Curiosidades

  • Patrocinado por:

  • Busca

    Palavra Chave:

    Data:





Curiosidades


Assunto: Renda que vem do lixo
País: Brasil
Fonte: reciclaveis.com.br
Data: 8/2013
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.reciclaveis.com.br/noticias/01305/0130502renda.htm
Curiosidade (texto):
Garrafas de refrigerante, latinhas de cerveja, papeis usados ou papeles. O que descarte nos lares brasileiros tem potencial econmico para grupos que vivem e se sustentam da reciclagem e fazem do lixo uma fonte garantida de dinheiro. Somente na Capital goiana, aproximadamente, 350 pessoas trabalham e sobrevivem do retorno que conseguem nas 17 cooperativas de triagem de reciclveis registradas no programa Coleta Seletiva Goinia, da Prefeitura. Segundo o diretor de Coleta Seletiva da Companhia de Urbanizao Municipal (Comurg), Mrio Jos de Oliveira, alm do sustento dos trabalhadores e seus familiares, o objetivo do programa a incluso social. "A maioria das pessoas empregadas nas cooperativas no teriam muitas outras oportunidades de trabalho no mercado devido, especialmente, a baixa ou nenhuma escolaridade que apresentam", comentou. Conforme o diretor, os materiais reciclveis so recolhidos pela prefeitura nos bairros da cidade e entregues aos grupos inclusos no programa de acordo com a capacidade de triagem de cada um. Ele conta que, em mdia, so coletados 2,5 mil toneladas de lixo reciclveis por ms em todo o municpio. "Aps a separao e a venda dos produtos, os lucros so divididos igualmente entre os cooperados", explicou Mrio. Segundo ele, cada trabalhador consegue tirar de R$ 800 a um pouco mais de R$ 1 mil, mensalmente, dependendo da quantidade de materiais que conseguiram vender no perodo. Sobre essa questo, o diretor explica que o volume de vendas e o tipo de material que mais chama ateno do mercado so pontos variveis nesse segmento. No entanto, ele diz que atualmente a maior procura de galpes e beneficiadoras esto sendo pelo papelo (26%) e pelo papel misto (25%). Outros itens como o material das garrafas de refrigerantes pet, alumnio e outras categorias de reciclveis esto com demanda reduzida. "Mesmo sendo um mercado que oscila, a coleta seletiva tem garantido a vida de muitas pessoas em Goinia e esse o ponto mais relevante. So pessoas que reencontraram a dignidade em um trabalho oficializado", ressaltou Mrio. COOPERATIVAS Incluso social e fonte de renda, como foram destacados pelo diretor de Coleta Seletiva da Comurg, tambm ilustram o cotidiano na Cooperativa dos Catadores de Material Reciclvel Reciclamos e Amamos o Meio Ambiente (Cooper-Rama). De acordo com a presidenta, Dulce Helena do Vale, aproximadamente 34 pessoas trabalham na cooperativa, que fica no Jardim Curitiba III, em Goinia. Segundo Dulce, grande parte do grupo da Cooper-Rama composta por mulheres que, sozinhas, so o esteio da famlia. Conforme explicou, a mdia de retorno dos cooperados chega a R$ 1 mil por ms. De acordo com a presidenta, o carro-chefe da cooperativa o papel branco e as garrafas pet. "O preo depende muito de como est a procura no mercado, mas conseguimos at R$ 0,33 pelo quilo do papel e R$ 1,30 pelo quilo do pet". Prova de que os preos dos materiais e a renda proveniente da reciclagem variam, so os resultados apresentados pela Cooperativa de Selecionadores de Material Reciclvel Famlia Feliz (Cooper-Fami), localizada na GO-060. Segundo a presidente interina do grupo, Josineide de Jesus Linhares, a cooperativa consegue at R$ 1,10 pelo quilo do pet, material considerado mais lucrativo por eles. Sobre os rendimentos dos trabalhadores, o valor tambm um tanto inferior. Josideide conta que, cada cooperado consegue somar, mensalmente, entre R$ 820 e R$ 850. "No muito, mas d dignidade s pessoas que, muitas vezes, conseguiriam menos que isso em outras atividades. Isso importante para os trabalhadores, porque todos aqui ajudam ou sustentam sozinhos a famlia". CONSCIENTIZAO De acordo com Dulce, presidente da Cooper-Rama, mesmo conseguindo dar passos significativos no que diz respeito incluso social, a coleta seletiva em Goinia ainda precisa de muito amadurecimento. Segundo ela, a iniciativa ainda no cumpriu seu foco, que de reeducar a populao e fazer com que as pessoas reconheam o valor da reciclagem para o meio ambiente e para o sustento de inmeras pessoas. "Quando o cidado perceber a necessidade da reciclagem e, principalmente, de separar o lixo em casa, a Capital vai comear a tirar esse projeto do papel. Se isso acontecer at a rentabilidade dos trabalhadores das cooperativas ser melhorada", defende a presidente. Segundo ela, isso s vai acontecer quando o poder pblico tambm despertar para o assunto e parar de enfrentar a coleta seletiva como uma lei fcil de ser esquecida. "Falar de sustentabilidade muito bonito, mas na prtica poucos sabem da necessidade de reciclar ou fazem alguma coisa para que isso acontea". Fonte: Thamyris Fernandes (Dirio da Manh)