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Assunto: Setor de alta tecnologia pr-histrico
País: Brasil
Fonte: setor reciclagem
Data: 9/2012
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.setorreciclagem.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=1166
Curiosidade (texto):
Os setores tradicionais da economia j avanaram muito na reciclagem de metais como o alumnio, o cobre e o ferro. Mas se o setor de alta tecnologia quiser capitanear o movimento rumo a uma economia limpa, ento est passando da hora de comear a se ocupar com a reciclagem dos chamados "metais de alta tecnologia", como o ltio, o neodmio e o glio. O alerta de um relatrio que est sendo preparado pelo Programa de Meio Ambiente da ONU, e que dever ser completado at o final do ano. Metais de alta tecnologia Esses metais de alta tecnologia so necessrios para a fabricao de componentes-chave para turbinas elicas, clulas solares, baterias para veculos hbridos, clulas a combustvel e sistemas de iluminao de alta eficincia, baseada em LEDs. Alm da reciclagem ser um dos pilares de uma economia sustentvel, esses metais so raros, com poucas minas que, como sempre acontece em minerao, esto localizadas em pontos geogrficos definidos, sem qualquer distribuio equitativa entre os pases. No entanto, apesar da preocupao presente no discurso dos executivos do setor de alta tecnologia, sobre a escassez dos metais especiais e dos seus altos preos, apenas cerca de 1% desses metais essenciais alta tecnologia so reciclados hoje. Os restantes 99% so simplesmente jogados no lixo no final da vida til dos equipamentos. Reciclagem dos metais especiais Segundo os resultados preliminares do relatrio, a menos que essas taxas de reciclagem subam drasticamente, os metais especiais e os elementos retirados das terras raras se tornaro "essencialmente indisponveis para o uso da tecnologia moderna." O relatrio tambm ressalta os ganhos energticos e a diminuio do impacto ambiental que poderiam ser obtidos se o setor de alta tecnologia alcanasse a taxa de reciclagem dos metais tradicionais. Isso ocorre porque os metais reciclados gastam entre duas e dez vezes menos energia do que a fundio dos mesmos metais a partir dos minrios brutos. "Melhorar as taxas de reciclagem no apenas oferece um caminho para melhorar a oferta e manter os preos dos metais mais baixos, mas tambm pode gerar novos tipos de emprego e garantir a longevidade das minas e das reservas minerais encontradas na natureza", afirmou Achim Steiner, subsecretrio da ONU para assuntos do meio ambiente. Metais acima do solo Para analisar o impacto da extrao e do consumo dos metais, os pesquisadores utilizam o conceito de metais "acima do solo" - os metais que j foram extrados das minas e esto em uso pela sociedade. Veja algumas das concluses preliminares do relatrio sobre a nossa "sociedade metlica": A quantidade de ao por pessoa nos Estados Unidos est hoje entre 11 e 12 toneladas. Na China de 1,5 tonelada. Os estoques mundiais de metais tm crescido de tal forma que hoje h cobre "acima do solo" equivalente a 50 kg por pessoa. Desde 1932, a quantidade de cobre por pessoa nos Estados Unidos cresceu de 73 kg para perto de 240 kg hoje. Se este padro de consumo de metais for seguido por todos os pases, a quantidade de cobre e outros metais seria de 3 a 9 vezes os nveis atuais. A vida til do cobre em edifcios de 25 a 40 anos, enquanto nos PCs e nos telefones celulares o tempo de vida til do metal inferior a cinco anos. A demanda global por metais como cobre e alumnio duplicou nos ltimos 20 anos. A falta de infraestrutura adequada para a reciclagem dos resduos de equipamentos eltricos e eletrnicos na maior parte do mundo est causando perdas contnuas de cobre e outros metais valiosos, como ouro, prata e paldio. Para vrios metais de alta tecnologia, como o ndio e o rdio, mais de 80 por cento de toda a quantidade extrada dos recursos naturais saiu das minas apenas nas ltimas trs dcadas. ndio O relatrio cita o ndio como exemplo dos cerca de 40 metais de alta tecnologia estudados, incluindo aqueles contidos nas terras raras. O estudo destaca que esses metais so cruciais para as tecnologias sustentveis do futuro, como energias elica e solar e baterias avanadas para veculos hbridos. O ndio usado em semicondutores, em diodos emissores de luz (LEDs), sistemas avanados de imagens mdicas e clulas solares. O ndio um metal encontrado em baixas concentraes na natureza e minerado como um subproduto dos minrios de zinco. Prev-se um forte crescimento da demanda bruta do ndio, de cerca de 1.200 toneladas em 2010 para cerca de 2.600 toneladas em 2020. Acredita-se que as taxas de reciclagem atuais de ndio sejam inferiores a um por cento, com um dado similar para os outros metais especiais. o caso do telrio e do selnio, usados em clulas solares de alta eficincia, do neodmio e do disprsio para ms de turbinas elicas, do lantnio das baterias para veculos hbridos e do glio, usado nos LEDs. Paldio O relatrio cita o paldio como exemplo dos oito metais preciosos estudados, incluindo o ouro e a prata. O paldio utilizado em catalisadores de carros, catalisadores industriais e em reas to diversas quanto odontologia e fabricao de joias. Atualmente as taxas de reciclagem do paldio chegam a at 90 por cento nas aplicaes industriais, com taxas mais moderadas na indstria automobilstica, onde ficam em torno de 50 a 55 por cento. Entretanto, nas aplicaes eletrnicas, as taxas de reciclagem do paldio esto apenas entre cinco e dez por cento, em parte porque menos de 10 por cento dos telefones celulares so reciclados adequadamente. Reciclagem dos metais O relatrio tambm destaca que possvel melhorar a situao dos metais tradicionais: A produo mundial de ao utiliza 1,3 bilhes de toneladas de ferro por ano, que geram emisses de 2,2 bilhes de toneladas de gases de efeito estufa. O ao "secundrio", originrio de reciclagem, causa 75 por cento menos emisses de gases de efeito estufa. As emisses geradas pelo alumnio reciclado so aproximadamente 12 vezes menores do que na produo de alumnio primrio. Atualmente, apenas poucos metais, como ferro e platina, tm taxas de reciclagem no fim da vida til de 50 por cento ou mais. Para cada 100 milhes de toneladas de ao primrio substitudas por ao secundrio, ou reciclado, faz-se uma economia de cerca de 150 milhes de toneladas de CO2. fonte: www.inovacaotecnologica.com.br