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Assunto: Gerao de energia com resduos slidos
País: Brasil
Fonte: http://www.nova.art.br/sil/principal/Noticias.asp?codNoticia=228
Data: 1/2013
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.nova.art.br/sil/principal/Noticias.asp?codNoticia=228
Curiosidade (texto):
Por Adriano Pires e Abel Holtz - O Estado de S.Paulo Nos ltimos meses, quase diariamente a imprensa publica opinies e anlises sobre a preparao dos estdios, aeroportos, estradas e hotis necessrios para a realizao da Copa em 2014. As opinies divergem, mas registram a falta de planejamento para programas dessa envergadura. Tambm em 2014 entraro em vigor normas e regulamentos sobre o destino final dos resduos slidos provenientes de domiclios, indstrias, hospitais, etc. Pelas disposies que se conhecem, os "lixes" deixaro de existir e aterros sanitrios devero conter em larga medida os rejeitos da sociedade. Apesar da medida ser entendida por todos, cabe perguntar o que tem sido feito para a conscientizao da populao sobre a separao dos resduos que so produzidos. Ao que se sabe, nada. Resduos slidos so resultantes das diversas atividades humanas e podem ter diversas origens: industrial, domstica, hospitalar, comercial, agrcola, de limpeza de vias pblicas, etc. O crescimento demogrfico, a mudana ou a criao de hbitos, a melhoria do nvel de vida, o desenvolvimento industrial e uma srie de outros fatores so responsveis por alteraes nas caractersticas dos resduos, contribuindo para agravar o problema de sua destinao final. O gerenciamento inadequado desses resduos pode resultar em riscos para a qualidade de vida das comunidades, criando, ao mesmo tempo, problemas de sade pblica e se transformando em fator de degradao do meio ambiente. Alm dos problemas ambientais e dos altos custos para operao dos processos, h uma grande rejeio da sociedade deposio de qualquer resduo prximo sua residncia, tanto pelos odores desagradveis como pela desvalorizao econmica que produz ao patrimnio imobilirio. Por sua vez, a soluo dos aterros sanitrios seria um avano pondervel, sem dvida, mas, mesmo protegendo o contato do lixo nele armazenado com o terreno pelo uso de devida proteo, os aterros nada mais so do que verdadeiras cloacas onde o lixo ser decomposto, produzindo metano e o chamado chorume, lquido bastante txico e sem uso. Enquanto o metano poderia ser utilizado quando devidamente coletado - j h exemplos do seu uso para a produo de energia eltrica em alguns aterros sanitrios em vrias regies -, o chorume continua nos aterros, podendo vazar e contaminar o terreno, os lenis freticos e nossos rios. Os lixes e aterros existentes no Pas j esto, em sua grande maioria, saturados. Uma soluo mais racional e moderna j est sendo usada em muitos pases da Europa e nos EUA. A soluo a produo de energia eltrica pela queima dos resduos domiciliares (lixo) em usinas prprias que produzem vapor. Esse vapor alimenta as caldeiras e as turbinas que vo produzir energia eltrica. Na Europa j se processam 130 milhes de toneladas de lixo, gerando energia trmica em mais de 700 instalaes e produzindo mais de 8.800 megawatts de energia eltrica. Os dados estatsticos quanto limpeza urbana no Brasil so muito deficientes, pois as prefeituras tm dificuldade de normatiz-los de forma uniforme, j que existem diversos padres de aferio dos vrios servios em cada uma delas. Considerando que nossa populao beira os 200 milhes de habitantes, h uma produo mdia de 200 toneladas de lixo dirias que possibilitariam a produo de energia tendo o lixo como combustvel da ordem de 2 mil MW mdios dessa fonte, a mesma produo de uma central nuclear como Angra 1. Em larga medida, os resduos slidos poderiam passar a ser equivalentes biomassa, que j utilizada na produo de energia eltrica. Ainda poderamos gerar energia eltrica utilizando os resduos slidos em conjunto com a biomassa ou o gs natural. A construo de geradoras de energia eltrica bicombustvel maximiza o uso dos dois combustveis, aumentando a produo da energia assegurada. Talvez, em futuro prximo, nossos edifcios e residncias podero contar em condomnio com a produo da energia eltrica que consomem. SO, RESPECTIVAMENTE, DIRETOR DO CENTRO BRASILEIRO DE INFRAESTRUTURA (CBIE) E ENGENHEIRO, CONSULTOR NA REA DE ENERGIA E NEGCIOS