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Assunto: 20% no tratam lixo hospitalar
País: Brasil
Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1185880
Data: 1/2014
Enviado por: Rodrigo Imbelloni
URL: http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1185880
Curiosidade (texto):
Um em cada cinco municpios brasileiros desrespeita legislao e joga material como luvas, agulhas e catteres em lixes. O escndalo da reutilizao de lenis hospitalares em lojas de tecidos no Nordeste ps em evidncia o desrespeito legislao que trata da destinao correta de resduos mdicos. Segundo a ltima Pesquisa Nacional de Saneamento Bsico, divulgada ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE) com dados de 2008, uma em cada cinco cidades brasileiras despeja material hospitalar usado sem nenhum tipo de tratamento em lixes e aterros sanitrios. Segundo o IBGE e a Associao Brasileira de Empresas de Limpeza Pblica e Resduos Especiais (Abrelpe), a estrutura deficiente de tratamento e a falta de fiscalizao resultaram no despejo de pelo menos 35 mil toneladas de lixo hospitalar em locais imprprios no ano passado. Um risco para o meio ambiente e para a prpria sade pblica. Dos 4.469 municpios que coletaram ou receberam os resduos de sade em 2008, 58% informaram fazer o processamento desse lixo antes do despejo no solo, como prev a legislao (veja box nesta pgina). O cenrio nacional, mesmo em menor porte, observado no Paran. Dos 331 municpios que coletam os resduos de sade, um tero (101) disse ao IBGE no possuir qualquer servio de processamento dos resduos. Os nmeros fazem meno no s ao lixo produzido em hospitais, mas tambm em clnicas particulares, farmcias, postos de sade, ambulatrios, laboratrios e at funerrias. Somente no Paran, a Secretaria de Estado de Sade informa ter registrado 9 mil estabelecimentos que se enquadram como servios de sade e, por consequncia, produzem resduo hospitalar. Transporte Para especialistas da rea, a destinao inadequada desses resduos se concentra nos municpios de menor porte, que no tm estrutura instalada tanto para tratar o lixo quanto para despej-los em locais adequados, como aterros controlados ou valas spticas. O que falta nas cidades menores estrutura de tratamento dos resduos antes da disposio final, avalia a engenheira ambiental e professora da Universidade Tuiuti do Paran Geni Portela Radoll. Em alguns casos, o material hospitalar desses municpios encaminhado para cidades maiores. Muitos resduos vm para grandes centros para serem tratados, o que amplia a possibilidade de contaminao, uma vez que eles so transportados via terrestre, completa Geni. Tratamento A falta de tratamento um dos principais pontos discutidos em um relatrio divulgado neste ano pela Abrelpe. Como a maior parte dos municpios brasileiros coleta e d destinao final apenas para os resduos produzidos em unidades pblicas de sade hospitais de maior porte costumam contratar empresas particulares para fazer o processo , os dados da associao colocam em xeque justamente o gerenciamento do lixo do servio pblico. Essa uma situao grave. Estamos dando chance de retorno de situaes de sade pblica que fizemos muito esforo para superar no passado. No mais admissvel que esses resduos sejam tratados da forma incorreta, critica o coordenador de resduos especiais da Abrelpe, Odair Luiz Segantini. Despejo de seringas usadas por diabticos preocupa pesquisadora No somente a destinao do lixo oriundo de unidades de sade e hospitais que suscita preocupaes. Estudo indito da enfermeira e mestre em sade pblica Silvia Carla da Silva Andr, da Escola de Enfermagem de Ribeiro Preto, ligada Universidade de So Paulo (USP), revela que, todos os dias, pelo menos um milho de seringas podem estar sendo descartadas no lixo comum de residncias em todo o pas. A estimativa leva em conta o nmero de pessoas com diabete que so usurias de insulina e a aplicam em casa o chamado autocuidado. O descuido na hora de jogar o material fora traz riscos sade e ao meio ambiente, j que o lixo domstico inevitavelmente vai para lixes e aterros, onde o acesso no controlado. O descarte inadequado dessas seringas pode causar acidentes, como a transmisso de hepatite B. No porque esse lixo foi gerado em casa, e no no hospital, que ele vai estar livre de contaminao, alerta Silvia. Para a especialista, apesar de a legislao ser objetiva quanto responsabilidade dos servios e profissionais de sade em destinar o lixo hospitalar corretamente, h uma lacuna no que se refere aos cuidados a serem seguidos pelos prprios pacientes em casa. Medicamentos A falta de controle sobre resduos domiciliares, segundo profissionais, tambm esconde outra realidade to preocupante quanto o gerenciamento inadequado do lixo hospitalar. Alm das seringas, a professora do curso de Engenharia Ambiental da Pontifcia Universidade Catlica do Paran, Patrcia Sottoriva, chama a ateno para o descarte indevido de medicamentos que apresentam risco sade pblica principalmente produtos hormonais, antirretrovirais e imunossupressores. H algumas iniciativas de recolhimento desses remdios, mas faltam campanhas de esclarecimento sobre essa questo, avalia. No caso das seringas, a recomendao que elas sejam acondicionadas em um material plstico resistente (como garrafas de amaciante) e levadas para as unidades de sade. J os medicamentos, mesmo os com prazo de validade vencida, devem ser encaminhados para as farmcias onde foram comprados.