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Curiosidades


Assunto: Reciclagem de lixo eletrnico, o e-lixo, oportunidade de mercado
País: Brasil
Fonte: G1
Data: 11/2012
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2012/10/reciclagem-de-lixo-eletronico-o-e-lixo-e-oportunidade-de-mercado.html
Curiosidade (texto):
O lixo eletrnico, tambm conhecido como e-lixo, gerado pelas constantes mudanas tecnolgicas dos computadores e celulares. Cerca de 50 milhes de toneladas de resduos eletrnicos so jogadas fora, todos os anos, pela populao do mundo. No Brasil, algumas empresas encontraram na reciclagem de aparelhos descartados uma boa oportunidade de mercado. Hoje existe mais de um celular por brasileiro. Toda hora surgem modelos novos, toda hora as pessoas esto trocando os aparelhos. Mas o que fazer com os velhos e ultrapassados? E no s celulares. TVs, sons, computadores que a gente no quer mais. A soluo o descarte correto e a reciclagem dos eletrnicos. Um lixo que vale dinheiro. Computadores velhos, TVs e celulares descartados. Quando os aparelhos eletrnicos ficam obsoletos, o empresrio Marcus Oliveira entra em cena, recolhe e trata o lixo eletrnico das empresas. Hoje, s no Brasil, a gente tem mais de um aparelho celular para cada habitante. E alm dos computadores, eletrnicos, tudo isso mais, a cada dia vai sendo muito mais rpido descartado. E vai gerando um volume muito grande, afirma o empresrio. O negcio ganhou impulso com uma lei do governo federal de 2010, que obriga as empresas a cuidar do lixo eletrnico, para no contaminar o meio ambiente. A lei estabelece que o consumidor deve devolver os produtos usados nos mesmos lugares da compra. E as lojas que comercializam os produtos so obrigadas a lev-los ao centro de triagem mais prximo. A lei a Poltica Nacional dos Resduos Slidos que institui diretrizes de como se destinar corretamente todo tipo de resduos slidos no Brasil, entre eles, citado na lei o resduo eletroeletrnico. Ela traz oportunidades para o negcio porque imputa sobre fabricantes, importadores e grandes empresas, ou todo tipo de empresa, a responsabilidade de destinar corretamente os seus resduos eletroeletrnicos, explica Ronilson Rodrigues Freitas, da Associao Brasileira de Reciclagem. A empresa de Oliveira cobra a partir de R$ 0,40 por quilo de material recolhido. Se for para rastrear e destruir arquivos, esse valor pode chegar a mais de R$ 2 por quilo. Segundo o empresrio, com R$ 50 mil d para montar uma pequena empresa de recolhimento de lixo eletrnico. O valor para a estrutura fsica do negcio e para obter a licena ambiental de funcionamento. Tem oportunidades para os novos pequenos empresrios que podem investir num negcio de manufatura reversa de equipamentos eletrnicos e a gente pode inclusive, dar todo o apoio para essa empresa. De quer forma? Adquirindo deles placas eletrnicas, por exemplo, que so fonte de receita, revela Oliveira. Na empresa, o lixo eletrnico desmontado a mo, pea por pea. Depois, separado por categoria. Metais, plsticos, baterias. Eles so entregues para empresas especializadas em reciclagem ou descarte. Parte do lixo vale dinheiro. o caso das placas eletrnicas de computadores. Elas contem 17 tipos de metais. Alguns d para ver fcil. Tem o cobre, o alumnio, o ouro - uma camada bem fininha. Em uma caixa, por exemplo, h mais de 30 gramas de ouro. Marcus vende as placas eletrnicas para empresas na Europa, que extraem os metais. As carcaas plsticas dos eletrnicos so vendidas para uma empresa nacional de reciclagem, e viram mais um negcio. So 230 toneladas por ms de resduos plsticos. Acredito que faa muita diferena para o meio ambiente, porque imagina s um resduo industrial, indo para um aterro, os aterros todos superlotados, incinerao tambm, muito difcil encontrar, custo muito caro, acredito que 230 toneladas que a empresa faa hoje tm um retorno bem significativo ao meio ambiente, diz Eduardo Roberto Golalves, da empresa de reciclagem. Os clientes querem matria-prima com qualidade de nova e preo de velha. Para isso, o essencial no misturar plsticos variados. Entra em cena uma mo de obra diferente: um especialista em cheiros. Raspando, a gente sente o odor do material. Esse aqui poliestireno. Esse outro tipo de plstico ABS. usado na parte de eletrnicos, explica Rafael Batista, classificador de plstico. O plstico separado modo e depois limpo de resduos. Quanto mais puro, maior o valor. uma caa s impurezas. Ela passa um im pelo plstico triturado em busca aos corpos estranhos. muita coisa. 50 quilos por dia. O plstico segue para a prxima etapa, em um equipamento chamado estrusora. conhecida como mquina de fazer macarro. Ela bem barulhenta. Derrete o plstico e solta em fios tipo espaguete, em temperatura de 300 graus. Depois, mergulha na gua e corre por uma banheira comprida, onde o material esfria e endurece. A secagem ocorre em vassouras improvisadas e vai para o granulador, de onde sai o macarro, em forma de gros. Depois s embalar e vender. Depois do processo, o lixo de plstico vale R$ 4 o quilo e muito disputado pelo mercado. O granulado vendido para outra empresa onde, finalmente, o lixo plstico volta a ser produto. Ele derretido e transformado em peas de comunicao visual: acabamento para banners e cabos de bandeira. Com a matria-prima reciclada mais barata, os produtos custam at 50% menos que os feitos de material virgem. para empresa que quer comprar mais barato. E beneficia ns tambm, os empresrios, porque ns temos tambm um custo menor. D para ter uma margem sim, mas beneficia tanto um quanto o outro, relata a empresria Vanda Guerra. O mercado de reciclados crescente. Por ano, o Brasil gera mais de trs quilos de lixo eletrnico por habitante. Agora, a lei fora a reduo dessa quantidade e surgem as oportunidades de negocio. Ns no paramos de comprar eletroeletrnicos. Qualquer consumidor no para de comprar. Quantos mais compramos, mais esse mercado vai ter. A gente une os 2 mercados do futuro: informtica e sustentabilidade, unidos num mercado s. Ento esse mercado crescente e duradouro, diz Freitas, da associao de reciclagem.