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Assunto: O giro do ao
País: Brasil
Fonte: Setor Reciclagem
Data: 12/2013
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.setorreciclagem.com.br/reciclagem-de-metal/o-giro-do-aco
Curiosidade (texto):
Pneus utilizam o metal em tales e cinturas; reciclagem devolve o material para as siderrgicas Quando se pensa em pneu, logo se imagina uma circunferncia de borracha vulcanizada. Mas, na verdade, o pneu, que comeou a ser desenvolvido em 1845, pelo norte-americano Charles Goodyear, esconde tecnologia e muito ao. Para se ter uma ideia, um nico pneu de caminho pode chegar a ter 22 cabos de ao em sua estrutura. O ao est presente no pneu em forma de arame, compondo o talo (elemento que o mantm atrelado ao aro), e nas cinturas (cintas circunferenciais e inextensveis que do estabilidade). Os aos AISI 1070 e AISI 1080 so os mais utilizados. A espessura, o nmero de voltas do arame e as tores variam de acordo com as especificaes de cada pneu. Via de regra, quanto maior o pneu e quanto maior a carga qual ele ser submetido, mais robusto ser o arame que o compe. Alm dos diferentes tamanhos e capacidades, existem ainda vrios tipos de pneus no mercado. Os diagonais so os que utilizam menos o metal. O ao est presente apenas no talo, que composto de vrios fios de arame de alta resistncia revestidos de borracha. As lonas, em nylon, polister ou rayon, so cruzadas em ngulos para formar a carcaa. Diferentemente dos diagonais, os pneus radiais possuem as lonas da carcaa no sentido do raio, e quando possuem mais de uma lona so paralelas e no em ngulo. Outra caracterstica desse tipo de pneu est nas cinturas sob a banda de rodagem, que fazem com que o contato com o solo seja permanente. "O radial apresenta benefcios como um desgaste mais uniforme, maior rendimento quilomtrico e maior estabilidade nas manobras", afirma o Gerente de Marketing da Pirelli Pneus, Incio Caltabiano Neto. Os radiais para automveis possuem duas cinturas metlicas em ngulo e cruzadas, alm do talo. "Do peso total desse tipo de pneu, cerca de 23% correspondem aos elementos metlicos", conta o gerente. Os radiais para caminhes e nibus levam mais ao. O metal, presente nas cinturas metlicas e no talo, responde por cerca de 25% do peso total do pneu. "O ao o elemento estrutural. No caso da carcaa, ela a parte resistente do pneu, que suporta a presso interna que, por sua vez, suporta o peso total do veculo. Nos pneus radiais, as cinturas representam um importante elemento de resistncia e servem ainda para manter o contato do pneu com o solo", explica Caltabiano. No ano passado, segundo o secretrio executivo da Anip (Associao Nacional da Indstria de Pneumticos), Jos Carlos Arnaldi, o Brasil produziu 49,2 milhes de unidades. Do total, 36% foram destinados exportao, enquanto o restante foi consumido internamente, sendo 23 milhes direcionados ao mercado de reposio e o restante para as montadoras. No caso da Pirelli Pneus, uma das maiores empresas do setor, cerca de 100 toneladas de ao so consumidas diariamente para a produo de 800 toneladas de pneus. Por conta das caractersticas especficas de cada pneu, o ao utilizado nas cinturas submetido a processos de trefilagem para atingir o dimetro desejado. Os fios so latonados e posteriormente transformados em cabos ou cordas, de acordo com a aplicao. A matria-prima alimenta a Calandra, equipamento responsvel pela produo de uma espcie de tecido que, depois de ser emborrachado, forma as cinturas. Esse mesmo tecido pode ainda compor a lona da carcaa, no caso de pneus de caminho. CONAMA E A RECICLAGEM Desde janeiro de 2002, est em vigor a Resoluo 258 do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente), que obriga as empresas fabricantes de pneus a reciclarem o produto, tendo como base os nmeros da produo nacional. A meta de 2002, de reciclar um pneu inservvel para cada quatro produzidos, foi cumprida. A meta do ano passado, apesar de mais dura (dois reciclados para cada quatro produzidos), tambm foi cumprida. Segundo Arnaldi, este ano, a tarefa deve ser ainda mais rdua. "Falta logstica, falta tecnologia. No ano passado, tivemos muitas dificuldades e este ano no deve ser diferente", afirma. De acordo com a resoluo, a proporo agora de um para um. As dificuldades relatadas pelo secretrio executivo da Anip dizem respeito, principalmente, coleta do pneu. A populao ainda tem o hbito de ficar com o pneu usado no momento da troca. "Depois de perceberem que o pneu no ter utilidade, acabam descartando em qualquer lugar", conta. Para tentar recuperar o resduo, a Anip j instalou 58 ecopontos por todo o Pas. Os ecopontos so galpes cobertos que recebem os pneus descartados pela populao comum ou por borracharias. A cada 10 toneladas, a Anip se encarrega de enviar caminhes para fazer a retirada e encaminh-los para os centros de picotagem. O processo fsico-mecnico o mtodo mais simples de reciclar o pneu. So triturados, modos e seus componentes so separados para reutilizao. O ao separado aps a moagem com eletroms e encaminhado para as usinas siderrgicas, que utilizam a sucata no processo produtivo. AS PARTES DO PNEU DE PASSEIO Banda de rodagem: parte do pneu que tem contato direto com o solo. Oferece grande resistncia ao desgaste devido sua composio de borracha e agentes qumicos. Seus desenhos visam proporcionar boa trao, estabilidade e segurana ao veculo. Cinturas: cinta circunferencial e inextensvel de ao existente nos pneus radiais com funo de estabilizar a carcaa. Carcaa de lonas: composta de cordonis de nylon ou polister, formando a parte resistente do pneu. Sua funo reter o ar sob presso, que suporta o peso total do veculo. Tales: constitudos internamente por arames de ao de grande resistncia. Sua finalidade manter o pneu acoplado firmemente ao aro, impedindo-o de ter movimentos independentes. Flancos: so constitudos de um composto de borracha de alto grau de flexibilidade, com o objetivo de proteger a carcaa contra os agentes externos. fonte: Revista Brasileira do Ao - edio 68