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Curiosidades


Assunto: Menos de 2% dos resduos slidos so reciclados
País: Brasil
Fonte: Reciclaveis.com.br
Data: 12/2013
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.reciclaveis.com.br/noticias/01309/0130908reciclados.htm
Curiosidade (texto):
Mesmo com 60% dos municpios do pas tendo alguma iniciativa de coleta seletiva, a quantidade de resduo slido urbano que de fato retorna cadeia produtiva no chega a 2%. Segundo o Panorama dos Resduos Slidos no Brasil 2012, da Associao Brasileira de Empresas de Limpeza Pblica e Resduos Especiais (Abrelpe), 51,4% do material coletado so matria orgnica; 13,5% so plstico; 13,1% so papel, papelo e tetra pak; 2,9% so metais; 2,4% dos resduos so vidro; e 16,7% so outros materiais. De acordo com a Abrelpe, em 2012 foram produzidas 1.436 mil toneladas de alumnio primrio e a reciclagem fica na faixa de 36%, chegando a 98,3% das latas de bebida, patamar com pouca variao nos ltimos cinco anos. A produo de papel foi 10 milhes de toneladas e a taxa de recuperao com potencial para reciclagem est em 45,5%. J em 2011, o consumo aparente de plsticos, foi 6,8 mil toneladas, das quais 1.000 toneladas recicladas - 57% no caso de PET. Em 2001, a reciclagem dessas garrafas era 32,9%. No setor de vidros, o dado mais recente de 2008, quando a capacidade de produo instalada era 3 mil toneladas, sendo 1,29 mil no setor de embalagens. Dessas, 47% so recicladas - incluindo 20% de embalagens retornveis -, 33% reutilizadas e 20% vo parar em aterros e lixes. O gerente de Projetos da Secretaria de Recursos Hdricos e Ambiente Urbano do Ministrio do Meio Ambiente, Ronaldo Hiplito, explicou que a Poltica Nacional de Resduos Slidos no prev prazo para implantar a coleta seletiva e a reciclagem dos materiais. Ns colocamos metas no plano nacional: para 2015 uma quantidade de reciclagem e outra para 2019. Para os resduos midos tem a compostagem, a biodigesto. Mas ns estamos trabalhando tudo paralelamente, porque no pode fechar primeiro o lixo para depois fazer a reciclagem, disse Hipplito. Em tese, na hora de se fechar um lixo e colocar em funcionamento um aterro sanitrio, onde s poder ser depositado rejeito, obrigatoriamente ter que haver a coleta para retirar a parte que no deve ser enterrada, acrescentou. Quanto s cooperativas de catadores, Hiplito disse que foi criado um comit interministerial para analisar essa incluso socioeconmica. J foram organizadas cerca de 200 cooperativas, das 1.300 que o ministrio estima existirem no Brasil. Tambm foi lanada uma campanha educativa sobre a importncia da separao dos resduos. Ns solicitamos ao Ipea, em 2010, um estudo sobre quanto o Brasil perde ao ano por no reciclar, por enterrar as coisas que poderiam ser reaproveitadas, e o Ipea chegou ao nmero de R$ 8 bilhes por ano. muito dinheiro. Essa propaganda institucional que ns fizemos e pretendemos voltar esse ano a falar sobre o assunto, serve para conscientizar as pessoas sobre a importncia que tem isso para a economia como um todo, disse o tcnico do Ministrio do Meio Ambiente. De acordo com o secretrio estadual do Ambiente, Carlos Minc, o governo do Rio de Janeiro tem apoiado as prefeituras para iniciar os projetos de coleta seletiva. Os municpios tem que ter uma equipe para isso, tem que ter uma campanha de comunicao, tem que escolher alguns bairros para fazer um projeto piloto, no uma coisa cientfica, erro e acerto. O superintendente de Polticas de Saneamento da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA), Victor Zveibil, explicou que 17 municpios, dos 92 do estado, comearam a implantar programas de coleta seletiva, entre eles Mesquita, Petrpolis e Niteri. Alm disso, o governo lanou o Programa Catadores e Catadoras em Rede Solidria. um programa que a secretaria est iniciando em parceira com o Ministrio do Trabalho e Emprego, que tem essa misso de reforar as cooperativas e trabalhar a questo da comercializao, de uma rede de cooperativas para a reciclagem e para a comercializao. Esse levantamento j foi feito em 41 municpios. Por ms, so recolhidas na capital 936 toneladas de material reciclvel, das 150 mil toneladas de lixo da coleta domiciliar. O material destinado a cerca de 50 cooperativas cadastradas na Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). O engenheiro Mauro Wanderley Lima, da Diretoria Tcnica e de Logstica, lembrou que a coleta seletiva depende da colaborao da populao. A ideia atingir todos os bairros do Rio at 2016. Agora, precisamos da colaborao da populao e uma coleta mais cara, porque voc no pode comprimir o material, no pode ser misturado. O ideal que voc termine de usar a lata de molho de tomate, o iogurte, d uma lavadinha e entregue para a reciclagem. A coordenadora do Movimento Nacional dos Catadores no Estado do Rio de Janeiro, Claudete Costa, ponderou que a situao de muitos catadores precria. Eu continuo trabalhando com o pessoal na rua, a gente cata o material, junta no burrinho sem rabo - carroa manual -, v um local estratgico para fazer a triagem rapidamente e nem todo o material a gente tem tempo de juntar para reciclar, s o que est em alta no mercado. Ela acrescentou que os catadores interrompem o trabalho s 15h quando passa o caminho da Comlurb. De acordo com ela, as cooperativas beneficiadas pela coleta seletiva esto em situao melhor, mas ainda h cerca de 240 famlias trabalhando no aterro controlado de Gericin, que vai fechar at o fim do ano. Ento est no mesmo trmite que eu, daqui a pouco esto na rua. O pessoal quase no tem mais acesso como tinha antes. Poucas famlias esto sendo beneficiadas, porque est indo tudo para [o aterro sanitrio de] Seropdica. Claudete reclama que falta apoio da prefeitura para trabalhar. Falta tudo, da estrutura do galpo, maquinrio, para a coleta seletiva. Tem muitas cooperativas que esto na rua, tem muitas que esto em galpo alugado. A SEA anunciou que em breve ser inaugurado o Polo de Reciclagem de Gramacho, que vai aproveitar a mo de obra dos cerca de 400 catadores que atuavam no aterro controlado de Gramacho, fechado no ano passado. Fonte: Akemi Nitahara (Agncia Brasil)