e sobre o meio ambiente. Contudo, essas crticas no tm fundamento no caso do Brasil. Em primeiro lugar, h abundncia de terras no pas, sendo que a produo do etanol ocupa apenas 1% das terras cultivveis. Alm disso, cerca de 65% da expanso recente de produo da cana-de-acar ocorreu em regies pastoris degradadas. Por fim, ainda h espao suficiente para aumentar a produtividade da terra usada para pastagem, atenuando a presso sobre o uso da terra para outros fins de carter agrcola. A produo do etanol tambm est longe de ameaar a floresta amaznica. No s a plantao se concentra no sudeste e no centro do pas, a cerca de 2.500 km da Amaznia, como tambm o clima e as condies da terra na regio amaznica tornam a produo de cana-de-acar economicamente invivel. Diferentemente do que se acredita, a produo de etanol da cana-de-acar no tem impacto negativo sobre a produo de outros bens agrcolas. Na verdade, a produo de cana-de-acar e de alimentos aumentou de forma constante no Brasil em anos recentes. A preocupao do Brasil em transformar a produo da cana num agronegcio de excelente desempenho e sustentabilidade resultou no maior volume de produo do mundo e permitiu um aumento paralelo na produo de outras lavouras agrcolas, como a de cereais e de soja. Em mdia, o rendimento do etanol da cana-de-acar brasileira de 6,8 mil litros por hectare, ante 5,5 mil da beterraba europeia e 3,8 mil do milho americano. Alm disso, novas tecnologias devero aumentar de forma expressiva o rendimento da cana nos prximos anos. A utilizao de tecnologia de ponta e de operaes de alta eficincia nas destilarias significa tambm que o etanol da cana brasileira tem uma vantagem de custo evidente. A eficincia da produo mantm o custo baixo, a US$ 0,23 o litro, ante US$ 0,39 no caso do etanol de milho nos EUA e US$ 0,52 para o etanol de trigo na Europa. Essas vantagens de custo e de recursos esto atraindo o interesse do investidor pela indstria, alm de incrementar os esforos das empresas visando utilizao do etanol para a criao de outros produtos, e no s combustvel. O pas produz atualmente 487 milhes de toneladas de cana-de-acar e 22 bilhes de litros de etanol. Na colheita de cana de 2007-2008, a produo do etanol brasileiro dever chegar a 22 bilhes de litros. Ao longo de 2008, cerca de 29 destilarias devero entrar em funcionamento, enquanto o investimento na indstria dever totalizar US$ 33 bilhes no decorrer de 2012. A Dow e a Braskem planejam usar cerca de 300 litros de etanol at 2012 na produo de plsticos verdes no Brasil. Conforme disse Bruno Pereira, gerente de desenvolvimento de plsticos da Dow: No h lugar do mundo que produza, nessa escala, matrias-primas de forma to responsvel. Isso confirma o tremendo potencial do Brasil de maior produtor mundial, no s de etanol, mas tambm de bioplsticos. Mesmo com a queda atual dos preos do petrleo, a produo de bioplsticos no Brasil continua muito atraente devido competitividade de custo e aos impulsionadores da demanda, como o interesse cada vez maior do consumidor por embalagens de impacto positivo sobre o meio ambiente e maior nfase sobre a sustentabilidade por parte de fabricantes do mundo todo. No futuro, o consumidor poder dirigir carros no s movidos a lcool, mas tambm parcialmente feitos desse produto; o consumidor poder adquirir bebidas alcolicas em garrafas feitas de lcool e desfrutar de doces embalados em plstico feito de etanol. Contudo, ainda h um longo caminho a percorrer at esse momento. Estima-se que a produo anual de plstico verde aumentar para cerca de um milho de toneladas mtricas at 2011, o que representa apenas cerca de 0,7% do plstico utilizado hoje em dia. Na verdade, as 550.000 toneladas mtricas de bioplstico produzidas no Brasil at 2012 atendero a menos de 1% das necessidades da demanda mundial de plstico. Este artigo de autoria de Rosala Morales, Daniel Pulido, Summer Ticas, e Mara Trigo, membros da Lauder Class de 2010. Publicado em: 15/05/2009