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Curiosidades


Assunto: Tratamento conjunto de lixiviado e esgoto vivel
País: Brasil
Fonte: ASBOASNOVAS.COM
Data: 12/2012
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://asboasnovas.com/biosfera/tratamento_conjunto_de_lixiviado_e_esgoto_e_viavel
Curiosidade (texto):
Liquido produzido em aterros sanitrios pode ser tratado, trazendo vantagens ao meio ambiente. Pesquisa da Faculdade de Sade Pblica (FSP) da USP demonstra a viabilidade de tratar o lixiviado, lquido produzido em aterros sanitrios, em estaes de tratamento de esgotos. O estudo da engenheira Miriam Moreira Bocchiglieri aponta que o tratamento conjunto pode trazer vantagens ambientais, desde que planejado e executado adequadamente, respeitando a capacidade das estaes. Tratamento de lixiviado com esgotos pode trazer vantagens ao meio ambiente. O trabalho procurou analisar experincias de tratamento do lixiviado de aterros sanitrios (mais conhecido como chorume), em conjunto com o esgoto, em estaes do sistema pblico no Estado de So Paulo. O tratamento pode ser feito no prprio aterro de maneira integral ou parcial, ou em conjunto com os esgotos sanitrios, relata a pesquisadora. Em muitos casos, entretanto, ele no tratado, sendo usual a prtica de recirculao do lixiviado pelas clulas do aterro. O estudo foi desenvolvido na Estao de Tratamento de Esgotos (ETE) de Barueri, de grande porte. Tambm foram analisadas estaes menores, em So Sebastio (ETE Boiucanga), no litoral, e nos municpios de Tup e Fernandpolis, no interior de So Paulo. A estao de Barueri emprega o processo de tratamento por lodos ativados convencional. A vazo elevada confere flexibilidade ao sistema pela diluio dos lixiviados com os esgotos sanitrios. Em Boiucanga usado o mtodo de lodos ativados por batelada. A estao de Tup emprega o sistema de lagoa aerada, enquanto Fernandpolis utiliza um processo natural, o chamado sistema australiano, composto por lagoa anaerbia seguida de facultativa. Capacidade Todas as estaes estudadas podem receber o lixiviado, mas necessrio estabelecer limites de recebimento. Para dimensionar o potencial de recebimento, deve-se verificar a capacidade de suporte das estaes, na fase lquida e na fase slida, considerando a proteo aos sistemas biolgicos de tratamento(aerbios e anaerbios) e o atendimento legislao quanto ao efluente e lodo gerados nas estaes, observa Miriam. Segundo a pesquisadora, dentro da tendncia mundial de se tratar fontes de poluio da porta para dentro, o ideal seria tratar o lixiviado no prprio aterro. Porm, em funo das caractersticas especficas dos lixiviados, como a elevada carga orgnica, a flutuao de vazo em decorrncia das chuvas, o tratamento isolado pode se tornar complexo e caro, aponta a engenheira. O tratamento conjunto, sob condies especficas, pode se configurar numa alternativa sanitria e ambientalmente segura, se os sistemas forem bem projetados, bem concebidos e bem operados, mediante critrios j conhecidos e consagrados tecnicamente. Essa integrao pode representar avanos importantes nas questes de desenvolvimento urbano e qualidade ambiental, diz Miriam. Para sua viabilizao preciso haver o envolvimento das esferas competentes, nas quais tm incio os processos de planejamento das cidades. O estudo recomenda que os municpios, ao implantarem aterros sanitrios e estaes de tratamento de esgotos, analisem a possibilidade de operao conjunta. A pesquisa de Miriam descrita em tese de doutorado apresentada na FSP em maio deste ano. O trabalho teve a orientao do professor Wanderley da Silva Paganini. Mais informaes: miriammoreira@sabesp.com.br (Fonte: Jlio Bernardes;Agncia USP/Mercado tico)